Campanha de Governo ao RN foi marcada por propostas de saúde e segurança Augusto César Gomes/g1 A campanha para o Governo do Rio Grande do Norte chega ao último fim de semana antes da eleição marcada para domingo (4) com uma configuração diferente daquela apresentada no início do primeiro turno. Ao longo das últimas semanas, os candidatos levaram às ruas e aos debates temas como saúde, segurança pública, infraestrutura, educação, emprego e desenvolvimento econômico, enquanto a disputa presidencial também passou a fazer parte dos confrontos entre os concorrentes. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp 🗳️ Veja a página especial das Eleições 2026 no RN ASSISTA AQUI O ÚLTIMO DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS Na reta final, duas candidaturas foram retiradas da disputa. Rodrigo de Bolsonaro (Agir) anunciou a desistência e declarou apoio a Álvaro Dias (PL). Depois, o diretório estadual do PSOL decidiu retirar a candidatura de Robério Paulino para apoiar Cadu de Lula (PT). Com as duas desistências, a campanha chega ao sábado com sete candidaturas na disputa pelo governo estadual. Ao longo da campanha, os candidatos trataram de temas como: Saúde pública Gestão do Walfredo Gurgel Segurança pública e sistema penitenciário Educação Escolas em tempo integral Obra de engorda da Praia de Ponta Negra Operação Mederi Terceira ponte em Natal Infraestrutura, mobilidade e grandes obras Reforma no modelo de licenciamento do Idema Combate às facções criminosas Violência contra a mulher Desenvolvimento econômico, emprego e renda Empreendedorismo Geração de empregos Turismo Meio ambiente Gestão pública e situação financeira do estado Pagamento de servidores públicos Empréstimos consignados Agricultura e recursos hídricos Habitação e assistência social Disputa presidencial e alianças políticas Gestões anteriores Debate com candidatos ao Governo do RN na Inter TV Saúde esteve entre os principais temas A situação da saúde pública foi um dos assuntos mais frequentes da campanha. Hospitais, filas de cirurgias, atendimento no interior, estrutura do Walfredo Gurgel e descentralização dos serviços apareceram em agendas, entrevistas e debates. Álvaro Dias propôs um novo Walfredo Gurgel, um novo Tarcísio Maia e uma Policlínica da Mulher na Zona Norte. Allyson Bezerra prometeu zerar a fila de cirurgias eletivas e fortalecer hospitais regionais. Cadu de Lula apresentou o programa "Saúde no Tempo Certo" e defendeu a ampliação e descentralização dos serviços, além da parceria com o governo federal para obras como o Hospital Metropolitano. Agenda de Álvaro Dias em Mossoró Inter TV Costa Branca Segurança e sistema prisional ganharam espaço Segurança pública também esteve no centro da campanha, com discussões sobre efetivo policial, policiamento, tecnologia, combate às facções e sistema prisional. Allyson propôs reforço das polícias, valorização da Polícia Militar e videomonitoramento com reconhecimento facial. Cadu prometeu aumento do efetivo e videomonitoramento nos 167 municípios. Álvaro Dias defendeu a integração das polícias Civil e Militar com a Polícia Federal e as guardas municipais para combater facções e o crime organizado. O sistema penitenciário, especialmente a situação das fugas no Complexo de Alcaçuz, foi um dos principais pontos de confronto nos debates. Promessas de grandes obras Infraestrutura e grandes obras foram apresentadas como respostas para problemas de mobilidade, transporte e desenvolvimento. Cadu citou a duplicação da BR-304, a BR-437 e a ligação do estado à Transnordestina. Allyson colocou a reorganização das finanças como condição para ampliar investimentos e propôs a terceira ponte sobre o Rio Potengi, além de obras viárias. Álvaro defendeu investimentos em infraestrutura e mudanças no licenciamento ambiental para facilitar novos empreendimentos. A engorda de Ponta Negra também esteve entre os principais pontos de confronto dos debates. Educação teve o ensino integral como principal proposta A educação apareceu principalmente nas discussões sobre ensino em tempo integral e formação profissional. Nos debates, o ensino integral foi apresentado como uma política relacionada à segurança pública, com a ideia de manter os jovens por mais tempo nas escolas e afastá-los da criminalidade. Os candidatos ainda discutiram indicadores de educação, como o Ideb, e os resultados das administrações anteriores, mas questões como estrutura física das escolas, valorização dos profissionais e aprendizagem tiveram menos espaço no confronto direto. Álvaro propôs transformar todas as escolas estaduais em unidades de tempo integral. Cadu associou a educação à formação de mão de obra para setores como turismo, fruticultura, mineração e energias renováveis. Allyson apresentou programas de qualificação de jovens em áreas como tecnologia, inteligência artificial, robótica e empreendedorismo. Emprego, turismo e desenvolvimento econômico A geração de empregos e a atração de investimentos foram associadas por diferentes candidatos a medidas de infraestrutura, qualificação e redução da burocracia. Cadu defendeu incentivos fiscais, o Porto-Indústria Verde e investimentos em energias renováveis. Allyson falou em liberdade econômica, empreendedorismo e descentralização do licenciamento ambiental. Álvaro concentrou parte das propostas no turismo, com ações de promoção do estado, conectividade aérea e interiorização dos destinos. O desenvolvimento econômico apareceu em grande parte dos discursos como consequência da criação de condições para a iniciativa privada, da infraestrutura e da qualificação da mão de obra. O turismo teve espaço próprio, principalmente nas agendas com representantes do setor, mas também foi relacionado à conectividade aérea, segurança e infraestrutura. Fruticultura, energias renováveis, mineração e indústria foram citadas como atividades com potencial de geração de emprego e renda. Allyson durante agenda em Parnamirim Robeson Dantas/Inter TV Cabugi Gestão pública e situação financeira A capacidade de investimento do estado, as contas públicas e as experiências administrativas dos candidatos também foram usadas para sustentar propostas e fazer críticas aos adversários. A gestão pública foi um dos temas que mais se misturaram às disputas entre os candidatos. Situação financeira, contratos, investimentos e resultados de administrações anteriores apareceram como argumentos para defender modelos diferentes de governo. Nos debates, questões administrativas também serviram de ponto de partida para acusações e cobranças entre os candidatos. O tom fez com que a discussão sobre propostas frequentemente se transformasse em uma discussão sobre os legados de Natal, Mossoró e do governo estadual. Allyson colocou a reorganização financeira entre as prioridades de um eventual governo e utilizou a gestão de Mossoró como referência. Álvaro recorreu à experiência na Prefeitura de Natal para defender suas propostas. Cadu, que integrou o governo Fátima Bezerra, defendeu ações da atual gestão e a continuidade de projetos em parceria com o governo federal. Licenciamento ambiental ficou atrelado ao debate econômico O meio ambiente apareceu principalmente associado à discussão sobre desenvolvimento e licenciamento. O assunto foi relacionado ainda a setores considerados estratégicos para o estado, como energias renováveis, mineração, fruticultura e indústria. Allyson e Álvaro defenderam mudanças no modelo de licenciamento ambiental para reduzir burocracia e acelerar a instalação de empreendimentos. Cadu também defendeu a descentralização do processo, mas ressaltou a necessidade de manter os cuidados ambientais. Administrações anteriores como referência Os candidatos recorreram frequentemente às próprias experiências administrativas e às gestões dos adversários para sustentar suas propostas. Allyson utilizou a administração de Mossoró como referência em temas como gestão financeira, saúde, segurança e programas para jovens. Álvaro recorreu à experiência como prefeito de Natal para apresentar propostas para infraestrutura, saúde, turismo e desenvolvimento econômico. Cadu, que foi secretário estadual da Fazenda no governo Fátima Bezerra, defendeu ações da atual gestão e associou suas propostas à continuidade de políticas e obras realizadas em parceria com o governo federal. As administrações anteriores também foram alvo de críticas. Nos debates, os candidatos questionaram contratos, investigações, obras e resultados de governos municipais e estadual. Cultura e políticas de diversidade tiveram menos espaço A campanha também deixou alguns temas com menor presença nos discursos e nos confrontos diretos. Cultura, mudanças climáticas, ciência e tecnologia, habitação, políticas específicas para minorias, idosos, crianças e população LGBT apareceram de forma mais pontual. A maior parte das discussões se concentrou em problemas diretamente relacionados à prestação de serviços públicos e à capacidade de investimento do estado: hospitais e atendimento médico, segurança, sistema prisional, escolas, estradas, mobilidade, água e grandes obras. Cadu de Lula em agenda na Zona Oeste de Natal Anselmo Ferreira/Inter TV Cabugi Disputa presidencial atravessou a eleição estadual A eleição para o governo também foi marcada pela disputa nacional entre os campos ligados a Lula e Bolsonaro. O presidente Lula esteve em Natal para apoiar a candidatura de Cadu, enquanto Flávio Bolsonaro participou de ato de campanha de Álvaro Dias, na capital. Cadu associou sua candidatura ao presidente Lula e defendeu a parceria entre os governos estadual e federal. Álvaro endossou o apoio a Flávio Bolsonaro e relacionou o alinhamento ao combate ao crime organizado. Allyson, questionado sobre seu posicionamento, afirmou que pretende governar em parceria com o presidente eleito, independentemente de quem vencer a eleição nacional. A polarização nacional apareceu nos debates, quando os candidatos foram questionados sobre seus posicionamentos e alianças. Em alguns momentos, a discussão sobre a eleição presidencial ocupou o lugar de temas diretamente ligados à administração estadual. Desistências mudam desenho da disputa As desistências de Rodrigo de Bolsonaro e Robério Paulino ocorreram na última semana antes da votação. Rodrigo retirou a candidatura e declarou apoio a Álvaro Dias. Já o PSOL retirou a candidatura de Robério e anunciou apoio a Cadu de Lula. Com a mudança, a campanha chega ao último fim de semana com uma composição diferente da que foi apresentada ao eleitor no início do primeiro turno. Os temas que dominaram os discursos — saúde, segurança, infraestrutura, educação e desenvolvimento econômico — dividiram espaço, na reta final, com as disputas políticas e a reorganização das candidaturas.
Saúde, segurança e infraestrutura dominam campanha ao Governo do RN, que chega à reta final com mudanças na disputa
Escrito em 03/10/2026
Campanha de Governo ao RN foi marcada por propostas de saúde e segurança Augusto César Gomes/g1 A campanha para o Governo do Rio Grande do Norte chega ao último fim de semana antes da eleição marcada para domingo (4) com uma configuração diferente daquela apresentada no início do primeiro turno. Ao longo das últimas semanas, os candidatos levaram às ruas e aos debates temas como saúde, segurança pública, infraestrutura, educação, emprego e desenvolvimento econômico, enquanto a disputa presidencial também passou a fazer parte dos confrontos entre os concorrentes. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp 🗳️ Veja a página especial das Eleições 2026 no RN ASSISTA AQUI O ÚLTIMO DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS Na reta final, duas candidaturas foram retiradas da disputa. Rodrigo de Bolsonaro (Agir) anunciou a desistência e declarou apoio a Álvaro Dias (PL). Depois, o diretório estadual do PSOL decidiu retirar a candidatura de Robério Paulino para apoiar Cadu de Lula (PT). Com as duas desistências, a campanha chega ao sábado com sete candidaturas na disputa pelo governo estadual. Ao longo da campanha, os candidatos trataram de temas como: Saúde pública Gestão do Walfredo Gurgel Segurança pública e sistema penitenciário Educação Escolas em tempo integral Obra de engorda da Praia de Ponta Negra Operação Mederi Terceira ponte em Natal Infraestrutura, mobilidade e grandes obras Reforma no modelo de licenciamento do Idema Combate às facções criminosas Violência contra a mulher Desenvolvimento econômico, emprego e renda Empreendedorismo Geração de empregos Turismo Meio ambiente Gestão pública e situação financeira do estado Pagamento de servidores públicos Empréstimos consignados Agricultura e recursos hídricos Habitação e assistência social Disputa presidencial e alianças políticas Gestões anteriores Debate com candidatos ao Governo do RN na Inter TV Saúde esteve entre os principais temas A situação da saúde pública foi um dos assuntos mais frequentes da campanha. Hospitais, filas de cirurgias, atendimento no interior, estrutura do Walfredo Gurgel e descentralização dos serviços apareceram em agendas, entrevistas e debates. Álvaro Dias propôs um novo Walfredo Gurgel, um novo Tarcísio Maia e uma Policlínica da Mulher na Zona Norte. Allyson Bezerra prometeu zerar a fila de cirurgias eletivas e fortalecer hospitais regionais. Cadu de Lula apresentou o programa "Saúde no Tempo Certo" e defendeu a ampliação e descentralização dos serviços, além da parceria com o governo federal para obras como o Hospital Metropolitano. Agenda de Álvaro Dias em Mossoró Inter TV Costa Branca Segurança e sistema prisional ganharam espaço Segurança pública também esteve no centro da campanha, com discussões sobre efetivo policial, policiamento, tecnologia, combate às facções e sistema prisional. Allyson propôs reforço das polícias, valorização da Polícia Militar e videomonitoramento com reconhecimento facial. Cadu prometeu aumento do efetivo e videomonitoramento nos 167 municípios. Álvaro Dias defendeu a integração das polícias Civil e Militar com a Polícia Federal e as guardas municipais para combater facções e o crime organizado. O sistema penitenciário, especialmente a situação das fugas no Complexo de Alcaçuz, foi um dos principais pontos de confronto nos debates. Promessas de grandes obras Infraestrutura e grandes obras foram apresentadas como respostas para problemas de mobilidade, transporte e desenvolvimento. Cadu citou a duplicação da BR-304, a BR-437 e a ligação do estado à Transnordestina. Allyson colocou a reorganização das finanças como condição para ampliar investimentos e propôs a terceira ponte sobre o Rio Potengi, além de obras viárias. Álvaro defendeu investimentos em infraestrutura e mudanças no licenciamento ambiental para facilitar novos empreendimentos. A engorda de Ponta Negra também esteve entre os principais pontos de confronto dos debates. Educação teve o ensino integral como principal proposta A educação apareceu principalmente nas discussões sobre ensino em tempo integral e formação profissional. Nos debates, o ensino integral foi apresentado como uma política relacionada à segurança pública, com a ideia de manter os jovens por mais tempo nas escolas e afastá-los da criminalidade. Os candidatos ainda discutiram indicadores de educação, como o Ideb, e os resultados das administrações anteriores, mas questões como estrutura física das escolas, valorização dos profissionais e aprendizagem tiveram menos espaço no confronto direto. Álvaro propôs transformar todas as escolas estaduais em unidades de tempo integral. Cadu associou a educação à formação de mão de obra para setores como turismo, fruticultura, mineração e energias renováveis. Allyson apresentou programas de qualificação de jovens em áreas como tecnologia, inteligência artificial, robótica e empreendedorismo. Emprego, turismo e desenvolvimento econômico A geração de empregos e a atração de investimentos foram associadas por diferentes candidatos a medidas de infraestrutura, qualificação e redução da burocracia. Cadu defendeu incentivos fiscais, o Porto-Indústria Verde e investimentos em energias renováveis. Allyson falou em liberdade econômica, empreendedorismo e descentralização do licenciamento ambiental. Álvaro concentrou parte das propostas no turismo, com ações de promoção do estado, conectividade aérea e interiorização dos destinos. O desenvolvimento econômico apareceu em grande parte dos discursos como consequência da criação de condições para a iniciativa privada, da infraestrutura e da qualificação da mão de obra. O turismo teve espaço próprio, principalmente nas agendas com representantes do setor, mas também foi relacionado à conectividade aérea, segurança e infraestrutura. Fruticultura, energias renováveis, mineração e indústria foram citadas como atividades com potencial de geração de emprego e renda. Allyson durante agenda em Parnamirim Robeson Dantas/Inter TV Cabugi Gestão pública e situação financeira A capacidade de investimento do estado, as contas públicas e as experiências administrativas dos candidatos também foram usadas para sustentar propostas e fazer críticas aos adversários. A gestão pública foi um dos temas que mais se misturaram às disputas entre os candidatos. Situação financeira, contratos, investimentos e resultados de administrações anteriores apareceram como argumentos para defender modelos diferentes de governo. Nos debates, questões administrativas também serviram de ponto de partida para acusações e cobranças entre os candidatos. O tom fez com que a discussão sobre propostas frequentemente se transformasse em uma discussão sobre os legados de Natal, Mossoró e do governo estadual. Allyson colocou a reorganização financeira entre as prioridades de um eventual governo e utilizou a gestão de Mossoró como referência. Álvaro recorreu à experiência na Prefeitura de Natal para defender suas propostas. Cadu, que integrou o governo Fátima Bezerra, defendeu ações da atual gestão e a continuidade de projetos em parceria com o governo federal. Licenciamento ambiental ficou atrelado ao debate econômico O meio ambiente apareceu principalmente associado à discussão sobre desenvolvimento e licenciamento. O assunto foi relacionado ainda a setores considerados estratégicos para o estado, como energias renováveis, mineração, fruticultura e indústria. Allyson e Álvaro defenderam mudanças no modelo de licenciamento ambiental para reduzir burocracia e acelerar a instalação de empreendimentos. Cadu também defendeu a descentralização do processo, mas ressaltou a necessidade de manter os cuidados ambientais. Administrações anteriores como referência Os candidatos recorreram frequentemente às próprias experiências administrativas e às gestões dos adversários para sustentar suas propostas. Allyson utilizou a administração de Mossoró como referência em temas como gestão financeira, saúde, segurança e programas para jovens. Álvaro recorreu à experiência como prefeito de Natal para apresentar propostas para infraestrutura, saúde, turismo e desenvolvimento econômico. Cadu, que foi secretário estadual da Fazenda no governo Fátima Bezerra, defendeu ações da atual gestão e associou suas propostas à continuidade de políticas e obras realizadas em parceria com o governo federal. As administrações anteriores também foram alvo de críticas. Nos debates, os candidatos questionaram contratos, investigações, obras e resultados de governos municipais e estadual. Cultura e políticas de diversidade tiveram menos espaço A campanha também deixou alguns temas com menor presença nos discursos e nos confrontos diretos. Cultura, mudanças climáticas, ciência e tecnologia, habitação, políticas específicas para minorias, idosos, crianças e população LGBT apareceram de forma mais pontual. A maior parte das discussões se concentrou em problemas diretamente relacionados à prestação de serviços públicos e à capacidade de investimento do estado: hospitais e atendimento médico, segurança, sistema prisional, escolas, estradas, mobilidade, água e grandes obras. Cadu de Lula em agenda na Zona Oeste de Natal Anselmo Ferreira/Inter TV Cabugi Disputa presidencial atravessou a eleição estadual A eleição para o governo também foi marcada pela disputa nacional entre os campos ligados a Lula e Bolsonaro. O presidente Lula esteve em Natal para apoiar a candidatura de Cadu, enquanto Flávio Bolsonaro participou de ato de campanha de Álvaro Dias, na capital. Cadu associou sua candidatura ao presidente Lula e defendeu a parceria entre os governos estadual e federal. Álvaro endossou o apoio a Flávio Bolsonaro e relacionou o alinhamento ao combate ao crime organizado. Allyson, questionado sobre seu posicionamento, afirmou que pretende governar em parceria com o presidente eleito, independentemente de quem vencer a eleição nacional. A polarização nacional apareceu nos debates, quando os candidatos foram questionados sobre seus posicionamentos e alianças. Em alguns momentos, a discussão sobre a eleição presidencial ocupou o lugar de temas diretamente ligados à administração estadual. Desistências mudam desenho da disputa As desistências de Rodrigo de Bolsonaro e Robério Paulino ocorreram na última semana antes da votação. Rodrigo retirou a candidatura e declarou apoio a Álvaro Dias. Já o PSOL retirou a candidatura de Robério e anunciou apoio a Cadu de Lula. Com a mudança, a campanha chega ao último fim de semana com uma composição diferente da que foi apresentada ao eleitor no início do primeiro turno. Os temas que dominaram os discursos — saúde, segurança, infraestrutura, educação e desenvolvimento econômico — dividiram espaço, na reta final, com as disputas políticas e a reorganização das candidaturas.

