Complexo de Saúde São João de Deus CSSJD/Divulgação A morte de uma bebê durante o parto normal é investigada pela Polícia Civil, pois a mãe tinha encaminhamento para a realização de uma cesárea devido ao risco de pré-eclampsia. O caso ocorreu em janeiro no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e a investigação foi confirmada ao g1 na terça-feira (24). 🔎A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez, caracterizada por pressão arterial alta e sinais de danos a órgãos, surgindo tipicamente após a 20ª semana de gestação. Pode causar inchaço, dor de cabeça, alterações visuais e risco de parto prematuro ou morte materna/fetal. De acordo com o boletim de ocorrência, a gestante, de 22 anos, tinha risco de pré-eclâmpsia diagnosticado pelo médico da unidade de saúde onde o pré-natal foi realizado. Devido ao risco, ele encaminhou a paciente para um parto cesárea. No entanto, a mulher afirmou que o hospital induziu o parto normal por mais de dez horas, e a bebê nasceu morta. Em nota, o CSSJD disse que por se tratar de um ato médico, o caso está sendo devidamente avaliado pela comissão médica responsável. Inclusive verificando se foram seguidos rigorosamente todos os protocolos assistenciais. Veja nota na íntegra abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda o caso A gestante estava com a cesárea agendada para o dia 13 de janeiro. No entanto, dois dias antes ela procurou o hospital São João de Deus relatando descontrole da pressão arterial e foi internada. Conforme a ocorrência, mesmo com o encaminhamento para a realização da cesárea e os relatórios do médico do posto de saúde sobre a gravidez de risco, o hospital induziu o parto normal com uso de medicação para estimular a dilatação do útero. Ainda segundo o relato da mãe, a bebê também não estava na posição correta para o parto normal. Ela afirmou que a filha estava sentada e os médicos fizeram uma manobra para virar a neném de cabeça para baixo na barriga da mãe. Em seguida, e com uso de mais medicamentos, a bolsa da gestante rompeu. Com o trabalho de parto em andamento, os batimentos cardíacos da mãe e filha foram monitorados. Após mais de 10 horas em trabalho de parto, a bebê apresentou perda dos batimentos cardíacos. Encaminhamento para cesárea que a gestante apresentou ao hospital Arquivo Pessoal Uso de fórceps no parto Na ocorrência, a gestante afirmou que devido às várias horas em trabalho de parto foi feito uso do fórceps para o nascimento da bebê, que nasceu mas estava sem batimentos cardíacos. Foi reanimada e encaminhada em estado grave para a UTI Neonatal, onde permaneceu dos dias internada e veio a óbito. A recém-nascida foi reanimada e levada em estado grave para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde permaneceu dois dias internada antes de morrer. 🔎O fórceps é um instrumento metálico, semelhante a duas colheres articuladas, utilizado por obstetras para auxiliar a saída do bebê pelo canal vaginal durante o período expulsivo do parto. Nota Hospital São João de Deus "Em atenção à solicitação encaminhada, informamos que os pontos levantados, por se tratar de um ato médico, estão sendo devidamente avaliados pela comissão médica responsável, inclusive verificando se foram seguidos rigorosamente todos os protocolos assistenciais e os padrões técnicos estabelecidos, sempre priorizando a segurança e o bem-estar do paciente. Reiteramos nosso compromisso institucional com a ética, o respeito à privacidade e a transparência, observados os limites legais e de sigilo profissional previstos na LGPD e no Código de Ética Médica." LEIA TAMBÉM: VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
Morte de bebê durante parto normal mesmo com encaminhamento para cesárea é investigada em MG
Escrito em 25/02/2026
Complexo de Saúde São João de Deus CSSJD/Divulgação A morte de uma bebê durante o parto normal é investigada pela Polícia Civil, pois a mãe tinha encaminhamento para a realização de uma cesárea devido ao risco de pré-eclampsia. O caso ocorreu em janeiro no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e a investigação foi confirmada ao g1 na terça-feira (24). 🔎A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez, caracterizada por pressão arterial alta e sinais de danos a órgãos, surgindo tipicamente após a 20ª semana de gestação. Pode causar inchaço, dor de cabeça, alterações visuais e risco de parto prematuro ou morte materna/fetal. De acordo com o boletim de ocorrência, a gestante, de 22 anos, tinha risco de pré-eclâmpsia diagnosticado pelo médico da unidade de saúde onde o pré-natal foi realizado. Devido ao risco, ele encaminhou a paciente para um parto cesárea. No entanto, a mulher afirmou que o hospital induziu o parto normal por mais de dez horas, e a bebê nasceu morta. Em nota, o CSSJD disse que por se tratar de um ato médico, o caso está sendo devidamente avaliado pela comissão médica responsável. Inclusive verificando se foram seguidos rigorosamente todos os protocolos assistenciais. Veja nota na íntegra abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda o caso A gestante estava com a cesárea agendada para o dia 13 de janeiro. No entanto, dois dias antes ela procurou o hospital São João de Deus relatando descontrole da pressão arterial e foi internada. Conforme a ocorrência, mesmo com o encaminhamento para a realização da cesárea e os relatórios do médico do posto de saúde sobre a gravidez de risco, o hospital induziu o parto normal com uso de medicação para estimular a dilatação do útero. Ainda segundo o relato da mãe, a bebê também não estava na posição correta para o parto normal. Ela afirmou que a filha estava sentada e os médicos fizeram uma manobra para virar a neném de cabeça para baixo na barriga da mãe. Em seguida, e com uso de mais medicamentos, a bolsa da gestante rompeu. Com o trabalho de parto em andamento, os batimentos cardíacos da mãe e filha foram monitorados. Após mais de 10 horas em trabalho de parto, a bebê apresentou perda dos batimentos cardíacos. Encaminhamento para cesárea que a gestante apresentou ao hospital Arquivo Pessoal Uso de fórceps no parto Na ocorrência, a gestante afirmou que devido às várias horas em trabalho de parto foi feito uso do fórceps para o nascimento da bebê, que nasceu mas estava sem batimentos cardíacos. Foi reanimada e encaminhada em estado grave para a UTI Neonatal, onde permaneceu dos dias internada e veio a óbito. A recém-nascida foi reanimada e levada em estado grave para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde permaneceu dois dias internada antes de morrer. 🔎O fórceps é um instrumento metálico, semelhante a duas colheres articuladas, utilizado por obstetras para auxiliar a saída do bebê pelo canal vaginal durante o período expulsivo do parto. Nota Hospital São João de Deus "Em atenção à solicitação encaminhada, informamos que os pontos levantados, por se tratar de um ato médico, estão sendo devidamente avaliados pela comissão médica responsável, inclusive verificando se foram seguidos rigorosamente todos os protocolos assistenciais e os padrões técnicos estabelecidos, sempre priorizando a segurança e o bem-estar do paciente. Reiteramos nosso compromisso institucional com a ética, o respeito à privacidade e a transparência, observados os limites legais e de sigilo profissional previstos na LGPD e no Código de Ética Médica." LEIA TAMBÉM: VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

