Vítima relembra ameaças de ex e teve medida protetiva concedida pela Justiça em 2021. Reprodução/TV Vanguarda Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que 8.289 medidas protetivas foram concedidas no Vale do Paraíba em 2025, número 29,37% maior do que o registrado em 2024, quando houve 6.407 decisões desse tipo. Entre as mulheres que precisaram recorrer à Justiça está uma moradora do Vale do Paraíba que viveu por anos em um relacionamento marcado por agressões, ameaças e perseguições. Atualmente, ela tem uma medida protetiva contra o ex, que, segundo ela, foi descumprida por ele (leia mais abaixo). Segundo a mulher, o que começou como um relacionamento aparentemente tranquilo passou a ser marcado por crises de ciúmes, xingamentos e violência. As agressões aconteceram até mesmo durante a gravidez. Por medo, a vítima prefere não ser identificada. "Sempre pressão psicológica, falando que eu tinha que morar com ele. Que se ele visse alguém com meu filho no colo, ele ia acabar com essa pessoa. Que se ele me visse andando na rua, ia passar com o carro por cima de mim. Que ele ia acabar com a minha mãe", relatou. Violência contra mulher: como pedir ajuda ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Mãe também precisou de proteção No caso da mulher entrevistada, a medida protetiva foi concedida pela Justiça em 2021. A mãe dela também precisou da mesma proteção. Mesmo assim, segundo o relato, as ameaças e perseguições continuaram. No ano passado, o homem chegou a ser preso, mas quatro meses depois passou a responder ao processo em liberdade. Descumprimento As medidas protetivas são ações judiciais urgentes previstas na Lei Maria da Penha para proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Entre as determinações possíveis estão o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima. Nas duas maiores cidades da região, os números de medidas protetivas concedidas também cresceram. Em São José dos Campos, foram 3.263 medidas concedidas em 2025, alta de 30,46% em relação ao ano anterior. Em Taubaté, o número chegou a 2.184 medidas, crescimento de 31,01% na comparação com 2024. Apesar do aumento nas decisões judiciais de proteção, o descumprimento dessas medidas ainda preocupa. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 19.615 descumprimentos de medidas protetivas foram registrados em todo o estado de São Paulo em 2024, o equivalente a 42,7% das medidas ativas. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Medidas protetivas crescem 29% no Vale do Paraíba; mulher relata ameaças mesmo após decisão judicial
Escrito em 04/03/2026
Vítima relembra ameaças de ex e teve medida protetiva concedida pela Justiça em 2021. Reprodução/TV Vanguarda Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que 8.289 medidas protetivas foram concedidas no Vale do Paraíba em 2025, número 29,37% maior do que o registrado em 2024, quando houve 6.407 decisões desse tipo. Entre as mulheres que precisaram recorrer à Justiça está uma moradora do Vale do Paraíba que viveu por anos em um relacionamento marcado por agressões, ameaças e perseguições. Atualmente, ela tem uma medida protetiva contra o ex, que, segundo ela, foi descumprida por ele (leia mais abaixo). Segundo a mulher, o que começou como um relacionamento aparentemente tranquilo passou a ser marcado por crises de ciúmes, xingamentos e violência. As agressões aconteceram até mesmo durante a gravidez. Por medo, a vítima prefere não ser identificada. "Sempre pressão psicológica, falando que eu tinha que morar com ele. Que se ele visse alguém com meu filho no colo, ele ia acabar com essa pessoa. Que se ele me visse andando na rua, ia passar com o carro por cima de mim. Que ele ia acabar com a minha mãe", relatou. Violência contra mulher: como pedir ajuda ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Mãe também precisou de proteção No caso da mulher entrevistada, a medida protetiva foi concedida pela Justiça em 2021. A mãe dela também precisou da mesma proteção. Mesmo assim, segundo o relato, as ameaças e perseguições continuaram. No ano passado, o homem chegou a ser preso, mas quatro meses depois passou a responder ao processo em liberdade. Descumprimento As medidas protetivas são ações judiciais urgentes previstas na Lei Maria da Penha para proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Entre as determinações possíveis estão o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima. Nas duas maiores cidades da região, os números de medidas protetivas concedidas também cresceram. Em São José dos Campos, foram 3.263 medidas concedidas em 2025, alta de 30,46% em relação ao ano anterior. Em Taubaté, o número chegou a 2.184 medidas, crescimento de 31,01% na comparação com 2024. Apesar do aumento nas decisões judiciais de proteção, o descumprimento dessas medidas ainda preocupa. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 19.615 descumprimentos de medidas protetivas foram registrados em todo o estado de São Paulo em 2024, o equivalente a 42,7% das medidas ativas. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

