Após uma semana, aulas na rede pública do Acre retornam nesta quarta-feira (13) Arquivo pessoal Após uma semana de suspensão, as aulas da rede pública de ensino do Acre retornaram nesta quarta-feira (13) em todo o estado. A medida, que ficaria válida até a última sexta (8), foi prorrogada até a última terça (12) em razão da necessidade de alinhar novos protocolos de segurança. As aulas na rede pública e privada foram suspensas após o ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, que terminou com a morte de duas inspetoras no dia 5 de maio. O Instituto permanece sem previsão de retorno. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉Contexto: O ataque ocorreu no início da tarde do dia 5 de maio, dentro do Instituto São José, escola conveniada ao Estado. Segundo a polícia, o autor dos disparos é um aluno de 13 anos, que entrou armado e atirou contra servidores e estudantes. Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa morreram no local e foram veladas no dia seguinte. Uma aluna de 11 anos e outra servidora ficaram feridas e receberam alta no mesmo dia. O adolescente segue apreendido. As aulas na rede municipal também foram suspensas, mas o retorno das atividades escolares teve início na segunda-feira (11). A Rede Amazônica Acre acompanhou a volta às aulas. Educação de Rio Branco anuncia medidas após tragédia no Instituto São José, em Rio Branco Apesar do retorno nesta quarta (13), um grupo de pais não concorda com o protocolo apresentado por acharem que não é efetivo. Por isso, decidiram não levar seus filhos à escola. Na escola José Rodrigues Leite, por exemplo, cartazes pedindo mais vigilância e fiscalização foram fixados na entrada do colégio. LEIA TAMBÉM: ATAQUE A TIROS: Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e dois feridos FUNERAL: Ex-alunos, amigos e familiares se despedem de inspetoras mortas em ataque a colégio no Acre RELATO: 'Professora mandou a gente sentar no chão e apagou a luz', diz aluna após ataque a tiros em escola no AC PERFIL: Saiba quem são as servidoras mortas a tiros em ataque dentro de colégio no Acre AULAS SUSPENSAS: Governo e Prefeitura de Rio Branco suspenderam as aulas MEDIDAS TOMADAS: Veja medidas que devem ser tomadas após tragédia em escola no Acre Na escola José Rodrigues Leite, cartazes pedindo mais vigilância e fiscalização foram fixados na entrada do colégio Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre Operação Escola Segura Em entrevista à Rede Amazônica, o subcomandante-geral da Polícia Militar (PM-AC), coronel Kleison Albuquerque, explicou que o órgão ampliou a Operação Escola Segura, que visa dar mais tranquilidade e segurança aos pais, alunos e professores. “Nós temos o efetivo todo do policiamento comunitário empregado, são 29 policiais pela manhã e pela tarde. Contudo, nós pedimos a colaboração dos nossos comandantes de unidade. Então, todas as unidades da Polícia Militar de Rio Branco e do interior estão reforçando a operação e, dessa forma, temos o direcionamento do nosso policiamento ostensivo nas proximidades das escolas, fazendo saturação, além de atividades de acolhimento na escola”, explicou. O subcomandante detalhou ainda que também está sendo feita uma ação de varredura de inteligência para identificar potenciais ameaças, além de ter um serviço de acolhimento do estudante vítima. “Então, a Polícia Militar está atuando nessas diversas frentes. Nós temos toda a rede de apoio e temos outros órgãos, contribuindo para que essa sensação de segurança melhore. A Operação Escola Segura, então, é essa ação da Polícia Militar, contribuindo também com a nossa comunidade”, reforçou. De acordo com Kleison, no interior do Acre há uma diretoria operacional em que todas as unidades estão alinhadas e participando. “Claro que o nosso efetivo no interior é reduzido. Então, na mesma medida, redirecionando policiamentos, puxando outros policiais, além do que a gente já tem de ações preventivas com o policiamento comunitário e outras iniciativas nossas voltadas para essa ação nesse momento. [...] O que nós fizemos foi deslocar policiais de outras áreas para que a nossa comunidade escolar se sinta tranquila nesse momento de retorno às aulas”, detalhou. Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidores mortas e alunos feridos Investigação O adolescente suspeito do ataque se apresentou no Comando-Geral da Polícia Militar, a cerca de 550 metros do colégio, pouco depois dos disparos e foi apreendido. A polícia informou que a arma usada no crime pertence ao padrasto do jovem. O homem chegou a ser conduzido à delegacia, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado ainda no mesmo dia do ataque. Segundo a Polícia Civil, duas linhas de investigação foram abertas: uma para apurar o ato infracional cometido pelo adolescente e outra para investigar a responsabilidade do padrasto pela guarda da arma. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) determinou o envio de especialistas do Programa Escola que Protege ao Acre após o ataque. Após o ataque, o governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco decretaram luto oficial de três dias. As aulas das redes pública e privada foram suspensas até a próxima sexta-feira (8). Ataque ocorreu no Instituto São José, que fica no Centro de Rio Branco Reprodução/g1 VÍDEOS: g1
Aulas na rede pública retornam uma semana após ataque em escola no Acre
Escrito em 13/05/2026
Após uma semana, aulas na rede pública do Acre retornam nesta quarta-feira (13) Arquivo pessoal Após uma semana de suspensão, as aulas da rede pública de ensino do Acre retornaram nesta quarta-feira (13) em todo o estado. A medida, que ficaria válida até a última sexta (8), foi prorrogada até a última terça (12) em razão da necessidade de alinhar novos protocolos de segurança. As aulas na rede pública e privada foram suspensas após o ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, que terminou com a morte de duas inspetoras no dia 5 de maio. O Instituto permanece sem previsão de retorno. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉Contexto: O ataque ocorreu no início da tarde do dia 5 de maio, dentro do Instituto São José, escola conveniada ao Estado. Segundo a polícia, o autor dos disparos é um aluno de 13 anos, que entrou armado e atirou contra servidores e estudantes. Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa morreram no local e foram veladas no dia seguinte. Uma aluna de 11 anos e outra servidora ficaram feridas e receberam alta no mesmo dia. O adolescente segue apreendido. As aulas na rede municipal também foram suspensas, mas o retorno das atividades escolares teve início na segunda-feira (11). A Rede Amazônica Acre acompanhou a volta às aulas. Educação de Rio Branco anuncia medidas após tragédia no Instituto São José, em Rio Branco Apesar do retorno nesta quarta (13), um grupo de pais não concorda com o protocolo apresentado por acharem que não é efetivo. Por isso, decidiram não levar seus filhos à escola. Na escola José Rodrigues Leite, por exemplo, cartazes pedindo mais vigilância e fiscalização foram fixados na entrada do colégio. LEIA TAMBÉM: ATAQUE A TIROS: Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e dois feridos FUNERAL: Ex-alunos, amigos e familiares se despedem de inspetoras mortas em ataque a colégio no Acre RELATO: 'Professora mandou a gente sentar no chão e apagou a luz', diz aluna após ataque a tiros em escola no AC PERFIL: Saiba quem são as servidoras mortas a tiros em ataque dentro de colégio no Acre AULAS SUSPENSAS: Governo e Prefeitura de Rio Branco suspenderam as aulas MEDIDAS TOMADAS: Veja medidas que devem ser tomadas após tragédia em escola no Acre Na escola José Rodrigues Leite, cartazes pedindo mais vigilância e fiscalização foram fixados na entrada do colégio Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre Operação Escola Segura Em entrevista à Rede Amazônica, o subcomandante-geral da Polícia Militar (PM-AC), coronel Kleison Albuquerque, explicou que o órgão ampliou a Operação Escola Segura, que visa dar mais tranquilidade e segurança aos pais, alunos e professores. “Nós temos o efetivo todo do policiamento comunitário empregado, são 29 policiais pela manhã e pela tarde. Contudo, nós pedimos a colaboração dos nossos comandantes de unidade. Então, todas as unidades da Polícia Militar de Rio Branco e do interior estão reforçando a operação e, dessa forma, temos o direcionamento do nosso policiamento ostensivo nas proximidades das escolas, fazendo saturação, além de atividades de acolhimento na escola”, explicou. O subcomandante detalhou ainda que também está sendo feita uma ação de varredura de inteligência para identificar potenciais ameaças, além de ter um serviço de acolhimento do estudante vítima. “Então, a Polícia Militar está atuando nessas diversas frentes. Nós temos toda a rede de apoio e temos outros órgãos, contribuindo para que essa sensação de segurança melhore. A Operação Escola Segura, então, é essa ação da Polícia Militar, contribuindo também com a nossa comunidade”, reforçou. De acordo com Kleison, no interior do Acre há uma diretoria operacional em que todas as unidades estão alinhadas e participando. “Claro que o nosso efetivo no interior é reduzido. Então, na mesma medida, redirecionando policiamentos, puxando outros policiais, além do que a gente já tem de ações preventivas com o policiamento comunitário e outras iniciativas nossas voltadas para essa ação nesse momento. [...] O que nós fizemos foi deslocar policiais de outras áreas para que a nossa comunidade escolar se sinta tranquila nesse momento de retorno às aulas”, detalhou. Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidores mortas e alunos feridos Investigação O adolescente suspeito do ataque se apresentou no Comando-Geral da Polícia Militar, a cerca de 550 metros do colégio, pouco depois dos disparos e foi apreendido. A polícia informou que a arma usada no crime pertence ao padrasto do jovem. O homem chegou a ser conduzido à delegacia, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado ainda no mesmo dia do ataque. Segundo a Polícia Civil, duas linhas de investigação foram abertas: uma para apurar o ato infracional cometido pelo adolescente e outra para investigar a responsabilidade do padrasto pela guarda da arma. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) determinou o envio de especialistas do Programa Escola que Protege ao Acre após o ataque. Após o ataque, o governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco decretaram luto oficial de três dias. As aulas das redes pública e privada foram suspensas até a próxima sexta-feira (8). Ataque ocorreu no Instituto São José, que fica no Centro de Rio Branco Reprodução/g1 VÍDEOS: g1

