Prefeito estima gasto de R$ 21,1 milhões com limpeza após temporal em Ribeirão Preto Ribeirão Preto (SP) terá um gasto de pelo menos R$ 21,1 milhões apenas com corte de árvores e limpeza de ruas devido ao temporal com ventos de mais de 120 km/h que devastou municípios do interior de São Paulo no fim da semana passada. O valor é uma estimativa que consta em um ofício assinado nesta segunda-feira (27) para o reconhecimento de estado de emergência da cidade junto ao governo federal . "Deixar a cidade limpa, ordenada, vai custar uma fatia muito grande do orçamento municipal, o qual não temos a disposição orçamentária, então a gente já está já fazendo os ofícios, pedindo a o repasse emergencial dos investimentos", disse o prefeito Ricardo Silva (PSD). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Veja a descrição dos gastos: limpeza emergencial e coleta de resíduos: R$ 4.388.993,00 lavagem manual e mecanizada de vias, praças e áreas públicas: R$ 8.394.722,00 remoção e transporte de descartes irregulares em vias públicas: R$ 1.222.898,00 recolhimento de massa verde: R$ 4.528.524,00 corte de árvores caídas: R$ 185.496,00 remoção de tocos de troncos: R$ 365.984,00 extração ou corte de troncos: R$ 875.910,00 extração de árvores por escalada: R$ 96.822,60 poda de formação, condução ou manutenção: R$ 897.520,00 poda de rebaixamento de copa de árvore: R$ 195.984,50 Além desses valores detalhados para a zeladoria, o município apontou a necessidade de recursos adicionais, ainda sendo cálculos, para apoio habitacional, para a reconstrução de 500 unidades para famílias desabrigadas, e para a restauração da infraestrutura de energia, incluindo a substituição de postes, fios e torres de alta tensão. Árvore de grande porte foi derrubada por ventos de até 120 km/h que atingiram Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Cenário de devastação no interior de São Paulo O vendaval ocorrido na madrugada de 24 de julho causou danos severos e generalizados em Ribeirão Preto, afetando diversos setores da cidade, além da morte de um homem de 75 anos, que dormia enquanto foi atingido pelo desabamento de um galpão sobre a casa dele. Até esta segunda-feira (27), mais de 1,2 mil imóveis da cidade ainda estavam sem energia elétrica e com troncos e galhos de árvores em praças e ruas. Com a queda de dezenas de árvores, importantes avenidas, como a Nove de Julho, Dom Pedro - onde um pórtico caiu sobre um carro de aplicativo - e Francisco Junqueira, ficaram interditadas. Segundo o ofício municipal, o temporal deixou 1,8 mil pessoas desalojadas e 12 desabrigadas, além de destruir o o Centro Pop, unidade de assistência social do município. LEIA TAMBÉM Saúde, trânsito, água, educação: veja balanço atualizado dos prejuízos do temporal na região de Ribeirão Preto Prefeito de Guariba relata cenário de destruição após temporal: 'Não sobrou nada' O documento também cita o colapso dos serviços essenciais, com queda de 100% da rede elétrica no auge da tempestade, além da destruição de dezenas de torres de transmissão, postes quebrados e fiações rompidas. A estrutura do sistema de água ficou 80% inoperante. Na saúde, os hospitais também tiveram problemas, com danos estruturais e queda de energia elétrica. Centros de referência como o Hospital das Clínicas chegaram a ter atividades temporariamente suspensas. Os impactos também foram sentidos na educação, com ao menos 26 escolas danificadas na rede municipal e aulas suspensas no início desta semana. Na região, os estragos também foram sentidos em ao menos outras cinco cidades: Guariba, Taquaritinga, Pradópolis, Barrinha e Dumont. Todas elas tiveram a garantia do governo federal de reconhecimento de estado de emergência, para o auxílio em ações humanitárias e recursos para obras de reconstrução. O governo de São Paulo também disponibizou equipes da Defesa Civil e garantiu o encaminhamento de verbas para auxílio na recuperação. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
Ribeirão Preto estima gasto de R$ 21 milhões com limpeza e remoção de árvores após temporal que devastou cidades do interior de SP
Escrito em 27/07/2026
Prefeito estima gasto de R$ 21,1 milhões com limpeza após temporal em Ribeirão Preto Ribeirão Preto (SP) terá um gasto de pelo menos R$ 21,1 milhões apenas com corte de árvores e limpeza de ruas devido ao temporal com ventos de mais de 120 km/h que devastou municípios do interior de São Paulo no fim da semana passada. O valor é uma estimativa que consta em um ofício assinado nesta segunda-feira (27) para o reconhecimento de estado de emergência da cidade junto ao governo federal . "Deixar a cidade limpa, ordenada, vai custar uma fatia muito grande do orçamento municipal, o qual não temos a disposição orçamentária, então a gente já está já fazendo os ofícios, pedindo a o repasse emergencial dos investimentos", disse o prefeito Ricardo Silva (PSD). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Veja a descrição dos gastos: limpeza emergencial e coleta de resíduos: R$ 4.388.993,00 lavagem manual e mecanizada de vias, praças e áreas públicas: R$ 8.394.722,00 remoção e transporte de descartes irregulares em vias públicas: R$ 1.222.898,00 recolhimento de massa verde: R$ 4.528.524,00 corte de árvores caídas: R$ 185.496,00 remoção de tocos de troncos: R$ 365.984,00 extração ou corte de troncos: R$ 875.910,00 extração de árvores por escalada: R$ 96.822,60 poda de formação, condução ou manutenção: R$ 897.520,00 poda de rebaixamento de copa de árvore: R$ 195.984,50 Além desses valores detalhados para a zeladoria, o município apontou a necessidade de recursos adicionais, ainda sendo cálculos, para apoio habitacional, para a reconstrução de 500 unidades para famílias desabrigadas, e para a restauração da infraestrutura de energia, incluindo a substituição de postes, fios e torres de alta tensão. Árvore de grande porte foi derrubada por ventos de até 120 km/h que atingiram Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Cenário de devastação no interior de São Paulo O vendaval ocorrido na madrugada de 24 de julho causou danos severos e generalizados em Ribeirão Preto, afetando diversos setores da cidade, além da morte de um homem de 75 anos, que dormia enquanto foi atingido pelo desabamento de um galpão sobre a casa dele. Até esta segunda-feira (27), mais de 1,2 mil imóveis da cidade ainda estavam sem energia elétrica e com troncos e galhos de árvores em praças e ruas. Com a queda de dezenas de árvores, importantes avenidas, como a Nove de Julho, Dom Pedro - onde um pórtico caiu sobre um carro de aplicativo - e Francisco Junqueira, ficaram interditadas. Segundo o ofício municipal, o temporal deixou 1,8 mil pessoas desalojadas e 12 desabrigadas, além de destruir o o Centro Pop, unidade de assistência social do município. LEIA TAMBÉM Saúde, trânsito, água, educação: veja balanço atualizado dos prejuízos do temporal na região de Ribeirão Preto Prefeito de Guariba relata cenário de destruição após temporal: 'Não sobrou nada' O documento também cita o colapso dos serviços essenciais, com queda de 100% da rede elétrica no auge da tempestade, além da destruição de dezenas de torres de transmissão, postes quebrados e fiações rompidas. A estrutura do sistema de água ficou 80% inoperante. Na saúde, os hospitais também tiveram problemas, com danos estruturais e queda de energia elétrica. Centros de referência como o Hospital das Clínicas chegaram a ter atividades temporariamente suspensas. Os impactos também foram sentidos na educação, com ao menos 26 escolas danificadas na rede municipal e aulas suspensas no início desta semana. Na região, os estragos também foram sentidos em ao menos outras cinco cidades: Guariba, Taquaritinga, Pradópolis, Barrinha e Dumont. Todas elas tiveram a garantia do governo federal de reconhecimento de estado de emergência, para o auxílio em ações humanitárias e recursos para obras de reconstrução. O governo de São Paulo também disponibizou equipes da Defesa Civil e garantiu o encaminhamento de verbas para auxílio na recuperação. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

