Rubio diz que EUA não contestam avaliação europeia sobre envenenamento de Navalny

Escrito em 15/02/2026


O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Alex Brandon/Reuters O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste domingo (15) que o governo americano não tem motivos para contestar o relatório de aliados europeus que responsabiliza a Rússia pela morte do opositor Alexei Navalny. Rubio classificou o documento como “preocupante” durante entrevista coletiva em Bratislava, capital da Eslováquia, após viagem oficial à região. A declaração foi dada depois de agenda em Budapeste. “Estamos cientes do relatório. É um relatório preocupante. Conhecemos o caso do senhor Navalny e não temos razão para questioná-lo”, disse. LEIA TAMBÉM: Alexei Navalny, opositor de Putin, morreu envenenado com toxina de rã em prisão russa, dizem países europeus Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em comunicado conjunto divulgado no sábado, Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos afirmaram que análises de amostras do corpo de Navalny confirmaram “de forma conclusiva” a presença de epibatidina. A substância é uma toxina associada a sapos venenosos da América do Sul e não ocorre naturalmente em território russo, segundo o relatório. O governo russo, que nega repetidamente qualquer envolvimento na morte do opositor, classificou as acusações como “uma farsa de propaganda ocidental”, de acordo com a agência estatal TASS. Questionado sobre por que os Estados Unidos não assinaram a declaração conjunta, Rubio afirmou que a iniciativa partiu exclusivamente dos países europeus. LEIA TAMBÉM: Rã-flecha: conheça a espécie por trás do veneno citado em caso envolvendo opositor russo “Esses países chegaram a essa conclusão e coordenaram o anúncio. Escolhemos não participar — isso não significa que discordamos do resultado”, disse. “Não estamos contestando nem entrando em conflito com esses países. Foi o relatório deles.” Navalny morreu em fevereiro de 2024 em uma colônia penal no Ártico, onde cumpria pena após ser condenado por extremismo e outras acusações, que sempre rejeitou.