Litro da gasolina chega a R$ 7,78 no Recife; sobe para 22 número de postos autuados por aumento injustificado

Escrito em 12/03/2026


Procon autua postos por aumento injustificado no Recife Reprodução/TV Globo Subiu para 22 o número de postos de combustíveis autuados por aumento injustificado no preço da gasolina. Nos últimos dias, consumidores relataram súbitos reajustes no valor da gasolina em diversos estabelecimentos, mesmo sem anúncio de aumento nas refinarias pela Petrobras (saiba mais abaixo). Segundo o Procon Recife, um dos estabelecimentos vendia o litro da gasolina a R$ 7,78. Todos os estabelecimentos fiscalizados na cidade foram autuados pelas supostas irregularidades. Eles têm prazo de 3 dias para apresentarem defesa. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Nesta quinta-feira (12), foram fiscalizados 10 postos, e na quarta-feira (11), outros 12 (veja vídeo abaixo). Segundo o Procon, os estabelecimentos foram autuados por não comprovarem aumento do preço dos parte da Petrobras e das refinarias. A fiscalização, segundo o Procon, busca identificar se houve reajustes nas bombas sem justificativa adequada, especialmente em situações em que os postos ainda possuam combustível adquirido por valores mais baixos. Procon autua 12 postos por aumento injustificado na gasolina "Até o momento, nenhum estabelecimento apresentou evidências que justifique o aumento. Numa segunda etapa, após a defesa dos estabelecimentos, se comprovada a irregularidade, poderão ser aplicadas sanções pela autoridade administrativa com base no Código de Defesa do Consumidor(CDC)", informou o órgão. Consumidores que identificarem possíveis irregularidades podem registrar denúncia junto ao Procon Recife por meio do site oficial, pelo e-mail procon@recife.pe.gov.br ou pelo telefone 0800.281.1311. Aumento injustificado De acordo com o levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito entre 1º de março e o útimo sábado (7), o preço médio da gasolina no Recife era de R$ 6,66. Subitamente, os valores começaram a subir quase R$ 1, mesmo sem qualquer aumento praticado pela Petrobras. Segundo a estatal, o último reajuste foi uma redução em janeiro. A companhia também esclareceu que não atua na distribuição, sendo responsável pela produção, refino e venda para as distribuidoras. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis), Alfredo Pinheiro Ramos, reconheceu que não houve reajuste pela Petrobras, mas disse que o aumento foi praticado pelas distribuidoras. Ele alegou que o preço está relacionado ao custo do petróleo, que é negociado em dólar, e que teria sido afetado pela guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Afirmou, ainda, que os postos são somente "repassadores de preço". Já o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) disse, por meio de nota, que o mercado de combustíveis no Brasil é livre, opera sob o princípio da livre concorrência em todas as etapas, e que cada agente econômico define seus próprios preços e margens. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias