Jéssica Ribeiro (à esquerda) foi presa pela polícia por suspeita de receptar 113 bolsas de luxo da Serpui que foram furtadas em SP. Peças foram recuperadas (foto ao centro). Marca brasileira é usada por celebridades, como a cantora Anitta (à direita) Reprodução/Polícia Civil de SP/Serpui Uma mulher foi presa em flagrante por receptação após a Polícia Civil encontrar com ela 113 bolsas de luxo da Serpui _ marca brasileira que já foi usada pela cantora Anitta e outras celebridades_ avaliadas em cerca de R$ 260 mil. As bolsas estavam escondidas em uma casa no Lajeado, Zona Leste de São Paulo, embaladas e com etiquetas da grife. Elas faziam parte de uma carga de 844 bolsas, avaliadas em R$ 1.987.424, furtada da empresa nos Jardins, área nobre da capital paulista, em setembro de 2025 (saiba mais abaixo). A prisão de Jéssica de Joani Ribeiro, de 34 anos, ocorreu na quinta-feira (13), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em Guarulhos, na região metropolitana. A operação teve origem em uma investigação sobre outro furto ocorrido no aeroporto da mesma cidade. Esse outro caso ocorreu em junho de 2026. A polícia, no entanto, ainda não divulgou o que foi furtado. O marido de Jéssica, Thiago de Joani Fernandes, de 35 anos, também era investigado no caso do furto no aeroporto. Segundo a polícia, imagens de câmeras de segurança do aeroporto ajudaram a identificá-lo cometendo o crime em Guarulhos. Agora no g1 Ele fugiu pelos fundos da casa durante a operação de quinta. O homem agora é procurado pela polícia por causa do furto das bolsas de luxo encontradas na casa onde morava com a esposa. A investigação é conduzida pela 3ª Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur) no Aeroporto de Guarulhos. Na casa, os policiais encontraram, além das bolsas, sete celulares e R$ 8.015 em dinheiro _todos sem comprovação de como foram obtidos. Cinco celulares foram deixados por Thiago durante a fuga e outros dois estavam dentro do imóvel. Todos os objetos e valores foram apreendidos pela investigação. Mais de 800 bolsas furtadas Mais de 100 bolsas de luxo da Serpui, avaliadas em R$ 260 mil, foram recuperadas pela polícia depois de terem sido furtadas Reprodução/Polícia Civil de SP O furto das bolsas de grife ocorreu em 5 de setembro de 2025. Segundo o boletim de ocorrência do caso, a Serpui havia contratado um serviço de entrega por aplicativo para levar as mercadorias de um endereço da empresa, na Alameda Jaú, nos Jardins, até outro imóvel onde ficava o estoque. Segundo a investigação do 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, um motorista não identificado foi ao local e levou as mercadorias num carro. Depois foi descoberto que o veículo estava com a placa clonada de outro automóvel da plataforma. A carga tinha, além das mais de 800 bolsas da Serpui, seis pares de sapatos da marca, avaliados em R$ 2.388. Um representante da empresa reconheceu na delegacia em Guarulhos as mais de 100 bolsas encontradas na casa de Jéssica e do marido como sendo parte das que foram furtadas no ano passado. Imóvel de casal em Guarulhos (à esquerda) escondia bolsas da Serpui que foram furtadas (à direta) em São Paulo Reprodução/Polícia Civil de SP A polícia tenta descobrir agora onde estão as outras 731 bolsas e os seis pares de sapatos furtados em 2025. Jéssica ficou em silêncio durante o seu interrogatório. Ela não tinha passagens criminais anteriores. O g1 tenta localizar sua defesa e a do marido para comentar o assunto. O homem já havia sido investigado antes por outros crimes contra o patrimônio. Além dela, Thiago também é investigado por receptação de mercadoria furtada. A polícia também investiga a participação de outras pessoas no furto e na ocultação da carga. A equipe de reportagem procurou a Serpui para comentar o assunto. Por meio de nota, divulgada por seus advogados, a empresa informou que "a carga subtraída era composta por mais de 800 bolsas da marca Serpui, mercadorias que estavam sendo transferidas entre estabelecimentos da própria empresa, ocasionando um prejuízo de grandes proporções e impactando diretamente suas atividades." A empresa agradeceu o trabalho da Polícia Civil, que investigou o caso e localizou parte das bolsas furtadas. "Contudo, é importante esclarecer que a recuperação ocorreu apenas de forma parcial, permanecendo desaparecida a maior parte da carga subtraída. A empresa continuará colaborando com as autoridades e espera que o avanço das investigações possibilite a localização do restante das mercadorias, bem como a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos", informam os advogados Jean Duarte e Thiago Castanho, que defendem os interesses da Serpui. Marca usada por celebridades Anitta, Gisele Bündchen, Ana Hickmann e Luciana Gimenez já usaram bolsas da Serpui, conforme site oficial da própria marca no Instagram Reprodução/Serpui/Instagram A Serpui foi criada pela designer brasileira Serpui Marie e ficou conhecida pelas bolsas coloridas e produção artesanal, com materiais como palha, vime, cristais, plumas e bordados feitos à mão valorizando a cultura nacional. A marca ganhou projeção internacional e suas criações apareceram com personagens de séries na TV, como Emily in Paris. Além de Anitta, que já usou uma bolsa da Serpui em formato de zebra _avaliada em R$ 2,6 mil_, outras celebridades usaram produtos da marca: a modelo Gisele Bündchen e as apresentadoras Ana Hickmann e Luciana Gimenez. A Serpui também vende para mercados dos Estados Unidos, Europa e Ásia. Uma bolsa da marca tem preços que variam de mais de R$ 900 a quase R$ 3 mil, em média, dependendo do modelo. Elas também são vendidas em lojas e shoppings. Cantora Anitta com bolsa da Serpui em formato de zebra, avaliada em R$ 2,6 mil Reprodução/Serpui/Instagram
Mulher é presa com 113 bolsas de luxo furtadas avaliadas em R$ 260 mil; marca brasileira é usada por celebridades como Anitta
Escrito em 18/08/2026
Jéssica Ribeiro (à esquerda) foi presa pela polícia por suspeita de receptar 113 bolsas de luxo da Serpui que foram furtadas em SP. Peças foram recuperadas (foto ao centro). Marca brasileira é usada por celebridades, como a cantora Anitta (à direita) Reprodução/Polícia Civil de SP/Serpui Uma mulher foi presa em flagrante por receptação após a Polícia Civil encontrar com ela 113 bolsas de luxo da Serpui _ marca brasileira que já foi usada pela cantora Anitta e outras celebridades_ avaliadas em cerca de R$ 260 mil. As bolsas estavam escondidas em uma casa no Lajeado, Zona Leste de São Paulo, embaladas e com etiquetas da grife. Elas faziam parte de uma carga de 844 bolsas, avaliadas em R$ 1.987.424, furtada da empresa nos Jardins, área nobre da capital paulista, em setembro de 2025 (saiba mais abaixo). A prisão de Jéssica de Joani Ribeiro, de 34 anos, ocorreu na quinta-feira (13), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em Guarulhos, na região metropolitana. A operação teve origem em uma investigação sobre outro furto ocorrido no aeroporto da mesma cidade. Esse outro caso ocorreu em junho de 2026. A polícia, no entanto, ainda não divulgou o que foi furtado. O marido de Jéssica, Thiago de Joani Fernandes, de 35 anos, também era investigado no caso do furto no aeroporto. Segundo a polícia, imagens de câmeras de segurança do aeroporto ajudaram a identificá-lo cometendo o crime em Guarulhos. Agora no g1 Ele fugiu pelos fundos da casa durante a operação de quinta. O homem agora é procurado pela polícia por causa do furto das bolsas de luxo encontradas na casa onde morava com a esposa. A investigação é conduzida pela 3ª Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur) no Aeroporto de Guarulhos. Na casa, os policiais encontraram, além das bolsas, sete celulares e R$ 8.015 em dinheiro _todos sem comprovação de como foram obtidos. Cinco celulares foram deixados por Thiago durante a fuga e outros dois estavam dentro do imóvel. Todos os objetos e valores foram apreendidos pela investigação. Mais de 800 bolsas furtadas Mais de 100 bolsas de luxo da Serpui, avaliadas em R$ 260 mil, foram recuperadas pela polícia depois de terem sido furtadas Reprodução/Polícia Civil de SP O furto das bolsas de grife ocorreu em 5 de setembro de 2025. Segundo o boletim de ocorrência do caso, a Serpui havia contratado um serviço de entrega por aplicativo para levar as mercadorias de um endereço da empresa, na Alameda Jaú, nos Jardins, até outro imóvel onde ficava o estoque. Segundo a investigação do 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, um motorista não identificado foi ao local e levou as mercadorias num carro. Depois foi descoberto que o veículo estava com a placa clonada de outro automóvel da plataforma. A carga tinha, além das mais de 800 bolsas da Serpui, seis pares de sapatos da marca, avaliados em R$ 2.388. Um representante da empresa reconheceu na delegacia em Guarulhos as mais de 100 bolsas encontradas na casa de Jéssica e do marido como sendo parte das que foram furtadas no ano passado. Imóvel de casal em Guarulhos (à esquerda) escondia bolsas da Serpui que foram furtadas (à direta) em São Paulo Reprodução/Polícia Civil de SP A polícia tenta descobrir agora onde estão as outras 731 bolsas e os seis pares de sapatos furtados em 2025. Jéssica ficou em silêncio durante o seu interrogatório. Ela não tinha passagens criminais anteriores. O g1 tenta localizar sua defesa e a do marido para comentar o assunto. O homem já havia sido investigado antes por outros crimes contra o patrimônio. Além dela, Thiago também é investigado por receptação de mercadoria furtada. A polícia também investiga a participação de outras pessoas no furto e na ocultação da carga. A equipe de reportagem procurou a Serpui para comentar o assunto. Por meio de nota, divulgada por seus advogados, a empresa informou que "a carga subtraída era composta por mais de 800 bolsas da marca Serpui, mercadorias que estavam sendo transferidas entre estabelecimentos da própria empresa, ocasionando um prejuízo de grandes proporções e impactando diretamente suas atividades." A empresa agradeceu o trabalho da Polícia Civil, que investigou o caso e localizou parte das bolsas furtadas. "Contudo, é importante esclarecer que a recuperação ocorreu apenas de forma parcial, permanecendo desaparecida a maior parte da carga subtraída. A empresa continuará colaborando com as autoridades e espera que o avanço das investigações possibilite a localização do restante das mercadorias, bem como a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos", informam os advogados Jean Duarte e Thiago Castanho, que defendem os interesses da Serpui. Marca usada por celebridades Anitta, Gisele Bündchen, Ana Hickmann e Luciana Gimenez já usaram bolsas da Serpui, conforme site oficial da própria marca no Instagram Reprodução/Serpui/Instagram A Serpui foi criada pela designer brasileira Serpui Marie e ficou conhecida pelas bolsas coloridas e produção artesanal, com materiais como palha, vime, cristais, plumas e bordados feitos à mão valorizando a cultura nacional. A marca ganhou projeção internacional e suas criações apareceram com personagens de séries na TV, como Emily in Paris. Além de Anitta, que já usou uma bolsa da Serpui em formato de zebra _avaliada em R$ 2,6 mil_, outras celebridades usaram produtos da marca: a modelo Gisele Bündchen e as apresentadoras Ana Hickmann e Luciana Gimenez. A Serpui também vende para mercados dos Estados Unidos, Europa e Ásia. Uma bolsa da marca tem preços que variam de mais de R$ 900 a quase R$ 3 mil, em média, dependendo do modelo. Elas também são vendidas em lojas e shoppings. Cantora Anitta com bolsa da Serpui em formato de zebra, avaliada em R$ 2,6 mil Reprodução/Serpui/Instagram

