Marido é suspeito de matar Rozália Gonçalves por ciúmes após pedido de término A merendeira Rozália Gonçalves Pereira foi assassinada a facadas em janeiro de 2026, em Araguaína, na região norte do Tocantins. O caso foi descoberto depois que o corpo dela foi encontrado em um terreno baldio. O marido, Raimundo Gomes da Silva, foi indiciado pelo crime e está foragido desde então. A situação tem causado medo à filha da vítima. Investigações da Polícia Civil apontaram que Rozália buscava a separação, mas o homem, que trabalhava como vigilante, não aceitava. Ele supostamente armou uma emboscada para a vítima, convidando-a para um encontro por meio de um perfil falso, e matou ela com vários golpes de faca. Veja na reportagem a cronologia do caso que levou ao feminicídio da merendeira. Desaparecimento - 1º de janeiro Corpo de Rozália Gonçalves Pereira, de 36 anos, foi encontrado em Araguaína Divulgação/Instagram Araguaína 24h Rozália Gonçalves desapareceu no dia 1º de janeiro de 2026. Na época, familiares da vítima disseram que ela havia marcado um encontro com uma pessoa que havia conhecido pelas redes sociais. Segundo as investigações, o marido da vítima suspeitava que estava sendo traído e utilizou um perfil falso nas redes sociais para marcar o encontro. A polícia informou que, no dia 1º, o vigilante saiu de casa com uma faca e, quando chegou ao local marcado, matou a merendeira. Raimundo abandonou os cinco filhos em casa, sendo que quatro são crianças, e fugiu para o estado do Maranhão. Corpo encontrado em decomposição - 5 de janeiro Polícia Militar foi chamada para atender ocorrência em Araguaína Reprodução TV Anhanguera/Portal Alta Tensão TO A merendeira foi encontrada em um terreno no Setor Lago Sul, em Araguaína, depois que um morador chamou a polícia após sentir mau cheiro e ver urubus sobrevoando o local. O corpo estava em estado avançado de decomposição e tinha perfurações na região do tórax. Na época, o local foi periciado e as investigações deram início na 2ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Araguaína. Fernanda Gonçalves, filha da merendeira, conversou com o g1 em janeiro. Ela contou que se encontrou com a mãe no Natal de 2025, sendo essa a última vez que as duas se viram pessoalmente. No dia em que o corpo de Rozália foi encontrado, Fernanda tentou ligar para o celular da mãe várias vezes. "No dia em que ela morreu, eu liguei para ela várias vezes, ninguém atendeu. Minha mãe não tinha inimigos, sempre foi assim, qualquer jeito para ela estava bom. Eu acho estranho porque ela morreu dia 1º, mas o celular continuava ativo", disse. Marido indiciado por feminicídio - 13 de março O suspeito é considerado foragido pela justiça Divulgação/SSP O marido foi indiciado pelo crime após mais de três meses. O inquérito apontou que o assassinato aconteceu após o marido não aceitar o término do relacionamento e marcar um falso encontro com Rozália por aplicativo. A polícia publicou um cartaz de procurado de Raimundo Gomes e pediu para que qualquer informação sobre o paradeiro dele seja repassada pelo disque-denúncia no 197 ou pelo WhatsApp da 2ª DHPP: (63) 3901-7485. A denúncia pode ser feita de forma anônima. Filha da vítima com medo Com o suspeito foragido, a filha da vítima diz ter medo de Raimundo tentar fazer algo com ela. "Eu tenho medo porque ele está foragido até hoje. Tenho medo de ele vir atrás de mim, porque ele nunca gostou de mim. E, sinceramente, cadeia é pouco para ele", desabafou Fernanda Gonçalves. Fernanda Gonçalves e a mãe Rozália Gonçalves Fernanda Gonçalves/Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Desaparecimento e corpo em lote baldio: veja a cronologia do feminicídio da merendeira de Araguaína
Escrito em 31/03/2026
Marido é suspeito de matar Rozália Gonçalves por ciúmes após pedido de término A merendeira Rozália Gonçalves Pereira foi assassinada a facadas em janeiro de 2026, em Araguaína, na região norte do Tocantins. O caso foi descoberto depois que o corpo dela foi encontrado em um terreno baldio. O marido, Raimundo Gomes da Silva, foi indiciado pelo crime e está foragido desde então. A situação tem causado medo à filha da vítima. Investigações da Polícia Civil apontaram que Rozália buscava a separação, mas o homem, que trabalhava como vigilante, não aceitava. Ele supostamente armou uma emboscada para a vítima, convidando-a para um encontro por meio de um perfil falso, e matou ela com vários golpes de faca. Veja na reportagem a cronologia do caso que levou ao feminicídio da merendeira. Desaparecimento - 1º de janeiro Corpo de Rozália Gonçalves Pereira, de 36 anos, foi encontrado em Araguaína Divulgação/Instagram Araguaína 24h Rozália Gonçalves desapareceu no dia 1º de janeiro de 2026. Na época, familiares da vítima disseram que ela havia marcado um encontro com uma pessoa que havia conhecido pelas redes sociais. Segundo as investigações, o marido da vítima suspeitava que estava sendo traído e utilizou um perfil falso nas redes sociais para marcar o encontro. A polícia informou que, no dia 1º, o vigilante saiu de casa com uma faca e, quando chegou ao local marcado, matou a merendeira. Raimundo abandonou os cinco filhos em casa, sendo que quatro são crianças, e fugiu para o estado do Maranhão. Corpo encontrado em decomposição - 5 de janeiro Polícia Militar foi chamada para atender ocorrência em Araguaína Reprodução TV Anhanguera/Portal Alta Tensão TO A merendeira foi encontrada em um terreno no Setor Lago Sul, em Araguaína, depois que um morador chamou a polícia após sentir mau cheiro e ver urubus sobrevoando o local. O corpo estava em estado avançado de decomposição e tinha perfurações na região do tórax. Na época, o local foi periciado e as investigações deram início na 2ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Araguaína. Fernanda Gonçalves, filha da merendeira, conversou com o g1 em janeiro. Ela contou que se encontrou com a mãe no Natal de 2025, sendo essa a última vez que as duas se viram pessoalmente. No dia em que o corpo de Rozália foi encontrado, Fernanda tentou ligar para o celular da mãe várias vezes. "No dia em que ela morreu, eu liguei para ela várias vezes, ninguém atendeu. Minha mãe não tinha inimigos, sempre foi assim, qualquer jeito para ela estava bom. Eu acho estranho porque ela morreu dia 1º, mas o celular continuava ativo", disse. Marido indiciado por feminicídio - 13 de março O suspeito é considerado foragido pela justiça Divulgação/SSP O marido foi indiciado pelo crime após mais de três meses. O inquérito apontou que o assassinato aconteceu após o marido não aceitar o término do relacionamento e marcar um falso encontro com Rozália por aplicativo. A polícia publicou um cartaz de procurado de Raimundo Gomes e pediu para que qualquer informação sobre o paradeiro dele seja repassada pelo disque-denúncia no 197 ou pelo WhatsApp da 2ª DHPP: (63) 3901-7485. A denúncia pode ser feita de forma anônima. Filha da vítima com medo Com o suspeito foragido, a filha da vítima diz ter medo de Raimundo tentar fazer algo com ela. "Eu tenho medo porque ele está foragido até hoje. Tenho medo de ele vir atrás de mim, porque ele nunca gostou de mim. E, sinceramente, cadeia é pouco para ele", desabafou Fernanda Gonçalves. Fernanda Gonçalves e a mãe Rozália Gonçalves Fernanda Gonçalves/Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

