Depois de se reunir com Trump, chefe da OTAN promete ajuda para reabrir estreito de Ormuz Nos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o chefe da Aliança Militar do Ocidente. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, esteve em Washington em uma missão de contenção de danos. O objetivo: ajudar a manter dois acordos de pé - o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e a aliança militar histórica entre europeus e americanos. Rutte se reuniu nesta quarta-feira (8) com Donald Trump. Depois, o presidente americano escreveu: “A Otan não esteve lá quando precisamos, e não estará lá se precisarmos de novo. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal administrado”. Trump se referia ao plano dele de anexar o território que pertence à Dinamarca, aliada na Otan. Em meio à tensão, Mark Rutte fez gestos. Disse nesta quinta-feira (9) que a liderança americana é absolutamente essencial e concordou com parte das críticas aos aliados europeus na ofensiva contra o Irã. Mas disse que, quase sem exceção, os aliados estão fazendo tudo que os americanos pedem. Mark Rutte, secretário-geral da Otan Jornal Nacional/ Reprodução O Reino Unido autorizou os Estados Unidos a usar suas bases no Oriente Médio, mas exclusivamente para ações defensivas. Já a Espanha proibiu o uso das bases e do espaço aéreo. Isso irritou Trump. Ele agora tem cobrado a ajuda dos europeus para garantir a segurança de navegação no Estreito de Ormuz. Ameaçou retirar os Estados Unidos da Otan e, segundo fontes ouvidas pela imprensa americana, tem avaliado punir aliados com o fechamento de bases militares nesses países se nada for feito. Agora, Rutte assegurou também: “Se a Otan puder ajudar, é claro que estaremos lá. Mas é preciso um acordo entre todos os membros para isso”. O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz - que também conversou na quarta-feira (8) com Trump - afirmou que a Alemanha vai ajudar em Ormuz assim que houver um acordo de paz. A delegação americana, liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, vai se reunir com os iranianos no Paquistão no sábado (11). Além da abertura do Estreito de Ormuz, há outro tema que causa impasse: os iranianos exigem continuar com o programa nuclear. LEIA TAMBÉM Estreito de Ormuz está praticamente paralisado; Irã alerta para risco de minas navais Chefe da Otan retruca Trump e diz que aliados estão fazendo 'tudo o que os EUA pedem' 160 mísseis em 10 minutos e 300 mortos: imagens mostram destruição após ataque 'mais mortal' de Israel no Líbano
Depois de se reunir com Trump, chefe da Otan promete ajuda para reabrir Estreito de Ormuz
Escrito em 10/04/2026
Depois de se reunir com Trump, chefe da OTAN promete ajuda para reabrir estreito de Ormuz Nos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o chefe da Aliança Militar do Ocidente. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, esteve em Washington em uma missão de contenção de danos. O objetivo: ajudar a manter dois acordos de pé - o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e a aliança militar histórica entre europeus e americanos. Rutte se reuniu nesta quarta-feira (8) com Donald Trump. Depois, o presidente americano escreveu: “A Otan não esteve lá quando precisamos, e não estará lá se precisarmos de novo. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal administrado”. Trump se referia ao plano dele de anexar o território que pertence à Dinamarca, aliada na Otan. Em meio à tensão, Mark Rutte fez gestos. Disse nesta quinta-feira (9) que a liderança americana é absolutamente essencial e concordou com parte das críticas aos aliados europeus na ofensiva contra o Irã. Mas disse que, quase sem exceção, os aliados estão fazendo tudo que os americanos pedem. Mark Rutte, secretário-geral da Otan Jornal Nacional/ Reprodução O Reino Unido autorizou os Estados Unidos a usar suas bases no Oriente Médio, mas exclusivamente para ações defensivas. Já a Espanha proibiu o uso das bases e do espaço aéreo. Isso irritou Trump. Ele agora tem cobrado a ajuda dos europeus para garantir a segurança de navegação no Estreito de Ormuz. Ameaçou retirar os Estados Unidos da Otan e, segundo fontes ouvidas pela imprensa americana, tem avaliado punir aliados com o fechamento de bases militares nesses países se nada for feito. Agora, Rutte assegurou também: “Se a Otan puder ajudar, é claro que estaremos lá. Mas é preciso um acordo entre todos os membros para isso”. O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz - que também conversou na quarta-feira (8) com Trump - afirmou que a Alemanha vai ajudar em Ormuz assim que houver um acordo de paz. A delegação americana, liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, vai se reunir com os iranianos no Paquistão no sábado (11). Além da abertura do Estreito de Ormuz, há outro tema que causa impasse: os iranianos exigem continuar com o programa nuclear. LEIA TAMBÉM Estreito de Ormuz está praticamente paralisado; Irã alerta para risco de minas navais Chefe da Otan retruca Trump e diz que aliados estão fazendo 'tudo o que os EUA pedem' 160 mísseis em 10 minutos e 300 mortos: imagens mostram destruição após ataque 'mais mortal' de Israel no Líbano

