80% das vagas de emprego no Brasil em 2025 foram criadas por micro e pequenas empresas

Escrito em 22/02/2026

Micro e pequenas empresas impulsionam empregos formais no Brasil Uma pesquisa do Sebrae mostra que as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 80% das vagas de emprego criadas no Brasil em 2025. Já são 8 verões empreendendo. Depois de ser mãe, a Priscilla percebeu que ir à praia pode ser um bom negócio. "Naquela coisa de ser mãe e empreender, a coisa foi dando certo e fui aprender do zero. Em 2024, abrimos uma fábrica de verdade, com prédio, e a gente conseguiu contratar várias pessoas", diz a dona de loja Priscilla Boa Hora de Morais Vargas. Eram quatro funcionários, agora são 20. A Ingrid é uma das contratações recentes. "Eu botei o currículo e tudo mais, fiz a entrevista, gostei bastante do time, da equipe, e estou aqui há seis meses", afirma a vendedora Ingrid Cedro Soares da Silva. O levantamento do Sebrae mostra que micro e pequenos empreendedores são os que mais têm contratado com carteira assinada no Brasil, principalmente no serviço e comércio. "São empregos formais, com carteira e que estão dentro daquilo que é próprio do empreendedorismo", afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. A diferença entre o número de trabalhadores demitidos e contratados num determinado período é o que tecnicamente se chama "saldo de empregos". Os saldos mais recentes, dos últimos 3 anos, mostram a importância fundamental das micro e pequenas empresas no mercado de trabalho brasileiro, respondendo pela grande maioria das vagas criadas. Nesse caso, tamanho é sim documento. O empresário Wilberto Souza Gomes Filho vende franquias de lavagem sem água. "No Brasil, são 35 franqueados e aqui no Rio 8 pontos de atendimento", fala ele. A coincidência é que para conseguir crescer e contratar mais, seja no estacionamento ou no shopping, os dois também precisaram de ajuda especializada. "Principalmente da área de marketing, que era a minha maior deficiência", afirma Wilberto. Agora a Priscilla tem ajuda profissional nas redes sociais, onde ela está aprendendo a ser garota-propaganda. "Eu estou quase morrendo aqui. A gente joga ela para o lado e vai e encara", diz ela.