Romeu Zema se reúne com empresários do grupo varejista em SP. Reprodução/TV Globo O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em entrevista ao Estadão nesta sexta-feira (4). “Por que tem gente aí que fica acima da lei, como esses intocáveis lá do Supremo? É motivo de prisão, não é motivo só de impeachment, não. Um contrato de R$ 129 milhões”, disse, em referência a relatório da Polícia Federal que cita contrato de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O candidato ainda declarou que, em qualquer país sério, “essa fruta podre já teria sido expelida” há muito tempo. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que o Supremo virou “motivo de vergonha nacional”. Zema entrou no assunto depois de ser questionado sobre como avaliava o envolvimento de figuras de diversos partidos com o banqueiro, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). “O brasileiro que acorda cedo, que rala, que paga impostos - que é o que eu fiz a vida toda, por isso essa minha indignação -, quer apuração total, doa a quem doer. Se o Nikolas fez algo errado, que pague. Se o Flávio fez algo errado, que pague também. Lei existe para quê? Agora ser político está acima da lei?”, respondeu. A declaração do candidato se dá após o surgimento de uma crise no STF. Na terça, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens e contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Moraes, Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, foram citados por Daniel Vorcaro em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do dono do Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, encaminhou na noite de quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra Mendonça. Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS. Fachin deu 5 dias para cada uma das partes se manifestar por escrito. Também passou alguns recados durante participação em um evento do Planalto nesta sexta-feira: disse que os fatos "graves" da "crise Master" que atinge o STF estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal. 'Nenhuma autoridade está acima da Constituição', diz Fachin, presidente do STF Ainda durante a sabatina, o ex-governador de Minas Gerais também fez uma crítica ao PL, sigla do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro. Ao falar sobre as diferenças entre seu partido e o do adversário, já que tinham várias propostas similares, disse: “no Novo, só tem gente ficha limpa; no PL, não”. Ainda tratando das diferenças que têm em relação a Flávio, destacou sua experiência como “gestor” e o fato de “não ter o rabo preso com nada”. Para o candidato, o país precisa “muito mais de alguém que melhore o setor público” do que “alguém que fica fazendo política como sempre foi feito”. “Se a política tradicional resolvesse os problemas do Brasil, nós já teríamos resolvido há muito tempo, porque essa turma, PL, PT, PSDB, está aí há quanto tempo liderando o Brasil? Há 30, há 40 anos. E o Brasil ficando cada vez mais para trás”, acrescentou Zema. Outras propostas O candidato ainda falou sobre algumas de suas propostas, como a redução do número de ministérios de 37 para 22. Ele sugere começar juntando o Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Pesca. Outro assunto abordado por Zema foi a tributação. Segundo o ex-governador de Minas Gerais, o Brasil tem a “maior tributação disparado no mundo todo, entre países que têm o mesmo nível de desenvolvimento”. Como solução, ele defende “impostos mais inteligentes” e um Estado reduzido. Para o candidato, “quem ganha muito precisa pagar mais”. Ele se declarou favorável a uma tributação de renda progressiva. “Você tributar quem produz, quem gera riqueza, talvez você esteja matando a galinha dos ovos de ouro. Então, eu acho que tem que ter muito cuidado. A renda tem que ser tributada, sim, fica muito claro. Se tem um salário de R$ 100 mil e o outro tem um salário de R$ 3 mil, quem tem R$ 100 mil de renda precisa pagar uma alíquota maior, não só mais impostos”, disse.
Zema defende prisão de Alexandre de Moraes após revelações sobre relação com Vorcaro
Escrito em 04/09/2026
Romeu Zema se reúne com empresários do grupo varejista em SP. Reprodução/TV Globo O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em entrevista ao Estadão nesta sexta-feira (4). “Por que tem gente aí que fica acima da lei, como esses intocáveis lá do Supremo? É motivo de prisão, não é motivo só de impeachment, não. Um contrato de R$ 129 milhões”, disse, em referência a relatório da Polícia Federal que cita contrato de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O candidato ainda declarou que, em qualquer país sério, “essa fruta podre já teria sido expelida” há muito tempo. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que o Supremo virou “motivo de vergonha nacional”. Zema entrou no assunto depois de ser questionado sobre como avaliava o envolvimento de figuras de diversos partidos com o banqueiro, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). “O brasileiro que acorda cedo, que rala, que paga impostos - que é o que eu fiz a vida toda, por isso essa minha indignação -, quer apuração total, doa a quem doer. Se o Nikolas fez algo errado, que pague. Se o Flávio fez algo errado, que pague também. Lei existe para quê? Agora ser político está acima da lei?”, respondeu. A declaração do candidato se dá após o surgimento de uma crise no STF. Na terça, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens e contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Moraes, Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, foram citados por Daniel Vorcaro em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do dono do Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, encaminhou na noite de quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra Mendonça. Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS. Fachin deu 5 dias para cada uma das partes se manifestar por escrito. Também passou alguns recados durante participação em um evento do Planalto nesta sexta-feira: disse que os fatos "graves" da "crise Master" que atinge o STF estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal. 'Nenhuma autoridade está acima da Constituição', diz Fachin, presidente do STF Ainda durante a sabatina, o ex-governador de Minas Gerais também fez uma crítica ao PL, sigla do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro. Ao falar sobre as diferenças entre seu partido e o do adversário, já que tinham várias propostas similares, disse: “no Novo, só tem gente ficha limpa; no PL, não”. Ainda tratando das diferenças que têm em relação a Flávio, destacou sua experiência como “gestor” e o fato de “não ter o rabo preso com nada”. Para o candidato, o país precisa “muito mais de alguém que melhore o setor público” do que “alguém que fica fazendo política como sempre foi feito”. “Se a política tradicional resolvesse os problemas do Brasil, nós já teríamos resolvido há muito tempo, porque essa turma, PL, PT, PSDB, está aí há quanto tempo liderando o Brasil? Há 30, há 40 anos. E o Brasil ficando cada vez mais para trás”, acrescentou Zema. Outras propostas O candidato ainda falou sobre algumas de suas propostas, como a redução do número de ministérios de 37 para 22. Ele sugere começar juntando o Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Pesca. Outro assunto abordado por Zema foi a tributação. Segundo o ex-governador de Minas Gerais, o Brasil tem a “maior tributação disparado no mundo todo, entre países que têm o mesmo nível de desenvolvimento”. Como solução, ele defende “impostos mais inteligentes” e um Estado reduzido. Para o candidato, “quem ganha muito precisa pagar mais”. Ele se declarou favorável a uma tributação de renda progressiva. “Você tributar quem produz, quem gera riqueza, talvez você esteja matando a galinha dos ovos de ouro. Então, eu acho que tem que ter muito cuidado. A renda tem que ser tributada, sim, fica muito claro. Se tem um salário de R$ 100 mil e o outro tem um salário de R$ 3 mil, quem tem R$ 100 mil de renda precisa pagar uma alíquota maior, não só mais impostos”, disse.

