Brasil produz toneladas de lixo eletrônico por ano; entenda o que fazer com o seu Todo mundo tem aquela gaveta com coisas que não usa mais, produtos antigos. Com certeza, se você abrir a sua, vai encontrar pilhas, cabos, carregadores, celulares antigos e câmeras. Tudo isso é lixo eletrônico. O país é o quinto maior produtor de resíduos eletrônicos do mundo, gerando 2,4 milhões de toneladas anuais. Esse é um problema complexo de se resolver. Diferente do lixo comum e até mesmo do lixo reciclável, o lixo eletrônico é composto de muitos materiais diferentes. Para que ele seja reciclado como se deve, é preciso uma minuciosa desmontagem, para destinar cada parte ao local correto. Hoje, das milhões de toneladas que são produzidas no país, apenas uma pequena parte é encaminhada para esse processo. O país tem uma lei que exige que fabricantes, importadores e varejistas recolham seus produtos. No entanto, ainda há um gargalo enorme. lixo eletronico pilha descartada Marcello Casal Jr/Agência Brasil O que é descartado no Brasil? A "montanha" de resíduos eletrônicos gerada anualmente no país é composta por uma diversidade de itens que vão de pequenos cabos a grandes eletrodomésticos. Lixo eletrônico no Brasil Kayan Albertin/Arte g1 E o que acontece com o que é descartado? O descarte desse tipo de lixo é uma questão complexa. Ele precisa passar por um processo de manufatura reversa. Isso porque os materiais eletrônicos são feitos de plástico, metal, prata, ouro, entre outros itens. 📱 Por exemplo, o celular que está na sua gaveta precisa passar por uma desmontagem para separar materiais como: 📱 Carcaça Ela é feita de plástico e aço. Para reciclagem é preciso que o revestimento externo seja separado para recicladores de base. O plástico pode ser transformado em matéria-prima para novos produtos, como baldes ou copos, enquanto o aço segue para siderúrgicas. 📱 Tela O vidro é isolado para ser processado e reinserido na indústria. 📱 Bateria A bateria de lítio é removida com cuidado para que seus materiais químicos sejam recuperados de forma segura dentro do próprio Brasil. Ou seja, para que o material possa voltar ao mercado e, assim, gerar menos impacto ambiental, é preciso que seja desmontado e cada parte encaminhada ao destino correto. O único ciclo que o país ainda não consegue fechar totalmente é o das placas eletrônicas. Por conterem metais preciosos como ouro e prata, essas peças precisam ser exportadas para empresas na Europa ou Ásia que possuem tecnologia para realizar a extração final desses materiais. A Green Eletron, uma organização sem fins lucrativos e que atua com a coleta, trabalha para algumas das maiores empresas do mercado como Apple, Samsung, Dell, HP. Em 2025, eles recolheram 12,5 mil toneladas de produtos eletrônicos em todo o país nos postos de coleta. No entanto, a realidade brasileira é de descarte por ano 2,4 milhões de toneladas, segundo dados da ONU. E por que isso acontece? De acordo com os especialistas, apesar da lei exigir que as empresas sejam responsáveis pelo lixo que produzem, isso não está acontecendo como deveria. A gente tem cerca de 5 mil empresas que produzem, vendem ou exportam eletrônicos para o país. No entanto, o que mapeamos é que cerca de 150 empresas atuam coletando de volta e dando destino correto a esse tipo de resíduo. Isso é uma lacuna de fscalização que causa muito impacto ambiental. Para Ademir, é preciso uma ação de fiscalização maior do governo federal e até medidas mais duras, como impedir a importação de empresas que não comprovem ter um sistema de logística para dar o destino correto ao lixo eletrônico causado a partir de seus produtos. O que fazer com o lixo que você tem em casa? Se você tem equipamentos parados, existem três caminhos principais: Fabricantes e Importadores: o consumidor pode entrar em contato direto com o fabricante do produto, que por lei deve oferecer uma opção de descarte. Entidades Gestoras: Empresas do terceiro setor, como a Green Eletron, disponibilizam mapas em seus sites para que o cidadão encontre o ponto de coleta mais próximo de sua residência. Ações Governamentais: O Ministério do Meio Ambiente mantém parcerias para pontos de coleta em diversas cidades. Para saber onde fica o posto em sua cidade, basta entrar em contato com a prefeitura.
Brasil produz 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano; entenda por que isso é um problema ambiental e o que fazer com o seu
Escrito em 26/04/2026
Brasil produz toneladas de lixo eletrônico por ano; entenda o que fazer com o seu Todo mundo tem aquela gaveta com coisas que não usa mais, produtos antigos. Com certeza, se você abrir a sua, vai encontrar pilhas, cabos, carregadores, celulares antigos e câmeras. Tudo isso é lixo eletrônico. O país é o quinto maior produtor de resíduos eletrônicos do mundo, gerando 2,4 milhões de toneladas anuais. Esse é um problema complexo de se resolver. Diferente do lixo comum e até mesmo do lixo reciclável, o lixo eletrônico é composto de muitos materiais diferentes. Para que ele seja reciclado como se deve, é preciso uma minuciosa desmontagem, para destinar cada parte ao local correto. Hoje, das milhões de toneladas que são produzidas no país, apenas uma pequena parte é encaminhada para esse processo. O país tem uma lei que exige que fabricantes, importadores e varejistas recolham seus produtos. No entanto, ainda há um gargalo enorme. lixo eletronico pilha descartada Marcello Casal Jr/Agência Brasil O que é descartado no Brasil? A "montanha" de resíduos eletrônicos gerada anualmente no país é composta por uma diversidade de itens que vão de pequenos cabos a grandes eletrodomésticos. Lixo eletrônico no Brasil Kayan Albertin/Arte g1 E o que acontece com o que é descartado? O descarte desse tipo de lixo é uma questão complexa. Ele precisa passar por um processo de manufatura reversa. Isso porque os materiais eletrônicos são feitos de plástico, metal, prata, ouro, entre outros itens. 📱 Por exemplo, o celular que está na sua gaveta precisa passar por uma desmontagem para separar materiais como: 📱 Carcaça Ela é feita de plástico e aço. Para reciclagem é preciso que o revestimento externo seja separado para recicladores de base. O plástico pode ser transformado em matéria-prima para novos produtos, como baldes ou copos, enquanto o aço segue para siderúrgicas. 📱 Tela O vidro é isolado para ser processado e reinserido na indústria. 📱 Bateria A bateria de lítio é removida com cuidado para que seus materiais químicos sejam recuperados de forma segura dentro do próprio Brasil. Ou seja, para que o material possa voltar ao mercado e, assim, gerar menos impacto ambiental, é preciso que seja desmontado e cada parte encaminhada ao destino correto. O único ciclo que o país ainda não consegue fechar totalmente é o das placas eletrônicas. Por conterem metais preciosos como ouro e prata, essas peças precisam ser exportadas para empresas na Europa ou Ásia que possuem tecnologia para realizar a extração final desses materiais. A Green Eletron, uma organização sem fins lucrativos e que atua com a coleta, trabalha para algumas das maiores empresas do mercado como Apple, Samsung, Dell, HP. Em 2025, eles recolheram 12,5 mil toneladas de produtos eletrônicos em todo o país nos postos de coleta. No entanto, a realidade brasileira é de descarte por ano 2,4 milhões de toneladas, segundo dados da ONU. E por que isso acontece? De acordo com os especialistas, apesar da lei exigir que as empresas sejam responsáveis pelo lixo que produzem, isso não está acontecendo como deveria. A gente tem cerca de 5 mil empresas que produzem, vendem ou exportam eletrônicos para o país. No entanto, o que mapeamos é que cerca de 150 empresas atuam coletando de volta e dando destino correto a esse tipo de resíduo. Isso é uma lacuna de fscalização que causa muito impacto ambiental. Para Ademir, é preciso uma ação de fiscalização maior do governo federal e até medidas mais duras, como impedir a importação de empresas que não comprovem ter um sistema de logística para dar o destino correto ao lixo eletrônico causado a partir de seus produtos. O que fazer com o lixo que você tem em casa? Se você tem equipamentos parados, existem três caminhos principais: Fabricantes e Importadores: o consumidor pode entrar em contato direto com o fabricante do produto, que por lei deve oferecer uma opção de descarte. Entidades Gestoras: Empresas do terceiro setor, como a Green Eletron, disponibilizam mapas em seus sites para que o cidadão encontre o ponto de coleta mais próximo de sua residência. Ações Governamentais: O Ministério do Meio Ambiente mantém parcerias para pontos de coleta em diversas cidades. Para saber onde fica o posto em sua cidade, basta entrar em contato com a prefeitura.

