'A pessoa que o cão mais confiava', delegado diz que equipe ficou chocada com cachorro morto por tutor em Copacabana

Escrito em 03/07/2026


Tutor é denunciado por afogar cachorro no mar em Copacabana O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana) afirmou que a equipe policial ficou em choque com o caso do American Bully morto pelo próprio tutor no mar em Copacabana. Thiago Mattos Rocha, de 47 anos, foi denunciado por maus-tratos pelo crime cometido no dia 23 de abril. "A gente considera esse crime um crime bárbaro. Toda a equipe ficou consternada com todas as imagens que conseguiu recolher. A princípio, a gente tinha um cachorro morto na areia de Copacabana. A investigação deixou claro que quem matou esse animal foi o próprio tutor, justamente a pessoa em quem ele mais confiava. Ele tirou a vida do animal de maneira muito cruel, afogando-o na Praia de Copacabana", afirma o delegado titular Ângelo Lages. As imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos de vida de Prince. As gravações mostram que, por volta das 19h30 do dia 23 de abril, Thiago saiu do condomínio onde morava, na Rua Tonelero, levando Prince pela coleira. Tutor é denunciado por afogar cachorro no mar em Copacabana Reprodução/TV Globo Nas imagens, o cachorro aparece abanando o rabo enquanto acompanha o tutor. Poucos minutos depois, outro registro mostra Thiago carregando o animal nos braços durante o trajeto pelas ruas de Copacabana. Na Rua Santa Clara, a cena ainda parece a de um passeio comum. Cerca de 20 minutos após deixar o prédio, tutor e cachorro chegam à orla. Às 19h53, eles aparecem caminhando pela areia em direção ao mar. Os dois permanecem próximos à água por menos de cinco minutos. Em seguida, as câmeras registram Thiago deixando a praia sozinho. Prince já não aparece nas imagens. O homem atravessa a Avenida Atlântica correndo e retorna para casa. Segundo a investigação, foi nesse intervalo que o cachorro foi afogado. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. De acordo com depoimentos de garis que trabalhavam na praia naquela noite, turistas ainda tentaram socorrer o cachorro, mas ele já estava morto. Na época, imagens do animal na areia repercutiram nas redes sociais. Tutor é denunciado por afogar cachorro no mar em Copacabana Reprodução/TV Globo A investigação aponta que, cerca de uma hora depois de voltar para casa, Thiago e a mulher fizeram as malas e deixaram o prédio onde moravam. Funcionários do condomínio relataram à polícia que, dias antes, o morador já vinha se desfazendo de móveis e outros objetos do apartamento. Desde então, Thiago não foi mais localizado. Segundo a Polícia Civil, ele decidiu deixar Copacabana após um conflito familiar. A sogra, proprietária do apartamento onde o casal morava, havia conseguido uma medida protetiva contra ele. Na ocasião, Thiago também foi indiciado pelos crimes de injúria, extorsão e violação de domicílio. Para os investigadores, a morte de Prince pode estar relacionada a esse contexto. "A partir disso, ele resolveu se mudar de Copacabana, passou a vender seus bens e o último ato foi levar o cachorro até o mar para afogá-lo. Logo em seguida, pegou as malas e partiu para local incerto e não sabido", afirmou o delegado. Tutor é denunciado por afogar cachorro no mar em Copacabana Reprodução