Wisley dos Reis da Silva foi visto pela última vez em 29 de janeiro. Arquivo da família/Divulgação A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou a reconstituição dos momentos que antecederam o desaparecimento e a morte presumida de Wisley Reis, de 23 anos, em Guimarânia, no Alto Paranaíba, identificando contradições nas versões apresentadas pelo principal suspeito, amigo de infância do jovem. Wisley desapareceu no dia 29 de janeiro após ir até o rio Espírito Santo acompanhado de um amigo de 25 anos, e não foi mais visto. Inicialmente tratado como afogamento, o caso passou a ser investigado como crime, e o amigo é apontado como principal suspeito. O nome dele não foi divulgado. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp O investigado, de 25 anos, está preso. Segundo a polícia, ele fugiu da cidade após o desaparecimento, mas foi localizado e preso preventivamente em Belo Horizonte, no dia 11 de abril de 2026. Ele segue à disposição da Justiça. ⚠️ O corpo de Wisley ainda não foi encontrado, mas a Polícia Civil trata o caso como homicídio. Em nota, a Polícia Civil informou que a linha de investigação considera que a vítima não costumava se ausentar por longos períodos sem avisar, além do tempo de três meses desde o desaparecimento. A corporação também destacou que as declarações do investigado, que afirmou ter visto a vítima se afogando, reforçam a suspeita de crime violento. Durante a reconstituição, realizada na quarta-feira (6), o investigado foi questionado sobre o que teria ocorrido no dia do desaparecimento. Inicialmente, ele afirmou que deixou o local junto com a vítima, mas a versão apresentou contradições, segundo a Polícia Civil. De acordo com a polícia, a nova versão apresentada pelo investigado é de que Wisley teria pulado no rio por conta própria e se afogado. Ele também admitiu ter presenciado toda a cena, mas afirmou que não prestou socorro e deixou o local levando a bicicleta do amigo. O veículo foi entregue à família no dia seguinte, antes de o suspeito deixar a cidade. O investigado justificou a omissão de socorro alegando que o corpo de Wisley teria sido levado rapidamente pela correnteza. A avó de Wisley, Mara Reis, afirma não ter dúvidas de que o amigo de infância matou o neto. Segundo ela, imagens de câmeras de segurança mostram os dois seguindo juntos em direção ao rio e, horas depois, o investigado retornando sozinho com a bicicleta da vítima. “Ele foi até a minha casa três vezes tentando tirar o Wisley de lá para levá-lo ao rio, mas eu não deixei. Mandei ele ir embora nas três vezes, mas ele insistia. Tenho certeza de que ele queria acabar com a vida dele. Espero que a Justiça faça ele confessar”, afirmou a avó. Relembre o desaparecimento de Wisley Wisley estava desaparecido desde o dia 29 de janeiro. As buscas começaram no dia seguinte, após a avó procurar a Polícia Militar (PM). Segundo o namorado de Wisley, Danilo Alves da Silva, o último contato entre os dois aconteceu às 16h30 do dia 29. Na ocasião, Wisley perguntou se Danilo estava em casa e avisou que chegaria em cerca de 15 minutos. Como o jovem não apareceu, Danilo imaginou que ele tivesse ido para a casa da avó, onde também costumava dormir. Porém, no dia seguinte, a avó entrou em contato perguntando se o neto estava com ele. Enquanto seguia para a casa da avó do namorado para tentar entender o que havia acontecido, Danilo encontrou o amigo de infância de Wisley com a bicicleta da vítima. Segundo ele, o homem afirmou que Wisley havia pedido para que o veículo fosse entregue. "Estamos juntos há dois anos e meio e não parecia haver nada de errado com o Wisley, ele estava normal quando nos falamos e sempre conversávamos sobre tudo. Se ele tivesse com algum problema eu saberia", disse Danilo à época. De acordo com a Polícia Civil, a bicicleta da vítima foi entregue pelo investigado diretamente à avó do jovem desaparecido. Contradições Segundo a PM, Wisley saiu em direção à Ponte Velha, no Rio Espírito Santo, localizada a cerca de 2 quilômetros da cidade, acompanhado do rapaz que depois devolveu a bicicleta. Cerca de 26 horas mais tarde, o homem retornou sozinho com o veículo. LEIA TAMBÉM: Homem morre entalado em janela ao tentar entrar na casa da mãe Criança sai sozinha de casa, se perde e é encontrada minutos depois Homem acusado de esganar esposa enquanto ela dormia vai a júri A versão apresentada pelo suspeito, de que Wisley teria apenas pedido para que a bicicleta fosse devolvida, levantou suspeitas. A PM identificou inconsistências no relato ao compará-lo com informações repassadas por testemunhas. De acordo com a corporação, uma testemunha afirmou ter visto o jovem sendo arrastado pela correnteza do rio. No entanto, a mesma versão aponta que Wisley conseguiu sair da água sozinho e permaneceu próximo à ponte por um período, aparentando estar embriagado. O Corpo de Bombeiros realizou buscas no rio Espírito Santo, mas o jovem não foi localizado. Já no dia 2 de fevereiro, a PM recebeu uma denúncia informando que o desaparecido teria sido visto no terminal rodoviário de Araguari, que estava interditado. A informação foi apurada, mas Wisley não foi encontrado. “Quero encontrar o corpo dele. Pelo amor de Deus, façam ele contar o que aconteceu. Esperamos que as autoridades façam justiça. Esse crime não pode ficar impune", clamou Mara. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
Reconstituição revela contradições em caso de jovem desaparecido após ida a rio com melhor amigo em MG
Escrito em 09/05/2026
Wisley dos Reis da Silva foi visto pela última vez em 29 de janeiro. Arquivo da família/Divulgação A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou a reconstituição dos momentos que antecederam o desaparecimento e a morte presumida de Wisley Reis, de 23 anos, em Guimarânia, no Alto Paranaíba, identificando contradições nas versões apresentadas pelo principal suspeito, amigo de infância do jovem. Wisley desapareceu no dia 29 de janeiro após ir até o rio Espírito Santo acompanhado de um amigo de 25 anos, e não foi mais visto. Inicialmente tratado como afogamento, o caso passou a ser investigado como crime, e o amigo é apontado como principal suspeito. O nome dele não foi divulgado. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp O investigado, de 25 anos, está preso. Segundo a polícia, ele fugiu da cidade após o desaparecimento, mas foi localizado e preso preventivamente em Belo Horizonte, no dia 11 de abril de 2026. Ele segue à disposição da Justiça. ⚠️ O corpo de Wisley ainda não foi encontrado, mas a Polícia Civil trata o caso como homicídio. Em nota, a Polícia Civil informou que a linha de investigação considera que a vítima não costumava se ausentar por longos períodos sem avisar, além do tempo de três meses desde o desaparecimento. A corporação também destacou que as declarações do investigado, que afirmou ter visto a vítima se afogando, reforçam a suspeita de crime violento. Durante a reconstituição, realizada na quarta-feira (6), o investigado foi questionado sobre o que teria ocorrido no dia do desaparecimento. Inicialmente, ele afirmou que deixou o local junto com a vítima, mas a versão apresentou contradições, segundo a Polícia Civil. De acordo com a polícia, a nova versão apresentada pelo investigado é de que Wisley teria pulado no rio por conta própria e se afogado. Ele também admitiu ter presenciado toda a cena, mas afirmou que não prestou socorro e deixou o local levando a bicicleta do amigo. O veículo foi entregue à família no dia seguinte, antes de o suspeito deixar a cidade. O investigado justificou a omissão de socorro alegando que o corpo de Wisley teria sido levado rapidamente pela correnteza. A avó de Wisley, Mara Reis, afirma não ter dúvidas de que o amigo de infância matou o neto. Segundo ela, imagens de câmeras de segurança mostram os dois seguindo juntos em direção ao rio e, horas depois, o investigado retornando sozinho com a bicicleta da vítima. “Ele foi até a minha casa três vezes tentando tirar o Wisley de lá para levá-lo ao rio, mas eu não deixei. Mandei ele ir embora nas três vezes, mas ele insistia. Tenho certeza de que ele queria acabar com a vida dele. Espero que a Justiça faça ele confessar”, afirmou a avó. Relembre o desaparecimento de Wisley Wisley estava desaparecido desde o dia 29 de janeiro. As buscas começaram no dia seguinte, após a avó procurar a Polícia Militar (PM). Segundo o namorado de Wisley, Danilo Alves da Silva, o último contato entre os dois aconteceu às 16h30 do dia 29. Na ocasião, Wisley perguntou se Danilo estava em casa e avisou que chegaria em cerca de 15 minutos. Como o jovem não apareceu, Danilo imaginou que ele tivesse ido para a casa da avó, onde também costumava dormir. Porém, no dia seguinte, a avó entrou em contato perguntando se o neto estava com ele. Enquanto seguia para a casa da avó do namorado para tentar entender o que havia acontecido, Danilo encontrou o amigo de infância de Wisley com a bicicleta da vítima. Segundo ele, o homem afirmou que Wisley havia pedido para que o veículo fosse entregue. "Estamos juntos há dois anos e meio e não parecia haver nada de errado com o Wisley, ele estava normal quando nos falamos e sempre conversávamos sobre tudo. Se ele tivesse com algum problema eu saberia", disse Danilo à época. De acordo com a Polícia Civil, a bicicleta da vítima foi entregue pelo investigado diretamente à avó do jovem desaparecido. Contradições Segundo a PM, Wisley saiu em direção à Ponte Velha, no Rio Espírito Santo, localizada a cerca de 2 quilômetros da cidade, acompanhado do rapaz que depois devolveu a bicicleta. Cerca de 26 horas mais tarde, o homem retornou sozinho com o veículo. LEIA TAMBÉM: Homem morre entalado em janela ao tentar entrar na casa da mãe Criança sai sozinha de casa, se perde e é encontrada minutos depois Homem acusado de esganar esposa enquanto ela dormia vai a júri A versão apresentada pelo suspeito, de que Wisley teria apenas pedido para que a bicicleta fosse devolvida, levantou suspeitas. A PM identificou inconsistências no relato ao compará-lo com informações repassadas por testemunhas. De acordo com a corporação, uma testemunha afirmou ter visto o jovem sendo arrastado pela correnteza do rio. No entanto, a mesma versão aponta que Wisley conseguiu sair da água sozinho e permaneceu próximo à ponte por um período, aparentando estar embriagado. O Corpo de Bombeiros realizou buscas no rio Espírito Santo, mas o jovem não foi localizado. Já no dia 2 de fevereiro, a PM recebeu uma denúncia informando que o desaparecido teria sido visto no terminal rodoviário de Araguari, que estava interditado. A informação foi apurada, mas Wisley não foi encontrado. “Quero encontrar o corpo dele. Pelo amor de Deus, façam ele contar o que aconteceu. Esperamos que as autoridades façam justiça. Esse crime não pode ficar impune", clamou Mara. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

