Cheia em Ferreira Gomes: 270 famílias são afetadas no Amapá Equipes da Secretaria de Assistência Social (Seas) estão mapeando as famílias atingidas pela cheia do rio Araguari em Ferreira Gomes. Segundo a prefeitura, cerca de 270 famílias foram afetadas pelos alagamentos. Ferreira Gomes decretou situação de emergência neste domingo (17) por 180 dias. A decisão foi tomada após as fortes chuvas da última semana no Amapá. O decreto prevê ações imediatas para reduzir os danos e garantir apoio às famílias. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça O governador do Amapá, Clécio Luís, está na região e informou que as equipes atuam de forma direcionada. A prioridade é a ajuda humanitária para os moradores diretamente atingidos. "A ajuda humanitária é sempre a mais imediata. É a primeira a cuidar das pessoas que perdem seus bens ou a casa em áreas alagadas. Nosso objetivo é oferecer esse suporte inicial. Paralelamente, a Defesa Civil faz a análise de risco da situação em cada local, o que é fundamental e anda junto com a assistência. Também buscamos dar apoio na área da saúde, quando necessário, para garantir o conforto das famílias atingidas”, explicou o governador. Uma das principais preocupações é a vazão das águas acumuladas nos reservatórios das hidrelétricas da região. A abertura das comportas deve ser coordenada com a Defesa Civil para que a situação não se agrave. "As chuvas aumentaram muito nas cabeceiras dos rios. Quando isso acontece, os reservatórios começam a encher e as hidrelétricas, de forma coordenada, passam a aumentar a vazão. Esse processo é feito de maneira controlada, sempre em conjunto com a Defesa Civil e os municípios, para reduzir os impactos. Por exemplo, a vazão é aumentada quando a maré está baixando, evitando um efeito duplo", disse o governador. Nos bairros Centro e Matadouro, a cheia do rio provocou alagamentos. Imagens mostram ruas tomadas pela água e moradores com dificuldade de circulação. Empreendimentos localizados nas margens do rio são os principais afetados. Segundo o governo, a inundação da cidade foi causada pela combinação de três fatores: a maré lançante, o período de lua cheia e a intensidade do inverno amazônico. O governo estadual informou que vai homologar o decreto de situação de emergência emitido pelo município e buscar recursos junto ao governo federal. Cidade está em situação de emergência Daian Andrade/Rede Amazônica LEIA MAIS: Após alagamentos, nível dos rios deve baixar nos próximos dias no Amapá Cheia do rio Araguari atinge comunidades e sede do ICMBio no Amapá A Defesa Civil informou que o nível dos rios deve começar a baixar ao longo da semana. Não há previsão de novas chuvas fortes, apenas pancadas isoladas, sem risco de novos alertas. O órgão explicou que a redução não será imediata. O escoamento da água ocorrerá de forma gradual, ajudando a diminuir os alagamentos. Além de Ferreira Gomes, municípios como Calçoene, Laranjal do Jari, Cutias, Itaubal e Tartarugalzinho também enfrentam problemas com a cheia dos rios. Alagamento no bairro Centro, em Ferreira Gomes (AP). Gabriel Morais/Rede Amazônica Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:
Equipe de assistência social do Amapá mapeia famílias atingidas pela cheia em Ferreira Gomes
Escrito em 18/05/2026
Cheia em Ferreira Gomes: 270 famílias são afetadas no Amapá Equipes da Secretaria de Assistência Social (Seas) estão mapeando as famílias atingidas pela cheia do rio Araguari em Ferreira Gomes. Segundo a prefeitura, cerca de 270 famílias foram afetadas pelos alagamentos. Ferreira Gomes decretou situação de emergência neste domingo (17) por 180 dias. A decisão foi tomada após as fortes chuvas da última semana no Amapá. O decreto prevê ações imediatas para reduzir os danos e garantir apoio às famílias. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça O governador do Amapá, Clécio Luís, está na região e informou que as equipes atuam de forma direcionada. A prioridade é a ajuda humanitária para os moradores diretamente atingidos. "A ajuda humanitária é sempre a mais imediata. É a primeira a cuidar das pessoas que perdem seus bens ou a casa em áreas alagadas. Nosso objetivo é oferecer esse suporte inicial. Paralelamente, a Defesa Civil faz a análise de risco da situação em cada local, o que é fundamental e anda junto com a assistência. Também buscamos dar apoio na área da saúde, quando necessário, para garantir o conforto das famílias atingidas”, explicou o governador. Uma das principais preocupações é a vazão das águas acumuladas nos reservatórios das hidrelétricas da região. A abertura das comportas deve ser coordenada com a Defesa Civil para que a situação não se agrave. "As chuvas aumentaram muito nas cabeceiras dos rios. Quando isso acontece, os reservatórios começam a encher e as hidrelétricas, de forma coordenada, passam a aumentar a vazão. Esse processo é feito de maneira controlada, sempre em conjunto com a Defesa Civil e os municípios, para reduzir os impactos. Por exemplo, a vazão é aumentada quando a maré está baixando, evitando um efeito duplo", disse o governador. Nos bairros Centro e Matadouro, a cheia do rio provocou alagamentos. Imagens mostram ruas tomadas pela água e moradores com dificuldade de circulação. Empreendimentos localizados nas margens do rio são os principais afetados. Segundo o governo, a inundação da cidade foi causada pela combinação de três fatores: a maré lançante, o período de lua cheia e a intensidade do inverno amazônico. O governo estadual informou que vai homologar o decreto de situação de emergência emitido pelo município e buscar recursos junto ao governo federal. Cidade está em situação de emergência Daian Andrade/Rede Amazônica LEIA MAIS: Após alagamentos, nível dos rios deve baixar nos próximos dias no Amapá Cheia do rio Araguari atinge comunidades e sede do ICMBio no Amapá A Defesa Civil informou que o nível dos rios deve começar a baixar ao longo da semana. Não há previsão de novas chuvas fortes, apenas pancadas isoladas, sem risco de novos alertas. O órgão explicou que a redução não será imediata. O escoamento da água ocorrerá de forma gradual, ajudando a diminuir os alagamentos. Além de Ferreira Gomes, municípios como Calçoene, Laranjal do Jari, Cutias, Itaubal e Tartarugalzinho também enfrentam problemas com a cheia dos rios. Alagamento no bairro Centro, em Ferreira Gomes (AP). Gabriel Morais/Rede Amazônica Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

