Bruna Damaris Sant’anna da Silva desapareceu com um homem após passeio de moto aquática. Reprodução/Acervo pessoal/GBMar Bruna Damaris Sant’Anna da Silva, de 26 anos, foi encontrada à deriva em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, na última terça-feira (26) após passar 42 horas à deriva em alto-mar. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), a mulher foi localizada por pescadores durante o terceiro dia de buscas realizadas pelos bombeiros e pela Marinha do Brasil, nas proximidades da Ilha de Búzios. Bruna desapareceu no domingo (24), após sair para um passeio de moto aquática ao lado de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, que segue desaparecido. O casal participava de uma confraternização em uma lancha, quando saíram por volta das 16h em uma moto aquática para passear, sem informar destino. Segundo o relato de amigos para os oficiais, no fim do dia, ao retornarem à marina, os demais integrantes do grupo perceberam que o homem e a mulher não haviam voltado, comunicaram o desaparecimento e iniciaram buscas iniciais na região com apoio de pescadores e embarcações locais. Em vídeo divulgado nesta quarta (27), Bruna aparece deitada no leito e fala sobre o estado de saúde. “Estou melhorando. Estou com muita dor no corpo e na garganta", disse Bruna. O g1 apurou que, ao ser resgatada, a mulher apresentava um quadro de hipotermia grave. Mulher resgatada após 42 horas à deriva em alto-mar em Ilhabela grava vídeo do hospital Bruna Damaris Sant’anna da Silva foi encontrada nesta terça-feira. Arte/g1 Em entrevista à TV Vanguarda, em frente ao Hospital Municipal Mário Covas Jr., em Ilhabela, o pai de Bruna, Sidney José da Silva agradeceu o apoio recebido durante as buscas e disse que a família não acreditava mais que encontraria a jovem com vida. “Eu tenho que relatar primeiramente a todos vocês que a minha filha é um milagre de Deus. Ela passou por um trauma muito difícil, ficou praticamente 40 horas em alto-mar, água gelada, tempo totalmente contrário. Contra toda a perspectiva humana, nós não esperávamos ver a nossa filha com vida”, afirmou. O que ajudou Bruna a sobreviver 42 horas à deriva no mar Especialistas ouvidos pela TV Vanguarda apontam que uma combinação de fatores ajudou a mulher a sobreviver por tanto tempo no mar, enfrentando frio, vento, chuva, cansaço e desidratação. Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, apesar da instabilidade registrada no litoral paulista, as condições climáticas não chegaram aos cenários mais extremos. “Você não tinha uma situação de ventania, não tinha uma situação de ar frio demais”, explicou. De acordo com ela, a área de baixa pressão atmosférica que atuou no litoral entre domingo e segunda-feira também pode ter ajudado a manter Bruna sem se afastar muito da região onde acabou sendo encontrada. Além do clima, o uso do colete salva-vidas foi apontado como um dos fatores decisivos para a sobrevivência da jovem. Os próprios pescadores que encontraram Bruna disseram que ela estava extremamente cansada no momento do resgate e que o equipamento foi essencial para mantê-la na superfície. “Ainda bem que ela estava de colete. O colete não deixou afundar”, afirmou o pescador Alex Quintino dos Santos, que participou do resgate. A médica endocrinologista e metabologista Raquel Donadel Kroth afirmou que a idade e as condições físicas da jovem também podem ter contribuído para que ela resistisse tanto tempo no mar. “Eu acredito que ela conseguiu sobreviver por um conjunto de fatores. Principalmente por ser jovem, não ter uma história de doenças graves e principalmente por estar de colete salva-vidas”, afirmou. E Dheorge? Também nesta quarta (27), a Marinha encontrou um colete salva-vidas boiando no mar, que pode pertencer a Dheorge, mas a identificação ainda não foi confirmada oficialmente. Segundo os oficiais, as coordenadas de onde o colete foi encontrado indicam uma área em alto-mar em Ilhabela. O ponto fica próximo da área onde Bruna foi encontrada. Além das equipes oficiais, pescadores e voluntários da região também seguem auxiliando nas buscas pelo jovem no litoral norte paulista. Até a última atualização desta reportagem, Dheorge ainda não havia sido localizado e as buscas seguiam em andamento no litoral paulista. Segundo o protocolo dos bombeiros, as buscas em casos de desaparecimento no mar costumam ser realizadas por até cinco dias consecutivos, período considerado crucial para as operações de resgate. Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, ainda não foi localizado e as buscas continuam. Arquivo pessoal
À deriva em alto-mar por 42 horas e uma pessoa ainda desaparecida; entenda caso de mulher resgatada em Ilhabela
Escrito em 28/05/2026
Bruna Damaris Sant’anna da Silva desapareceu com um homem após passeio de moto aquática. Reprodução/Acervo pessoal/GBMar Bruna Damaris Sant’Anna da Silva, de 26 anos, foi encontrada à deriva em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, na última terça-feira (26) após passar 42 horas à deriva em alto-mar. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), a mulher foi localizada por pescadores durante o terceiro dia de buscas realizadas pelos bombeiros e pela Marinha do Brasil, nas proximidades da Ilha de Búzios. Bruna desapareceu no domingo (24), após sair para um passeio de moto aquática ao lado de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, que segue desaparecido. O casal participava de uma confraternização em uma lancha, quando saíram por volta das 16h em uma moto aquática para passear, sem informar destino. Segundo o relato de amigos para os oficiais, no fim do dia, ao retornarem à marina, os demais integrantes do grupo perceberam que o homem e a mulher não haviam voltado, comunicaram o desaparecimento e iniciaram buscas iniciais na região com apoio de pescadores e embarcações locais. Em vídeo divulgado nesta quarta (27), Bruna aparece deitada no leito e fala sobre o estado de saúde. “Estou melhorando. Estou com muita dor no corpo e na garganta", disse Bruna. O g1 apurou que, ao ser resgatada, a mulher apresentava um quadro de hipotermia grave. Mulher resgatada após 42 horas à deriva em alto-mar em Ilhabela grava vídeo do hospital Bruna Damaris Sant’anna da Silva foi encontrada nesta terça-feira. Arte/g1 Em entrevista à TV Vanguarda, em frente ao Hospital Municipal Mário Covas Jr., em Ilhabela, o pai de Bruna, Sidney José da Silva agradeceu o apoio recebido durante as buscas e disse que a família não acreditava mais que encontraria a jovem com vida. “Eu tenho que relatar primeiramente a todos vocês que a minha filha é um milagre de Deus. Ela passou por um trauma muito difícil, ficou praticamente 40 horas em alto-mar, água gelada, tempo totalmente contrário. Contra toda a perspectiva humana, nós não esperávamos ver a nossa filha com vida”, afirmou. O que ajudou Bruna a sobreviver 42 horas à deriva no mar Especialistas ouvidos pela TV Vanguarda apontam que uma combinação de fatores ajudou a mulher a sobreviver por tanto tempo no mar, enfrentando frio, vento, chuva, cansaço e desidratação. Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, apesar da instabilidade registrada no litoral paulista, as condições climáticas não chegaram aos cenários mais extremos. “Você não tinha uma situação de ventania, não tinha uma situação de ar frio demais”, explicou. De acordo com ela, a área de baixa pressão atmosférica que atuou no litoral entre domingo e segunda-feira também pode ter ajudado a manter Bruna sem se afastar muito da região onde acabou sendo encontrada. Além do clima, o uso do colete salva-vidas foi apontado como um dos fatores decisivos para a sobrevivência da jovem. Os próprios pescadores que encontraram Bruna disseram que ela estava extremamente cansada no momento do resgate e que o equipamento foi essencial para mantê-la na superfície. “Ainda bem que ela estava de colete. O colete não deixou afundar”, afirmou o pescador Alex Quintino dos Santos, que participou do resgate. A médica endocrinologista e metabologista Raquel Donadel Kroth afirmou que a idade e as condições físicas da jovem também podem ter contribuído para que ela resistisse tanto tempo no mar. “Eu acredito que ela conseguiu sobreviver por um conjunto de fatores. Principalmente por ser jovem, não ter uma história de doenças graves e principalmente por estar de colete salva-vidas”, afirmou. E Dheorge? Também nesta quarta (27), a Marinha encontrou um colete salva-vidas boiando no mar, que pode pertencer a Dheorge, mas a identificação ainda não foi confirmada oficialmente. Segundo os oficiais, as coordenadas de onde o colete foi encontrado indicam uma área em alto-mar em Ilhabela. O ponto fica próximo da área onde Bruna foi encontrada. Além das equipes oficiais, pescadores e voluntários da região também seguem auxiliando nas buscas pelo jovem no litoral norte paulista. Até a última atualização desta reportagem, Dheorge ainda não havia sido localizado e as buscas seguiam em andamento no litoral paulista. Segundo o protocolo dos bombeiros, as buscas em casos de desaparecimento no mar costumam ser realizadas por até cinco dias consecutivos, período considerado crucial para as operações de resgate. Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, ainda não foi localizado e as buscas continuam. Arquivo pessoal

