Réus por mortes durante rebelião em Manaus são condenados a penas que somam mais de 360 anos de prisão

Escrito em 03/03/2026


Três réus por mortes durante rebelião em antiga cadeia de Manaus são julgados. Divulgação/TJAM Mais três réus foram condenados pela Justiça do Amazonas por participarem da morte de quatro detentos durante uma rebelião na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em 8 de janeiro de 2017. Somadas, as penas chegam a 368 anos em regime fechado. Segundo as investigações e a denúncia formulado pelo Ministério Público, a rebelião foi uma retaliação à chacina ocorrida dias antes no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj). Segundo os autos, o ataque foi planejado e as mortes ocorreram na madrugada, apenas quatro dias após a reativação da cadeia pública. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O julgamento foi realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, com início no dia 23 de fevereiro e encerramento na sexta-feira (27). Os réus são: Janderson Rolin Matos, o “Passarinho” — condenado a 282 anos de prisão Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela” — condenado a 36 anos de prisão Jones dos Remédios Martins, o “Bactéria” — condenado a 50 anos de prisão Os réus foram condenados pelos homicídios de Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho, além de tentativa de homicídio contra Márcio Pessoa da Silva, Anderson Gustavo Ferreira da Silva, Omar Melo Filho, Leandro da Silva Araújo, Bruno Queiroz Ribeiro e Fabiano Pereira da Silva. Janderson, Ronildo e Jones foram apresentados em plenário para participar da sessão de julgamento. Janderson e Jones responderam ao interrogatório, mas Ronildo preferiu usar o direito de se manter em silêncio. O julgamento do trio foi o segundo do processo relacionado à rebelião na antiga cadeia pública. O primeiro ocorreu em Manaus, em 3 de julho no ano passado, e teve como réu João Pedro de Oliveira Rosa Rodrigues, condenado a 168 anos de prisão. A programação organizada pelo Tribunal do Júri, de acordo com o TJAM, prevê que os réus Fabrício Duarte Araújo, Rômulo Brasil da Costa (o “LH”), Herrison Ilemy da Silva Lobato (o “Jow Jow”) e Ailton Santos da Silva (Major) serão julgados entre os dias 4 e 8 de maio deste ano Ainda segundo a Justiça, os réus Laerte Maciel Lopes Júnior (“Catatau”), Eduardo Sousa Ferreira (“Fantasma”) e Fábio dos Santos Taveira (“Fabinho”) serão julgados entre os dias 29 de junho e 3 de julho. Manaus tem mais uma rebelião de presos, uma semana após massacre