Peptídeo GHK-Cu injetável ganha popularidade nas redes, mas não tem aprovação da Anvisa Um peptídeo associado à regeneração da pele, cicatrização e até modulação genética tem despertado interesse crescente nas redes sociais e em fóruns sobre estética e longevidade. Conhecido como GHK-Cu, o composto aparece em estudos científicos com resultados considerados promissores para aplicações tópicas e regenerativas, mas especialistas alertam que a versão injetável do produto não é aprovada para uso humano no Brasil nem nos Estados Unidos. Apesar disso, diversos comentários nas redes sociais indicam o uso frequente dele na versão injetável. Peptídeo natural formado por aminoácidos ligados ao cobre Peptídeo GHK-Cu injetável ganha popularidade nas redes, mas especialistas alertam para falta de aprovação reprodução redes sociais O GHK-Cu é um peptídeo natural formado pelos aminoácidos glicina, histidina e lisina ligados ao cobre. A molécula é encontrada naturalmente no plasma humano e vem sendo estudada há décadas por possíveis efeitos sobre regeneração tecidual, modulação inflamatória, cicatrização e envelhecimento da pele. Peptídeos bioativos são produzidos em uma fábrica em Jingzhou, no centro da China Huang Zhigang/VCG via Getty Images Uso por vias oral e injetável ocorre sem respaldo regulatório A endocrinologista e diretora do departamento de Endocrinologia do Esporte e Exercício da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Cristina Schreiber, destaca que o uso do peptídeo GHK-Cu por vias oral e injetável ocorre sem respaldo regulatório e sem comprovação científica suficiente de segurança. “Os órgãos fiscalizadores do Brasil (Anvisa) e dos Estados Unidos (FDA) não aprovaram o uso desse peptídeo para uso como medicamento oral ou injetável. Por isso, ele não está aprovado para uso humano”, destaca a especialista. Segundo Schreiber, a popularização do produto na forma injetável preocupa porque não há controle sobre a quantidade de pessoas utilizando a substância nem garantia sobre a composição dos produtos comercializados. “Nós não sabemos qual é a quantidade de pessoas que estão utilizando e isso pode se tornar um problema de saúde pública. Quando a gente lê os comentários dos posts sobre esse ativo, realmente vemos que muitas pessoas estão utilizando”, disse. Anúncios em marketplaces e assinatura de termo de uso para pesquisa Como o produto na versão injetável não é aprovado no Brasil, ele é comprado na maioria das vezes em marketplaces. Em um dos anúncios, o vendedor pede para o comprador declarar que é “pesquisador qualificado” e concordar com um termo de uso para pesquisa, confirmando que o produto se destina exclusivamente a pesquisa laboratorial, não ao consumo humano ou animal, assumindo assim total responsabilidade pelo seu uso. Anúncios do peptídeo CHK-Cu em marketplaces e assinatura de termo de uso para pesquisa divulgação A endocrinologista alerta ainda para riscos associados ao uso de substâncias sem comprovação adequada. “O alerta que se faz sobre o uso desse tipo de produto sem a devida comprovação científica é que ele pode causar doenças, pode causar problemas hepáticos, contaminação - porque tem contaminantes químicos - e outros problemas de saúde”, afirmou. As revisões científicas citam estudos clínicos com cremes contendo GHK-Cu voltados para sinais de fotoenvelhecimento. Segundo os trabalhos, produtos tópicos com o peptídeo demonstraram melhora da firmeza, elasticidade, densidade e textura da pele, além de redução de rugas e linhas finas. Em um dos estudos revisados, um creme facial aplicado durante 12 semanas em 71 mulheres reduziu sinais visíveis de envelhecimento e melhorou a aparência da pele. Apesar desses resultados, a endocrinologista Cristina Schreiber ressalta que os estudos disponíveis não autorizam extrapolar os efeitos observados para o uso oral ou injetável do composto. Salvato acrescenta que, em termos de evidência, o GHK-Cu tópico é um ativo “interessante, mas deve ser interpretado com realismo”: “Há plausibilidade biológica e estudos mostrando ação em vias de reparo cutâneo, mas a resposta clínica em cosméticos tende a ser gradual, sutil e dependente da formulação, da concentração, da estabilidade do ativo e da barreira cutânea. Uma revisão recente ressalta que GHK-Cu e derivados são usados em produtos anti-idade, mas que ainda há limitação de estudos clínicos robustos e de dados sobre permeação cutânea humana”, afirma a médica. Já o uso injetável muda completamente o grau de risco. Quando uma substância é aplicada por via injetável, não se trata mais de cosmético, mas de uma intervenção médica que exige produto regularizado, controle de esterilidade, pureza, dose, estabilidade, via correta de administração e estudos de segurança e eficácia. “Os riscos incluem reação inflamatória local, dor, edema, infecção, abscesso, nódulos, necrose, reação alérgica, contaminação do produto e efeitos sistêmicos imprevisíveis, especialmente quando a origem, a concentração e o controle de qualidade da substância não são claros”, diz Salvato. Estudos apontam potencial regenerativo da molécula Na dermatologia, o GHK-Cu aparece principalmente como ingrediente de formulações tópicas cosméticas, como séruns e cremes. “Produtos tópicos com peptídeos de cobre/GHK-Cu estão amplamente disponíveis em dermocosméticos, produtos importados, nacionais e formulações manipuladas. Essa disponibilidade tópica, porém, não deve ser confundida com autorização para uso injetável ou oral”, destaca a dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia Rafaela Salvato. Uma revisão científica publicada na revista científica BioMed Research International reuniu estudos que associaram o composto à estimulação da produção de colágeno, reparo do DNA, redução da inflamação e melhora de sinais visíveis do envelhecimento cutâneo. Segundo os pesquisadores, os níveis naturais de GHK diminuem com a idade. Aos 20 anos, a concentração plasmática da molécula seria de cerca de 200 ng/mL, caindo para aproximadamente 80 ng/mL aos 60 anos. Os estudos revisados apontaram que o composto estimula a síntese de colágeno e de componentes importantes da matriz extracelular da pele, além de modular enzimas relacionadas ao remodelamento cutâneo durante a cicatrização. Pesquisas em animais também relataram aceleração da cicatrização de feridas, aumento da formação de vasos sanguíneos e redução de marcadores inflamatórios. A onda dos peptídeos para beleza: por que pessoas estão injetando 'drogas milagrosas' que não são para consumo humano Efeitos sobre milhares de genes e investigação de relação com câncer Revisões científicas apontam que o GHK-Cu pode modular a atividade de milhares de genes humanos, influenciando processos ligados a reparo tecidual, inflamação, crescimento nervoso e resposta antioxidante. Estudos experimentais também investigaram a relação do peptídeo com o câncer colorretal metastático, indicando supressão de genes associados à progressão tumoral e reativação da morte programada em células cancerígenas humanas. Os autores ressaltam, porém, que os achados ainda são preliminares e dependem de novos estudos clínicos em humanos. O que diz a Anvisa Do ponto de vista regulatório, a Anvisa diferencia cosméticos de produtos injetáveis. Cosméticos são, por definição, produtos de uso externo. Já produtos injetáveis com finalidade estética precisam ser regularizados como medicamentos ou produtos para saúde, não como cosméticos. Em nota ao g1, a Anvisa informa que os produtos que se apresentam como “peptídeos” denominados GHK-CU, BPC-157, TB500, CJC-1295 e Ipamorelina, que prometem melhoras estéticas, não se encontram registrados perante a agência. Da mesma forma, não foram localizados registros de medicamentos contendo estes princípios ativos. Portanto, não há informações sobre a segurança de uso desses supostos produtos. A agência acrescenta que, apesar de suposta finalidade estética, esses produtos também não são cosméticos. Confira o restante da nota: “Produtos cosméticos são unicamente para uso externo. Não existem cosméticos injetáveis e se o produto for oferecido desta forma, trata-se, com certeza, de produto irregular. É importante esclarecer que para ser manipulada, qualquer substância precisa ter passado por análise de eficácia e segurança. Ainda, a manipulação de qualquer fórmula só pode ocorrer de forma individualizada, mediante receita médica, por farmácias de manipulação que estejam devidamente regularizadas na vigilância sanitária local. Produtos que se apresentam como manipulados mas não passaram por análise de segurança e eficácia pela autoridade sanitária ou estejam sendo vendidos em larga escala, são irregulares, podendo ser originários de produção clandestina. A comercialização de produtos terapêuticos sem regularização na Anvisa é considerada crime pelo Código Penal. O consumidor deve sempre checar a regularidade dos produtos antes de adquirir. Para suplementos alimentares, deve-se observar no rótulo o número de notificação junto à Anvisa e se os ingredientes constam na lista de substâncias permitidas. Informações úteis sobre suplementos alimentares podem ser obtidas no site. Medicamentos devem ser registrados na Anvisa e administrados mediante supervisão médica. A consulta sobre a regularidade sanitária de medicamentos, suplementos alimentares e cosméticos pode ser feita no site. É importante esclarecer que o uso de substâncias que não passaram pela avaliação da Anvisa representa um risco grave à saúde. Sem avaliação não há garantias sobre sua segurança para uso humano. Produtos comercializados como químicos 'experimentais' ou 'apenas para fins de pesquisa' não podem ser vendidos para consumo humano. A utilização dessas nomenclaturas é, muitas vezes, uma tentativa de enganar o consumidor”.
Peptídeo GHK-Cu injetável é vendido online sem aprovação; especialistas alertam para riscos
Escrito em 16/06/2026
Peptídeo GHK-Cu injetável ganha popularidade nas redes, mas não tem aprovação da Anvisa Um peptídeo associado à regeneração da pele, cicatrização e até modulação genética tem despertado interesse crescente nas redes sociais e em fóruns sobre estética e longevidade. Conhecido como GHK-Cu, o composto aparece em estudos científicos com resultados considerados promissores para aplicações tópicas e regenerativas, mas especialistas alertam que a versão injetável do produto não é aprovada para uso humano no Brasil nem nos Estados Unidos. Apesar disso, diversos comentários nas redes sociais indicam o uso frequente dele na versão injetável. Peptídeo natural formado por aminoácidos ligados ao cobre Peptídeo GHK-Cu injetável ganha popularidade nas redes, mas especialistas alertam para falta de aprovação reprodução redes sociais O GHK-Cu é um peptídeo natural formado pelos aminoácidos glicina, histidina e lisina ligados ao cobre. A molécula é encontrada naturalmente no plasma humano e vem sendo estudada há décadas por possíveis efeitos sobre regeneração tecidual, modulação inflamatória, cicatrização e envelhecimento da pele. Peptídeos bioativos são produzidos em uma fábrica em Jingzhou, no centro da China Huang Zhigang/VCG via Getty Images Uso por vias oral e injetável ocorre sem respaldo regulatório A endocrinologista e diretora do departamento de Endocrinologia do Esporte e Exercício da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Cristina Schreiber, destaca que o uso do peptídeo GHK-Cu por vias oral e injetável ocorre sem respaldo regulatório e sem comprovação científica suficiente de segurança. “Os órgãos fiscalizadores do Brasil (Anvisa) e dos Estados Unidos (FDA) não aprovaram o uso desse peptídeo para uso como medicamento oral ou injetável. Por isso, ele não está aprovado para uso humano”, destaca a especialista. Segundo Schreiber, a popularização do produto na forma injetável preocupa porque não há controle sobre a quantidade de pessoas utilizando a substância nem garantia sobre a composição dos produtos comercializados. “Nós não sabemos qual é a quantidade de pessoas que estão utilizando e isso pode se tornar um problema de saúde pública. Quando a gente lê os comentários dos posts sobre esse ativo, realmente vemos que muitas pessoas estão utilizando”, disse. Anúncios em marketplaces e assinatura de termo de uso para pesquisa Como o produto na versão injetável não é aprovado no Brasil, ele é comprado na maioria das vezes em marketplaces. Em um dos anúncios, o vendedor pede para o comprador declarar que é “pesquisador qualificado” e concordar com um termo de uso para pesquisa, confirmando que o produto se destina exclusivamente a pesquisa laboratorial, não ao consumo humano ou animal, assumindo assim total responsabilidade pelo seu uso. Anúncios do peptídeo CHK-Cu em marketplaces e assinatura de termo de uso para pesquisa divulgação A endocrinologista alerta ainda para riscos associados ao uso de substâncias sem comprovação adequada. “O alerta que se faz sobre o uso desse tipo de produto sem a devida comprovação científica é que ele pode causar doenças, pode causar problemas hepáticos, contaminação - porque tem contaminantes químicos - e outros problemas de saúde”, afirmou. As revisões científicas citam estudos clínicos com cremes contendo GHK-Cu voltados para sinais de fotoenvelhecimento. Segundo os trabalhos, produtos tópicos com o peptídeo demonstraram melhora da firmeza, elasticidade, densidade e textura da pele, além de redução de rugas e linhas finas. Em um dos estudos revisados, um creme facial aplicado durante 12 semanas em 71 mulheres reduziu sinais visíveis de envelhecimento e melhorou a aparência da pele. Apesar desses resultados, a endocrinologista Cristina Schreiber ressalta que os estudos disponíveis não autorizam extrapolar os efeitos observados para o uso oral ou injetável do composto. Salvato acrescenta que, em termos de evidência, o GHK-Cu tópico é um ativo “interessante, mas deve ser interpretado com realismo”: “Há plausibilidade biológica e estudos mostrando ação em vias de reparo cutâneo, mas a resposta clínica em cosméticos tende a ser gradual, sutil e dependente da formulação, da concentração, da estabilidade do ativo e da barreira cutânea. Uma revisão recente ressalta que GHK-Cu e derivados são usados em produtos anti-idade, mas que ainda há limitação de estudos clínicos robustos e de dados sobre permeação cutânea humana”, afirma a médica. Já o uso injetável muda completamente o grau de risco. Quando uma substância é aplicada por via injetável, não se trata mais de cosmético, mas de uma intervenção médica que exige produto regularizado, controle de esterilidade, pureza, dose, estabilidade, via correta de administração e estudos de segurança e eficácia. “Os riscos incluem reação inflamatória local, dor, edema, infecção, abscesso, nódulos, necrose, reação alérgica, contaminação do produto e efeitos sistêmicos imprevisíveis, especialmente quando a origem, a concentração e o controle de qualidade da substância não são claros”, diz Salvato. Estudos apontam potencial regenerativo da molécula Na dermatologia, o GHK-Cu aparece principalmente como ingrediente de formulações tópicas cosméticas, como séruns e cremes. “Produtos tópicos com peptídeos de cobre/GHK-Cu estão amplamente disponíveis em dermocosméticos, produtos importados, nacionais e formulações manipuladas. Essa disponibilidade tópica, porém, não deve ser confundida com autorização para uso injetável ou oral”, destaca a dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia Rafaela Salvato. Uma revisão científica publicada na revista científica BioMed Research International reuniu estudos que associaram o composto à estimulação da produção de colágeno, reparo do DNA, redução da inflamação e melhora de sinais visíveis do envelhecimento cutâneo. Segundo os pesquisadores, os níveis naturais de GHK diminuem com a idade. Aos 20 anos, a concentração plasmática da molécula seria de cerca de 200 ng/mL, caindo para aproximadamente 80 ng/mL aos 60 anos. Os estudos revisados apontaram que o composto estimula a síntese de colágeno e de componentes importantes da matriz extracelular da pele, além de modular enzimas relacionadas ao remodelamento cutâneo durante a cicatrização. Pesquisas em animais também relataram aceleração da cicatrização de feridas, aumento da formação de vasos sanguíneos e redução de marcadores inflamatórios. A onda dos peptídeos para beleza: por que pessoas estão injetando 'drogas milagrosas' que não são para consumo humano Efeitos sobre milhares de genes e investigação de relação com câncer Revisões científicas apontam que o GHK-Cu pode modular a atividade de milhares de genes humanos, influenciando processos ligados a reparo tecidual, inflamação, crescimento nervoso e resposta antioxidante. Estudos experimentais também investigaram a relação do peptídeo com o câncer colorretal metastático, indicando supressão de genes associados à progressão tumoral e reativação da morte programada em células cancerígenas humanas. Os autores ressaltam, porém, que os achados ainda são preliminares e dependem de novos estudos clínicos em humanos. O que diz a Anvisa Do ponto de vista regulatório, a Anvisa diferencia cosméticos de produtos injetáveis. Cosméticos são, por definição, produtos de uso externo. Já produtos injetáveis com finalidade estética precisam ser regularizados como medicamentos ou produtos para saúde, não como cosméticos. Em nota ao g1, a Anvisa informa que os produtos que se apresentam como “peptídeos” denominados GHK-CU, BPC-157, TB500, CJC-1295 e Ipamorelina, que prometem melhoras estéticas, não se encontram registrados perante a agência. Da mesma forma, não foram localizados registros de medicamentos contendo estes princípios ativos. Portanto, não há informações sobre a segurança de uso desses supostos produtos. A agência acrescenta que, apesar de suposta finalidade estética, esses produtos também não são cosméticos. Confira o restante da nota: “Produtos cosméticos são unicamente para uso externo. Não existem cosméticos injetáveis e se o produto for oferecido desta forma, trata-se, com certeza, de produto irregular. É importante esclarecer que para ser manipulada, qualquer substância precisa ter passado por análise de eficácia e segurança. Ainda, a manipulação de qualquer fórmula só pode ocorrer de forma individualizada, mediante receita médica, por farmácias de manipulação que estejam devidamente regularizadas na vigilância sanitária local. Produtos que se apresentam como manipulados mas não passaram por análise de segurança e eficácia pela autoridade sanitária ou estejam sendo vendidos em larga escala, são irregulares, podendo ser originários de produção clandestina. A comercialização de produtos terapêuticos sem regularização na Anvisa é considerada crime pelo Código Penal. O consumidor deve sempre checar a regularidade dos produtos antes de adquirir. Para suplementos alimentares, deve-se observar no rótulo o número de notificação junto à Anvisa e se os ingredientes constam na lista de substâncias permitidas. Informações úteis sobre suplementos alimentares podem ser obtidas no site. Medicamentos devem ser registrados na Anvisa e administrados mediante supervisão médica. A consulta sobre a regularidade sanitária de medicamentos, suplementos alimentares e cosméticos pode ser feita no site. É importante esclarecer que o uso de substâncias que não passaram pela avaliação da Anvisa representa um risco grave à saúde. Sem avaliação não há garantias sobre sua segurança para uso humano. Produtos comercializados como químicos 'experimentais' ou 'apenas para fins de pesquisa' não podem ser vendidos para consumo humano. A utilização dessas nomenclaturas é, muitas vezes, uma tentativa de enganar o consumidor”.

