Família de brasileiro internado em estado grave na França tenta trazê-lo de volta para o Brasil

Escrito em 02/07/2026


Brasileiro está internado em estado grave na França A família do brasileiro Júlio César da Rocha, internado em estado grave na França, tenta trazê-lo de volta para o Brasil. Conhecido como Césinha, o professor de tênis do Distrito Federal foi diagnosticado com uma doença autoimune grave: dermatomiosite associada a pneumocistose, que comprometeu os pulmões. Césinha, de 45 anos, viajou para Paris para acompanhar o torneio de tênis Roland Garros, junto com a esposa. Só que, no segundo dia de viagem – antes mesmo de assistir à partida –, ele passou mal e precisou ser internado. Já são 38 dias de internação – 18 deles em coma induzido. Agora, a família de Césinha tenta trazê-lo de volta para o Brasil, onde precisa passar por um transplante dos dois pulmões. O problema é que o seguro de viagem contratado pela família não cobre o valor integral do translado. "Para repatriar ele, o seguro só paga 100 mil dólares. Hoje, a cotação deles, para fazer tudo isso, é de 265 mil dólares, ou seja,100 mil dólares é com eles e 165 é pra família, quase R$ 900 mil", explica Leilza Aquino, esposa do professor de tênis. No dia 30 de julho, Césinha completa 46 anos. Para quem o acompanha, o maior presente seria vê-lo de volta ao Brasil. "É um pedido de socorro. Salvar o meu marido, salvar a pessoa mais incrível que eu conheço", afirma a esposa do professor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Custos altos Professor do DF internado em estado grave na França Reprodução Inicialmente, a família conta que o seguro negou custear qualquer valor da repatriação. No entanto, após a repercussão do caso, a empresa voltou atrás e decidiu arcar com os custos da internação de Césinha. "César corre risco de vida, risco de pegar mais uma bactéria porque, há quatro dias, atrás ele já pegou mais uma, ou seja, vai ficando cada vez mais grave", conta Leilza. Amigos e familiares fazem uma vaquinha virtual para custear a viagem de volta. Eles já arrecadaram cerca de R$ 100 mil. Outra preocupação da família é o transplante de pulmão que Césinha e o tratamento no Brasil. "Aqui no Brasil não tem muitos lugares que tem esse equipamento e geralmente são hospitais que são especializado. A gente tem que conseguir a vaga no SUS, porque o transplante dele é bilateral, são dos dois pulmões", afirma a prima de Júlio César, Karen Gois. O caso é acompanhando pelo Consulado do Brasil em Paris. O Itamaraty informou que presta assistência consular, inclusive com visita ao hospital, contato com a equipe médica e apoio à família na busca por hospedagem. No entanto, pelas regras brasileiras, o governo não tem obrigação legal de custear o transporte do paciente para o Brasil. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.