Cachorra ganha ventilador movido a energia solar na casinha para driblar calor de Manaus

Escrito em 08/09/2026


Cachorra ganha ventilador movido a energia solar na casinha para driblar calor de Manaus O designer e analista de comunicação, Leandro Brandão, de 30 anos, encontrou uma solução diferente para ajudar o próprio animal de estimação a driblar o calor das altas temperaturas registradas em Manaus durante o período do verão amazônico, entre julho e outubro: instalou um ventilador movido a energia solar na casinha da cachorra Maggie, de 10 anos, sem raça definida. Leandro contou ao g1 que a ideia inicial era apenas reduzir o calor no espaço. Maggie tem uma casinha na área externa do apartamento da sogra, mas circula também pela parte interna. A família ainda tem outros dois cães — Charlie, um maltês, e Surie, um shih tzu — mas apenas Maggie ganhou uma 'casa própria'. "A Maggie fica entre a casinha dela, na parte externa, e a parte interna, mas imaginamos que quando tínhamos que colocá-la pra fora ao sair ou ter que isolá-la dos demais cães ela sentiria calor nessa época do ano, mesmo o pé direito da casa sendo alto". 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo Leandro, o sol incide apenas pela manhã, mas a sensação térmica à tarde continua elevada. Para solucionar o problema, Leandro pensou em instalar um ventilador comum. Ele pesquisou modelos portáteis, mas percebeu que não teriam potência suficiente. A solução veio ao lembrar de equipamentos que usam ventoinhas ligadas por USB, como notebooks. Assim surgiu a ideia de adaptar o sistema ao painel solar. Para ganhar tempo e garantir o bem-estar da cachorra, ele comprou um kit pronto, importado, já que não encontrou opções no Brasil. "Eu mesmo instalei e foi bem tranquila de fazer a instalação da estrutura e dos componentes. Trabalho maior foi estudar a posição do sol para verificar qual seria a melhor posição para o painel solar, mas as aulas da disciplina Universo na Ufam vieram a calhar", disse rindo. À noite, o sistema não funciona porque não tem bateria para armazenar energia. "Fiquei de verificar com um colega uma forma de agregar uma bateria e um controlador ao sistema, espero conseguir fazer essa melhoria. Felizmente pela noite o clima é mais ameno, ainda assim seria interessante que o sistema funcionasse pela noite", explicou. Outra medida adotada pelo designer para ajudar o animal foi a instalação de uma manta térmica impermeabilizante no telhado da casinha, o que possibilita que se jogue água na estrutura para reduzir a temperatura do ambiente. Leandro adaptou uma manta asfáltica aluminizada que, além de impermeabilizar, reflete os raios solares e ajuda a reduzir o calor. O telhado de fibrocimento apresentava rachaduras, e a manta resolveu os dois problemas. "A ideia de primeira era usar somente uma manta térmica por baixo do telhado, mas não resolveria as rachaduras, então veio a ideia da manta asfáltica, que já resolveria as duas questões. O resultado foi ótimo. Inclusive fica a dica pra quem tem telhado de metal ou de fibrocimento: manta asfáltica ou manta térmica aluminizada", disse. O designer ainda reforçou que sempre que a família está em casa, os animais ficam dentro 'não só por conta do clima, mas para ficar mais próxima e interagir'. Questionado se cachorra já havia passado mal de calor e, por isso, adotou o ventilador sustentável, Leandro disse que ano passado ela teve uns desconfortos. "Ano passado ela passou mal algumas vezes e, de primeira, associamos ao calor. Consultando a veterinária, ela informou que poderia ser uma soma de fatores, mas não descartou a possibilidade de ser por conta do calor". Termômetros iguais, sensações diferentes: por que o calor dos verões amazônico e europeu não é igual? Megui, de 10 anos, ganhou adaptações na casinha para amenizar altas temperaturas do verão amazônico em Manaus. Arquivo Pessoal/Leandro Brandão Animais de rua e o calor A situação dos animais em situação de rua é considerada preocupante para o designer, principalmente diante da exposição ao sol intenso e às condições climáticas. “Muitos ficam diretamente expostos ao clima e ao sol excessivo, sem nem ter acesso a água de qualidade ou uma sombra”, relatou. Entre as possíveis medidas apontadas pelo designer para amenizar o problema está a criação de espaços cobertos que possam servir de abrigo aos animais. “Seria interessante algumas iniciativas de criar espaços cobertos, como vemos algumas que as pessoas realizaram em outros lugares do Brasil e do mundo, sejam elas públicas, privadas ou de capital misto”, afirmou. A conscientização da população também é apontada como uma medida importante. “Que as pessoas também não expulsem e maltratem os animais ao vê-los tentando se abrigar na sombra de suas casas e estabelecimentos”, destaca.