O Metrô de São Paulo deixará de aceitar definitivamente, a partir de 31 de outubro, os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, utilizados para acesso às estações desde o início da operação comercial do sistema, em 1974. Segundo o Metrô, a medida faz parte do processo de modernização da bilhetagem e ocorre devido à obsolescência dos equipamentos responsáveis pela leitura dos bilhetes. As catracas que utilizam o sistema magnético são compostas por mecanismos que apresentam falhas e já não contam com peças de reposição. Após o fim da aceitação, passageiros que ainda tiverem bilhetes magnéticos poderão fazer a troca dos bilhetes remanescentes entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Os locais e os procedimentos para a troca ainda serão divulgados pelo Metrô. A companhia também não informou, até o momento, se o passageiro precisará emitir um novo cartão para substituir o bilhete magnético, nem como funcionará a restituição de eventuais valores ou créditos existentes nos bilhetes. Metrô de SP passa a aceitar cartão de crédito e débito na catraca Fernando Frazão/Agência Brasil Quais serão as opções para entrar no Metrô? Com o fim dos bilhetes magnéticos, os passageiros poderão utilizar outras formas de acesso ao sistema, como: Bilhete Único; Cartão TOP; bilhetes com QR Code, vendidos em papel nas bilheterias e máquinas de autoatendimento; QR Code adquirido digitalmente por aplicativo de celular ou WhatsApp; pagamento por aproximação com cartões físicos ou virtuais de débito e crédito; pagamento por aproximação usando smartphones e smartwatches. O Metrô afirma que a substituição dos bilhetes magnéticos é resultado da evolução dos meios de pagamento e acesso ao transporte público, que passaram a oferecer alternativas digitais e eletrônicas. Por que o bilhete magnético vai acabar? Além da dificuldade de manutenção dos equipamentos de leitura, a produção e a distribuição dos bilhetes magnéticos envolvem uma estrutura considerada mais complexa. De acordo com o Metrô, os cartões precisam passar por etapas de fabricação especializada, transporte, armazenamento seguro, distribuição para as estações e reposição dos estoques. Também existem custos relacionados à logística, armazenamento, transporte, controle de estoque, recolhimento e manutenção dos equipamentos utilizados para a leitura dos bilhetes. Bilhete faz parte da história do Metrô de São Paulo Apesar de estar sendo substituído, o bilhete magnético se tornou um dos símbolos da história do transporte metroviário de São Paulo. O modelo acompanha o sistema desde 1974, quando o Metrô iniciou suas operações comerciais. Durante décadas, o pequeno cartão de papel-cartão com tarja magnética foi utilizado por milhões de passageiros em deslocamentos para o trabalho, escola e outros compromissos pela cidade. Para o Metrô, o bilhete também passou a fazer parte da memória afetiva dos paulistanos e de diferentes gerações que utilizaram o sistema. O modelo se soma a outros objetos que marcaram diferentes períodos da evolução tecnológica, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos das plataformas Sistema tem origem no século XIX O nome do modelo utilizado pelo Metrô tem origem em Thomas Edmondson, chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra. A partir de 1839, Edmondson desenvolveu um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias. A tecnologia substituiu os antigos bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados. Os bilhetes eram validados no momento da venda, permitindo maior controle da operação e das receitas das ferrovias. O sistema acabou sendo adotado por empresas ferroviárias de diferentes países. Mais de um século depois, o modelo chegou ao Metrô de São Paulo. Quando o sistema começou a funcionar comercialmente, em 1974, os bilhetes em papel-cartão com tarja magnética eram considerados uma tecnologia moderna para a época. Agora, após mais de cinco décadas de uso, o sistema será definitivamente descontinuado. Serviço Até quando o bilhete magnético será aceito? Até 31 de outubro de 2026. E quem ainda tiver bilhetes depois dessa data? Os bilhetes magnéticos remanescentes poderão ser trocados entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Os locais e as regras para a troca ainda serão divulgados. Quais serão as alternativas? Bilhete Único, cartão TOP, QR Code em papel ou digital e pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito, smartphones e smartwatches. O passageiro precisará fazer um novo cartão? O Metrô ainda não detalhou o procedimento para a substituição dos bilhetes magnéticos. A informação deve ser esclarecida pela companhia antes do início do período de troca.
Metrô de SP deixará de aceitar bilhetes magnéticos a partir de 31 de outubro
Escrito em 31/08/2026
O Metrô de São Paulo deixará de aceitar definitivamente, a partir de 31 de outubro, os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, utilizados para acesso às estações desde o início da operação comercial do sistema, em 1974. Segundo o Metrô, a medida faz parte do processo de modernização da bilhetagem e ocorre devido à obsolescência dos equipamentos responsáveis pela leitura dos bilhetes. As catracas que utilizam o sistema magnético são compostas por mecanismos que apresentam falhas e já não contam com peças de reposição. Após o fim da aceitação, passageiros que ainda tiverem bilhetes magnéticos poderão fazer a troca dos bilhetes remanescentes entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Os locais e os procedimentos para a troca ainda serão divulgados pelo Metrô. A companhia também não informou, até o momento, se o passageiro precisará emitir um novo cartão para substituir o bilhete magnético, nem como funcionará a restituição de eventuais valores ou créditos existentes nos bilhetes. Metrô de SP passa a aceitar cartão de crédito e débito na catraca Fernando Frazão/Agência Brasil Quais serão as opções para entrar no Metrô? Com o fim dos bilhetes magnéticos, os passageiros poderão utilizar outras formas de acesso ao sistema, como: Bilhete Único; Cartão TOP; bilhetes com QR Code, vendidos em papel nas bilheterias e máquinas de autoatendimento; QR Code adquirido digitalmente por aplicativo de celular ou WhatsApp; pagamento por aproximação com cartões físicos ou virtuais de débito e crédito; pagamento por aproximação usando smartphones e smartwatches. O Metrô afirma que a substituição dos bilhetes magnéticos é resultado da evolução dos meios de pagamento e acesso ao transporte público, que passaram a oferecer alternativas digitais e eletrônicas. Por que o bilhete magnético vai acabar? Além da dificuldade de manutenção dos equipamentos de leitura, a produção e a distribuição dos bilhetes magnéticos envolvem uma estrutura considerada mais complexa. De acordo com o Metrô, os cartões precisam passar por etapas de fabricação especializada, transporte, armazenamento seguro, distribuição para as estações e reposição dos estoques. Também existem custos relacionados à logística, armazenamento, transporte, controle de estoque, recolhimento e manutenção dos equipamentos utilizados para a leitura dos bilhetes. Bilhete faz parte da história do Metrô de São Paulo Apesar de estar sendo substituído, o bilhete magnético se tornou um dos símbolos da história do transporte metroviário de São Paulo. O modelo acompanha o sistema desde 1974, quando o Metrô iniciou suas operações comerciais. Durante décadas, o pequeno cartão de papel-cartão com tarja magnética foi utilizado por milhões de passageiros em deslocamentos para o trabalho, escola e outros compromissos pela cidade. Para o Metrô, o bilhete também passou a fazer parte da memória afetiva dos paulistanos e de diferentes gerações que utilizaram o sistema. O modelo se soma a outros objetos que marcaram diferentes períodos da evolução tecnológica, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos das plataformas Sistema tem origem no século XIX O nome do modelo utilizado pelo Metrô tem origem em Thomas Edmondson, chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra. A partir de 1839, Edmondson desenvolveu um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias. A tecnologia substituiu os antigos bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados. Os bilhetes eram validados no momento da venda, permitindo maior controle da operação e das receitas das ferrovias. O sistema acabou sendo adotado por empresas ferroviárias de diferentes países. Mais de um século depois, o modelo chegou ao Metrô de São Paulo. Quando o sistema começou a funcionar comercialmente, em 1974, os bilhetes em papel-cartão com tarja magnética eram considerados uma tecnologia moderna para a época. Agora, após mais de cinco décadas de uso, o sistema será definitivamente descontinuado. Serviço Até quando o bilhete magnético será aceito? Até 31 de outubro de 2026. E quem ainda tiver bilhetes depois dessa data? Os bilhetes magnéticos remanescentes poderão ser trocados entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Os locais e as regras para a troca ainda serão divulgados. Quais serão as alternativas? Bilhete Único, cartão TOP, QR Code em papel ou digital e pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito, smartphones e smartwatches. O passageiro precisará fazer um novo cartão? O Metrô ainda não detalhou o procedimento para a substituição dos bilhetes magnéticos. A informação deve ser esclarecida pela companhia antes do início do período de troca.

