Stephen Miller Andrew Kelly/ Reuters Stephen Miller, um conselheiro influente e radical do presidente norte-americano Donald Trump, disse na terça-feira (28) que a morte do enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis pode ter resultado de um descumprimento do “protocolo” pelos agentes federais que o mataram. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O enfermeiro de 37 anos foi morto por agentes da Patrulha de Fronteira em Minneapolis, no sábado. O caso foi notícia no mundo todo. “Os reforços enviados a Minnesota para uma missão de proteção deveriam ter sido usados para conduzir operações rápidas, criando uma barreira entre as equipes que realizavam prisões e os perturbadores. Estamos analisando por que a equipe da Customs and Border Protection (CBP) pode não ter seguido o protocolo”, disse ele em uma declaração enviada à agência de notícias France-Presse. Miller não é o único que mudou de postura quanto à operação anti-imigração conduzida por agentes federais no estado do Minnesota. O discurso de Trump também se modificou. Se no sábado (24) o republicano pediu para deixar os agentes “trabalharem”, agora Trump fala em “reduzir a tensão”. Política de imigração causa desgaste de Donald Trump Em um primeiro momento, Trump saiu em defesa dos agentes federais e do trabalho do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Ao mesmo tempo, porém, milhares de pessoas foram às ruas em diferentes partes do país para protestar contra as operações e contra o próprio presidente. Segundo o jornal Wall Street Journal, o jogo começou a mudar quando lideranças do Partido Republicano alertaram Trump de que a morte de Pretti e a violência nas ações do ICE poderiam levar à perda de apoio popular em torno de sua principal bandeira: o combate à imigração ilegal. Ainda de acordo com o jornal, integrantes da alta cúpula da Casa Branca passaram a avaliar que as imagens da morte de Pretti representavam um risco político elevado. No dia seguinte, também segundo o WSJ, Trump recebeu uma mensagem do senador republicano Lindsey Graham. O parlamentar alertou que a Casa Branca precisava encontrar uma alternativa para a narrativa sobre a morte do enfermeiro. A avaliação era de que a exibição na TV de vídeos que mostravam a truculência dos agentes federais contra Pretti estava corroendo a credibilidade de outras ações da agenda anti-imigração que haviam sido bem recebidas pelo público. Nesse contexto, até organizações pró-armas, tradicionais aliadas de Trump, passaram a criticar declarações de integrantes do governo. As instituições condenaram falas de integrantes da administração Trump que questionaram o fato de o enfermeiro estar armado durante o protesto. Pretti tinha autorização para porte de arma. Recalculando a rota O presidente Donald Trump visita uma montadora de veículos em 13 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein Publicamente, Trump passou a mudar o tom ainda na noite de domingo (25). Em uma rede social, ele enviou recados ao governador de Minnesota, Tim Walz, e ao prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pedindo colaboração. Na segunda-feira (26), Trump conversou com Walz por telefone. O governo de Minnesota vinha sendo alvo de críticas recorrentes do presidente. Walz também foi candidato a vice-presidente na chapa de Kamala Harris nas eleições de 2024, derrotada por Trump. Mas a principal virada ocorreu na noite de segunda-feira, quando Frey anunciou que a Casa Branca havia concordado em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis. Pouco depois, a imprensa americana começou a informar que Trump havia determinado a realocação de Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira responsável por supervisionar a operação na cidade, para a Califórnia. Ainda na tentativa de controlar a narrativa, a Casa Branca afirmou que Bovino não havia sido demitido e que continuava sendo uma “peça importante” da agenda do presidente. Nesta terça-feira (27), porém, o governo confirmou o envio de Tom Homan, o “czar da fronteira” de Trump, para assumir o comando da operação em Minneapolis. No mesmo dia, Homan se reuniu com Frey e Walz. Um alto funcionário do governo Trump disse à agência Reuters que Homan pretende deixar de lado grandes operações de busca em bairros e adotar uma abordagem mais tradicional. Até mesmo Stephen Miller, principal conselheiro de Trump, que havia chamado Pretti de “aspirante a assassino”, admitiu que agentes de imigração podem ter violado o “protocolo”. Ainda nesta terça-feira, Trump expressou condolências à família de Pretti e afirmou que estaria “acompanhando de perto” a investigação sobre o assassinato. Ao ser questionado sobre declarações de funcionários do governo que classificaram Pretti como terrorista doméstico, Trump disse: “Não ouvi isso, mas certamente ele não deveria estar portando uma arma.” Depois, ao responder a uma pergunta sobre as operações anti-imigração, Trump disse que iria “reduzir um pouco a tensão”. LEIA TAMBÉM Documento contradiz governo Trump e não indica que enfermeiro sacou arma antes de ser morto em ação anti-imigração, diz jornal Agente do ICE tenta invadir consulado do Equador em Minneapolis, nos EUA Mortes em ações de imigração levam senador republicano a pedir saída da chefe da Segurança Interna dos EUA VÍDEOS: mais assistidos do g1
Conselheiro de Trump reconhece possíveis falhas em 'protocolo' no caso de enfermeiro morto por agentes de imigração
Escrito em 28/01/2026
Stephen Miller Andrew Kelly/ Reuters Stephen Miller, um conselheiro influente e radical do presidente norte-americano Donald Trump, disse na terça-feira (28) que a morte do enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis pode ter resultado de um descumprimento do “protocolo” pelos agentes federais que o mataram. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O enfermeiro de 37 anos foi morto por agentes da Patrulha de Fronteira em Minneapolis, no sábado. O caso foi notícia no mundo todo. “Os reforços enviados a Minnesota para uma missão de proteção deveriam ter sido usados para conduzir operações rápidas, criando uma barreira entre as equipes que realizavam prisões e os perturbadores. Estamos analisando por que a equipe da Customs and Border Protection (CBP) pode não ter seguido o protocolo”, disse ele em uma declaração enviada à agência de notícias France-Presse. Miller não é o único que mudou de postura quanto à operação anti-imigração conduzida por agentes federais no estado do Minnesota. O discurso de Trump também se modificou. Se no sábado (24) o republicano pediu para deixar os agentes “trabalharem”, agora Trump fala em “reduzir a tensão”. Política de imigração causa desgaste de Donald Trump Em um primeiro momento, Trump saiu em defesa dos agentes federais e do trabalho do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Ao mesmo tempo, porém, milhares de pessoas foram às ruas em diferentes partes do país para protestar contra as operações e contra o próprio presidente. Segundo o jornal Wall Street Journal, o jogo começou a mudar quando lideranças do Partido Republicano alertaram Trump de que a morte de Pretti e a violência nas ações do ICE poderiam levar à perda de apoio popular em torno de sua principal bandeira: o combate à imigração ilegal. Ainda de acordo com o jornal, integrantes da alta cúpula da Casa Branca passaram a avaliar que as imagens da morte de Pretti representavam um risco político elevado. No dia seguinte, também segundo o WSJ, Trump recebeu uma mensagem do senador republicano Lindsey Graham. O parlamentar alertou que a Casa Branca precisava encontrar uma alternativa para a narrativa sobre a morte do enfermeiro. A avaliação era de que a exibição na TV de vídeos que mostravam a truculência dos agentes federais contra Pretti estava corroendo a credibilidade de outras ações da agenda anti-imigração que haviam sido bem recebidas pelo público. Nesse contexto, até organizações pró-armas, tradicionais aliadas de Trump, passaram a criticar declarações de integrantes do governo. As instituições condenaram falas de integrantes da administração Trump que questionaram o fato de o enfermeiro estar armado durante o protesto. Pretti tinha autorização para porte de arma. Recalculando a rota O presidente Donald Trump visita uma montadora de veículos em 13 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein Publicamente, Trump passou a mudar o tom ainda na noite de domingo (25). Em uma rede social, ele enviou recados ao governador de Minnesota, Tim Walz, e ao prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pedindo colaboração. Na segunda-feira (26), Trump conversou com Walz por telefone. O governo de Minnesota vinha sendo alvo de críticas recorrentes do presidente. Walz também foi candidato a vice-presidente na chapa de Kamala Harris nas eleições de 2024, derrotada por Trump. Mas a principal virada ocorreu na noite de segunda-feira, quando Frey anunciou que a Casa Branca havia concordado em reduzir o número de agentes federais em Minneapolis. Pouco depois, a imprensa americana começou a informar que Trump havia determinado a realocação de Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira responsável por supervisionar a operação na cidade, para a Califórnia. Ainda na tentativa de controlar a narrativa, a Casa Branca afirmou que Bovino não havia sido demitido e que continuava sendo uma “peça importante” da agenda do presidente. Nesta terça-feira (27), porém, o governo confirmou o envio de Tom Homan, o “czar da fronteira” de Trump, para assumir o comando da operação em Minneapolis. No mesmo dia, Homan se reuniu com Frey e Walz. Um alto funcionário do governo Trump disse à agência Reuters que Homan pretende deixar de lado grandes operações de busca em bairros e adotar uma abordagem mais tradicional. Até mesmo Stephen Miller, principal conselheiro de Trump, que havia chamado Pretti de “aspirante a assassino”, admitiu que agentes de imigração podem ter violado o “protocolo”. Ainda nesta terça-feira, Trump expressou condolências à família de Pretti e afirmou que estaria “acompanhando de perto” a investigação sobre o assassinato. Ao ser questionado sobre declarações de funcionários do governo que classificaram Pretti como terrorista doméstico, Trump disse: “Não ouvi isso, mas certamente ele não deveria estar portando uma arma.” Depois, ao responder a uma pergunta sobre as operações anti-imigração, Trump disse que iria “reduzir um pouco a tensão”. LEIA TAMBÉM Documento contradiz governo Trump e não indica que enfermeiro sacou arma antes de ser morto em ação anti-imigração, diz jornal Agente do ICE tenta invadir consulado do Equador em Minneapolis, nos EUA Mortes em ações de imigração levam senador republicano a pedir saída da chefe da Segurança Interna dos EUA VÍDEOS: mais assistidos do g1

