O vice-presidente dos EUA, JD Vance, discursa durante uma coletiva de imprensa após reunião com representantes do Paquistão e do Irã, no domingo, 12 de abril de 2026, em Islamabad, Paquistão Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deixou o Paquistão após afirmar que as negociações entre Washington e Teerã foram encerradas na madrugada deste domingo (sábado no Brasil) sem um acordo, após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos de não desenvolver uma arma nuclear. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo. Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não buscará desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente. “Esse é o objetivo central do presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentamos alcançar por meio dessas negociações.” Veja os vídeos que estão em alta no g1 O discurso durou pouco mais de três minutos. Vance agradeceu e se retirou sem responder a mais perguntas. Paquistão faz apelo O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, pediu ao Irã e aos Estados Unidos que cumpram seu compromisso de manter o cessar-fogo, após ambos os países encerrarem negociações históricas presenciais sem um acordo. “É imprescindível que as partes continuem a cumprir o seu compromisso com o cessar-fogo”, disse Dar. Ele acrescentou que o Paquistão continuará a desempenhar seu papel de mediador e tentará continuar facilitando o diálogo entre o Irã e os EUA nos próximos dias. O acordo já estava fragilizado antes do encontro por divergências profundas e pelos ataques contínuos de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano. Trump diz que acordo 'não faz diferença' Enquanto as negociações aconteciam no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou mais cedo neste sábado (11) que, do ponto de vista dele, "não faz diferença" se um acordo for alcançado ou não com o Irã". Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que estava recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad, que já duravam muitas horas. Apesar disso, Trump afirmou que os EUA já saíram vencedores. “Vamos ver o que acontece, mas, do meu ponto de vista, não me importo”, afirmou. Trump ainda repetiu declarações anteriores de que os EUA teriam eliminado a força aérea, a marinha e a liderança do Irã. Segundo ele, agora o governo americano trabalha para garantir a abertura do Estreito de Ormuz — uma ação que, afirmou, estaria sendo realizada em nome de outros países que descreveu como “medrosos, fracos ou mesquinhos”. O presidente americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dizendo que a aliança militar não ofereceu apoio aos EUA. *Com informações da Associated Press e da Reuters
JD Vance diz que negociações entre EUA e Irã terminaram sem acordo após 21 horas
Escrito em 12/04/2026
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, discursa durante uma coletiva de imprensa após reunião com representantes do Paquistão e do Irã, no domingo, 12 de abril de 2026, em Islamabad, Paquistão Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deixou o Paquistão após afirmar que as negociações entre Washington e Teerã foram encerradas na madrugada deste domingo (sábado no Brasil) sem um acordo, após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos de não desenvolver uma arma nuclear. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo. Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não buscará desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente. “Esse é o objetivo central do presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentamos alcançar por meio dessas negociações.” Veja os vídeos que estão em alta no g1 O discurso durou pouco mais de três minutos. Vance agradeceu e se retirou sem responder a mais perguntas. Paquistão faz apelo O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, pediu ao Irã e aos Estados Unidos que cumpram seu compromisso de manter o cessar-fogo, após ambos os países encerrarem negociações históricas presenciais sem um acordo. “É imprescindível que as partes continuem a cumprir o seu compromisso com o cessar-fogo”, disse Dar. Ele acrescentou que o Paquistão continuará a desempenhar seu papel de mediador e tentará continuar facilitando o diálogo entre o Irã e os EUA nos próximos dias. O acordo já estava fragilizado antes do encontro por divergências profundas e pelos ataques contínuos de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano. Trump diz que acordo 'não faz diferença' Enquanto as negociações aconteciam no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou mais cedo neste sábado (11) que, do ponto de vista dele, "não faz diferença" se um acordo for alcançado ou não com o Irã". Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que estava recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad, que já duravam muitas horas. Apesar disso, Trump afirmou que os EUA já saíram vencedores. “Vamos ver o que acontece, mas, do meu ponto de vista, não me importo”, afirmou. Trump ainda repetiu declarações anteriores de que os EUA teriam eliminado a força aérea, a marinha e a liderança do Irã. Segundo ele, agora o governo americano trabalha para garantir a abertura do Estreito de Ormuz — uma ação que, afirmou, estaria sendo realizada em nome de outros países que descreveu como “medrosos, fracos ou mesquinhos”. O presidente americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dizendo que a aliança militar não ofereceu apoio aos EUA. *Com informações da Associated Press e da Reuters

