São Luís registra aumento de 30% nos casos de homicídio em 2025, diz secretaria

Escrito em 13/01/2026


São Luís registra aumento de 30% nos casos de homicídio em 2025 Os municípios que fazem parte da Grande Ilha de São Luís registraram um aumento de 30% nos casos de homicídios em 2025 em relação a 2024, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). A região é composta pelas cidades de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Ao todo, foram registrados 307 homicídios, segundo a secretaria. Especialistas apontam que os dados estão diretamente relacionados ao aumento das disputas territoriais entre facções criminosas. De acordo com Luís Antônio Pedrosa, vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, a última avaliação de relatórios nacionais indica que, no Maranhão, no primeiro semestre de 2024, havia uma tendência de crescimento nas taxas de violência, envolvendo mortes violentas intencionais e a taxa de homicídios. Ele ainda afirmou que esse balanço passará por análises segregadas. “A última avaliação de territórios nacionais indica que no Maranhão havia uma tendência até o primeiro semestre de 2024, havia uma tendência de crescimento das taxas de violência, isso envolve mortes violentas intencionais e a taxa de homicídio que de vez em quando se analisa segregadamente”, diz o especialista. Municípios da Grande Ilha de São Luís registram aumento de homicídios Reprodução/TV Mirante Nas ruas, a população ainda não demonstra estar segura e afirma que é preciso avançar mais em relação aos serviços prestados pelas forças de segurança. Um exemplo do aumento da criminalidade é o caso de Pedro Ricardo Gouveia Chagas, de apenas 16 anos, que veio a óbito após ser baleado durante uma perseguição policial no bairro São Cristóvão, em junho do ano passado. Ele foi atingido por um tiro na região da lombar. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Pedro tentava fugir, pilotando a moto do pai. Entre os policiais envolvidos, quatro foram afastados, mas ainda não foram julgados. Hildilene Gouveia, mãe de Pedro Ricardo, conta que vive todos os dias angustiada e esperando o caso ter justiça. “Cada dia a saudade aumenta e aquela angústia de esperar uma justiça que não chega. Foi um pesadelo em nossas vidas, Pedro era uma pessoa ótima, uma pessoa de bem, não fazia mal pra ninguém”, diz a mãe. Pedro Ricardo Gouveia Chagas, de apenas 16 anos, morreu durante uma perseguição policial Reprodução/TV Mirante Uma das soluções, segundo Maurício Fraga, criminólogo, é garantir investimento na qualificação e valorização do aparato investigativo, especialmente dos agentes diretamente ligados à investigação, para que haja comprovação de indícios de autoria, a fim de que o Ministério Público possa oferecer denúncia e dar início à ação penal. “Uma forma de remediar essa situação está em investir na qualificação e na valorização do aparato investigativo dos agentes de segurança pública diretamente ligados a investigação, de modo que essa investigação seja mais exitosa em comprovar indícios suficientes de autoria, a fim de que o Ministério Público tenha respaldo para oferecer denúncia e dê início a ação penal propriamente dita”, diz Maurício Fraga, criminólogo. O que dizem as autoridades? Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) informou que investe em ações preventivas para reduzir os casos de homicídio. Dentre elas, foram destacadas a ampliação do setor de videomonitoramento e entregas de viaturas, drones, computadores e coletes balísticos para as forças de segurança. Sobre a morte de Pedro Ricardo Gouveia Chagas, a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), informou que o caso continua sob investigação e que tem sido apurado de forma técnica, imparcial e transparente.