Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica A Organização Pan-Americana da Saúde constatou que quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica. A médica Ana Júlia Rezende levou um susto quando descobriu a esclerose múltipla aos 19 anos: “Eu acordei um dia e eu sentia como se os meus pés estivessem dentro de um formigueiro mesmo, que progressivamente atingiu até o nível dos meus joelhos”, conta. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Há cinco anos, ela começou o tratamento. Com acompanhamento médico e remédio, mudou o estilo de vida. “Comecei a praticar atividade física de forma regular, que eu comecei a priorizar a minha alimentação de forma saudável”, diz Ana Júlia. No continente americano, 470 milhões de pessoas são afetadas por doenças neurológicas. A pesquisa foi feita por amostragem e não traz dados específicos do Brasil. Esclerose múltipla, enxaqueca, acidente vascular cerebral, epilepsia, doença de Alzheimer, transtornos do espectro autista são distúrbios que afetam o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Prejudicam o movimento, a memória, o aprendizado, a comunicação e o comportamento. De acordo com o estudo da Organização Pan-Americana da Saúde, demências como Alzheimer são os distúrbios que mais atingem os idosos. Já entre os adolescentes e jovens adultos, a enxaqueca surgiu como uma das principais causas de incapacidade. Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica, aponta relatório Jornal Nacional/ Reprodução Mas o relatório constatou também que boa parte dessas doenças pode ser evitada com mudanças de hábito. A hipertensão arterial, por exemplo, é apontada como principal fator de risco para o AVC, uma das doenças que mais matam no Brasil, juntamente com o infarto. Segundo os médicos, a pressão alta pode ser prevenida reduzindo o sal na alimentação e evitando os alimentos ultraprocessados. A pesquisa mostrou ainda que níveis elevados de glicose no sangue contribuíram significativamente para a alta incidência da doença de Alzheimer e outras demências. “O principal caminho é através da alimentação. Fazer atividade física regular, pelo menos 150 minutos por semana de atividade física aeróbica. A nossa população está cada vez envelhecendo mais. Isso é ótimo. Mas a gente quer ter vida com qualidade e, para ter vida com qualidade, a gente precisa cuidar desde agora”, afirma a neuroimunologista Juliana Santiago. Está aí a explicação para a caminhada diária do psicólogo Denilson Rodrigues Figueiredo: “Quando você está fazendo uma caminhada, está fazendo uma atividade, você não está cuidando só do seu corpo, é um cuidado geral, integral”, afirma. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Musculação realmente pode ajudar a viver mais? 'Como uma faca entrando na cabeça': a luta de quem tem cefaleia em salvas, uma das dores humanas mais intensas
Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica, aponta relatório
Escrito em 08/08/2026
Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica A Organização Pan-Americana da Saúde constatou que quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica. A médica Ana Júlia Rezende levou um susto quando descobriu a esclerose múltipla aos 19 anos: “Eu acordei um dia e eu sentia como se os meus pés estivessem dentro de um formigueiro mesmo, que progressivamente atingiu até o nível dos meus joelhos”, conta. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Há cinco anos, ela começou o tratamento. Com acompanhamento médico e remédio, mudou o estilo de vida. “Comecei a praticar atividade física de forma regular, que eu comecei a priorizar a minha alimentação de forma saudável”, diz Ana Júlia. No continente americano, 470 milhões de pessoas são afetadas por doenças neurológicas. A pesquisa foi feita por amostragem e não traz dados específicos do Brasil. Esclerose múltipla, enxaqueca, acidente vascular cerebral, epilepsia, doença de Alzheimer, transtornos do espectro autista são distúrbios que afetam o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Prejudicam o movimento, a memória, o aprendizado, a comunicação e o comportamento. De acordo com o estudo da Organização Pan-Americana da Saúde, demências como Alzheimer são os distúrbios que mais atingem os idosos. Já entre os adolescentes e jovens adultos, a enxaqueca surgiu como uma das principais causas de incapacidade. Quase metade da população das Américas convive com pelo menos uma doença neurológica, aponta relatório Jornal Nacional/ Reprodução Mas o relatório constatou também que boa parte dessas doenças pode ser evitada com mudanças de hábito. A hipertensão arterial, por exemplo, é apontada como principal fator de risco para o AVC, uma das doenças que mais matam no Brasil, juntamente com o infarto. Segundo os médicos, a pressão alta pode ser prevenida reduzindo o sal na alimentação e evitando os alimentos ultraprocessados. A pesquisa mostrou ainda que níveis elevados de glicose no sangue contribuíram significativamente para a alta incidência da doença de Alzheimer e outras demências. “O principal caminho é através da alimentação. Fazer atividade física regular, pelo menos 150 minutos por semana de atividade física aeróbica. A nossa população está cada vez envelhecendo mais. Isso é ótimo. Mas a gente quer ter vida com qualidade e, para ter vida com qualidade, a gente precisa cuidar desde agora”, afirma a neuroimunologista Juliana Santiago. Está aí a explicação para a caminhada diária do psicólogo Denilson Rodrigues Figueiredo: “Quando você está fazendo uma caminhada, está fazendo uma atividade, você não está cuidando só do seu corpo, é um cuidado geral, integral”, afirma. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Musculação realmente pode ajudar a viver mais? 'Como uma faca entrando na cabeça': a luta de quem tem cefaleia em salvas, uma das dores humanas mais intensas

