Grupo pede indenização à dupla sertaneja Henrique e Juliano por supostos prejuízos financeiros Foto: Divulgação Quatro empresários do Espírito Santo processaram empresas ligadas à dupla sertaneja Henrique e Juliano e cobram multa de R$ 5 milhões por suposta quebra de contrato envolvendo a venda de ingressos para shows. A ação questiona o descumprimento de um acordo de exclusividade firmado entre as partes, em agosto de 2022. Segundo o processo que tramita na 3ª Vara Cível de Palmas, o grupo firmou um Memorando de Entendimento (MoU) com a empresa 2M Participações e Investimentos Ltda, da qual os cantores são sócios. Pelo acordo, eles transferiram para a companhia o controle majoritário de três sociedades, além dos direitos sobre a marca e o software da plataforma de venda de ingressos LeBillet. Os empresários afirmam que essa obrigação deixou de ser cumprida. Conforme a ação, os ingressos dos shows da dupla passaram a ser comercializados, desde 2023, por meio da plataforma concorrente GuichêWeb. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Eles também alegam que a empresa Vida Nova Produções e Eventos Ltda., administrada pelos mesmos sócios da 2M, passou a receber e repassar os valores arrecadados com as vendas. Com base nessa suposta quebra contratual, os autores pedem a aplicação da multa prevista no MoU, além de indenização por lucros cessantes, referentes aos ganhos que alegam ter deixado de obter. Em nota, a defesa da dupla afirmou que não existe decisão judicial reconhecendo qualquer dívida e contestou integralmente as acusações feitas pelos antigos parceiros comerciais. Segundo os advogados, os argumentos e provas serão apresentados no momento oportuno, dentro do processo judicial (leia a íntegra da nota abaixo). LEIA TAMBÉM: Henrique e Juliano são processados em R$ 5 milhões após troca de empresa de ingressos para shows Vídeo mostra briga entre sócios de fazenda vendida por R$ 25 milhões a Alexandre Pires Grupo é condenado por fraude de exames toxicológicos para CNH em Palmas Agora no g1 Justiça negou liminar de urgência Além da indenização, os autores solicitaram uma tutela de urgência para que as empresas voltassem a dar preferência à plataforma LeBillet na venda dos ingressos dos eventos da dupla. Eles também pediram o depósito judicial dos valores arrecadados em cada apresentação realizada durante a tramitação da ação. A juíza Edssandra Barbosa da Silva Lourenço negou o pedido de liminar de urgência e destacou a existência de outro processo, que tramita em segredo de justiça, em que se discute a própria validade do contrato firmado entre as partes. Nesse procedimento anterior, a empresa 2M Participações questiona a validade e os efeitos do acordo, alegando, entre outros pontos, vício de consentimento, falhas técnicas e operacionais da plataforma LeBillet e irregularidades na execução do negócio jurídico. Para a magistrada, conceder a medida antes da definição dessa discussão poderia gerar decisões contraditórias. Ela também considerou que os prejuízos alegados têm natureza patrimonial e podem ser compensados financeiramente caso os autores venham a vencer a ação. Outro argumento utilizado pela juíza foi o fato de que o suposto descumprimento contratual relatado pelos empresários teria começado em 2023, enquanto a ação foi ajuizada apenas em 2026. Segundo a decisão, esse intervalo enfraquece a alegação de urgência apresentada pelos autores. Em petição protocolada após a decisão, os empresários manifestaram interesse em buscar uma solução consensual para o conflito. Eles solicitaram a realização de uma audiência de conciliação, preferencialmente de forma virtual, afirmando que possuem postura conciliatória e estão dispostos a negociar um acordo. Íntegra da nota da defesa de Henrique e Juliano Em resposta aos questionamentos, a assessoria jurídica de Henrique & Juliano afirma a inexistência de qualquer decisão judicial que reconheça a alegada dívida mencionada na primeira reportagem publicada pelo portal Folha Vitória. As afirmações divulgadas refletem exclusivamente a versão apresentada por antigos parceiros comerciais, e dizem respeito a questões contratuais ainda submetidas à apreciação da Justiça. Contestamos integralmente tais alegações, e no momento oportuno os argumentos e provas serão apresentados no foro adequado. Reafirmamos ainda, que este assunto será tratado, única e exclusivamente no âmbito judicial. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Entenda o processo de R$ 5 milhões contra Henrique e Juliano após troca de empresa de ingressos
Escrito em 03/09/2026
Grupo pede indenização à dupla sertaneja Henrique e Juliano por supostos prejuízos financeiros Foto: Divulgação Quatro empresários do Espírito Santo processaram empresas ligadas à dupla sertaneja Henrique e Juliano e cobram multa de R$ 5 milhões por suposta quebra de contrato envolvendo a venda de ingressos para shows. A ação questiona o descumprimento de um acordo de exclusividade firmado entre as partes, em agosto de 2022. Segundo o processo que tramita na 3ª Vara Cível de Palmas, o grupo firmou um Memorando de Entendimento (MoU) com a empresa 2M Participações e Investimentos Ltda, da qual os cantores são sócios. Pelo acordo, eles transferiram para a companhia o controle majoritário de três sociedades, além dos direitos sobre a marca e o software da plataforma de venda de ingressos LeBillet. Os empresários afirmam que essa obrigação deixou de ser cumprida. Conforme a ação, os ingressos dos shows da dupla passaram a ser comercializados, desde 2023, por meio da plataforma concorrente GuichêWeb. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Eles também alegam que a empresa Vida Nova Produções e Eventos Ltda., administrada pelos mesmos sócios da 2M, passou a receber e repassar os valores arrecadados com as vendas. Com base nessa suposta quebra contratual, os autores pedem a aplicação da multa prevista no MoU, além de indenização por lucros cessantes, referentes aos ganhos que alegam ter deixado de obter. Em nota, a defesa da dupla afirmou que não existe decisão judicial reconhecendo qualquer dívida e contestou integralmente as acusações feitas pelos antigos parceiros comerciais. Segundo os advogados, os argumentos e provas serão apresentados no momento oportuno, dentro do processo judicial (leia a íntegra da nota abaixo). LEIA TAMBÉM: Henrique e Juliano são processados em R$ 5 milhões após troca de empresa de ingressos para shows Vídeo mostra briga entre sócios de fazenda vendida por R$ 25 milhões a Alexandre Pires Grupo é condenado por fraude de exames toxicológicos para CNH em Palmas Agora no g1 Justiça negou liminar de urgência Além da indenização, os autores solicitaram uma tutela de urgência para que as empresas voltassem a dar preferência à plataforma LeBillet na venda dos ingressos dos eventos da dupla. Eles também pediram o depósito judicial dos valores arrecadados em cada apresentação realizada durante a tramitação da ação. A juíza Edssandra Barbosa da Silva Lourenço negou o pedido de liminar de urgência e destacou a existência de outro processo, que tramita em segredo de justiça, em que se discute a própria validade do contrato firmado entre as partes. Nesse procedimento anterior, a empresa 2M Participações questiona a validade e os efeitos do acordo, alegando, entre outros pontos, vício de consentimento, falhas técnicas e operacionais da plataforma LeBillet e irregularidades na execução do negócio jurídico. Para a magistrada, conceder a medida antes da definição dessa discussão poderia gerar decisões contraditórias. Ela também considerou que os prejuízos alegados têm natureza patrimonial e podem ser compensados financeiramente caso os autores venham a vencer a ação. Outro argumento utilizado pela juíza foi o fato de que o suposto descumprimento contratual relatado pelos empresários teria começado em 2023, enquanto a ação foi ajuizada apenas em 2026. Segundo a decisão, esse intervalo enfraquece a alegação de urgência apresentada pelos autores. Em petição protocolada após a decisão, os empresários manifestaram interesse em buscar uma solução consensual para o conflito. Eles solicitaram a realização de uma audiência de conciliação, preferencialmente de forma virtual, afirmando que possuem postura conciliatória e estão dispostos a negociar um acordo. Íntegra da nota da defesa de Henrique e Juliano Em resposta aos questionamentos, a assessoria jurídica de Henrique & Juliano afirma a inexistência de qualquer decisão judicial que reconheça a alegada dívida mencionada na primeira reportagem publicada pelo portal Folha Vitória. As afirmações divulgadas refletem exclusivamente a versão apresentada por antigos parceiros comerciais, e dizem respeito a questões contratuais ainda submetidas à apreciação da Justiça. Contestamos integralmente tais alegações, e no momento oportuno os argumentos e provas serão apresentados no foro adequado. Reafirmamos ainda, que este assunto será tratado, única e exclusivamente no âmbito judicial. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

