Moraes diz que Bolsonaro tem privilégios na prisão por ser ex-presidente, mas que prisão não é hotel ou 'colônia de férias'

Escrito em 15/01/2026

Veja direitos determinados por Moraes a Bolsonaro na Papudinha O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na decisão que determina a transferência de Jair Bolsonaro da Polícia Federal para a Papudinha, afirma que o político, por ser ex-presidente, tem direito a alguns privilégios em relação a outros presos, mas que a prisão não é hotel nem "colônia de férias". O ex-presidente foi transferido de local nesta quinta-feira (15). Antes, ele estava em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Agora, cumpre pena por tentativa de golpe na Papudinha, onde também estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. Na decisão sobre a transferência de Bolsonaro, Alexandre de Moraes lista 13 "privilégios" concedidos ao ex-presidente: Sala de Estado-Maior individual e exclusiva, com metragem de 12m2; Quarto com banheiro privativo, água corrente e aquecida; Televisão a cores; Ar-condicionado; Frigobar; Médico da Polícia Federal de plantão 24 horas por dia; Autorização de acesso médico particular 24 horas por dia; Autorização para realização de fisioterapia; Banho de Sol diário e exclusivo; Visitas reservadas sem a presença dos demais presos; Realização de exames médicos particulares no próprio local (como, por exemplo, ultrassonografia); Autorização para imediato transporte e internação, sem necessidade de autorização judicial, na hipótese de urgência; Protocolo especial para entrega de comida caseira ao custodiado todos os dias. O ministro do STF destaca que essas condições não são oferecidas para os demais 384.586 presos em regime fechado no Brasil.