França aplica multa milionária a laboratórios por publicidade de medicamentos para obesidade Crédito: Divulgação As autoridades francesas anunciaram nesta segunda-feira (4) a aplicação de uma multa de € 2 milhões (US$ 2,34 milhões ou R$11,6 milhões) contra os laboratórios farmacêuticos Novo Nordisk e Eli Lilly após a divulgação de publicidade sobre a obesidade. A Agência Nacional para a Segurança de Medicamentos (ANSM), organismo público responsável por avaliar os riscos e a eficácia dos produtos farmacêuticos na França, centrou sua decisão na publicidade veiculada ao grande público nas redes sociais, em outdoors e na imprensa, entre outros meios. As campanhas podem "induzir a opinião pública ao erro em um contexto marcado por forte midiatização e uso indevido crescente dos análogos do GLP-1 (aGLP-1), em particular com fins de perda de peso por motivos estéticos", ressaltou a agência. A autoridade de saúde determinou uma multa de € 1,78 milhão ao laboratório Novo Nordisk France devido aos anúncios sobre seus medicamentos Saxenda e Wegovy, usados no tratamento da obesidade. A ANSM também multou a Eli Lilly France em € 108.766 por uma campanha publicitária de seu medicamento contra a obesidade, Mounjaro. A legislação francesa proíbe a publicidade de medicamentos que exigem receita médica obrigatória, recordou o organismo. A Novo Nordisk France indicou à AFP que "rejeita de modo veemente" a decisão do organismo e que estuda a possibilidade de apresentar recurso. A Eli Lilly France disse que tomou conhecimento da decisão e considerou que sua campanha de conscientização veiculada em abril de 2025 estava "de acordo com a norma aplicável às comunicações relativas à saúde humana". Vídeos em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Obesidade: por que o tratamento com as canetas emagrecedoras precisa ser contínuo A caneta emagrecedora 'pirata' que brasileiros se arriscam comprando no Paraguai: 'Tenho mais medo da gordura' Patente da semaglutida cai, mas Brasil ainda não tem alternativa nacional; novas canetas podem chegar até junho
França aplica multa milionária a laboratórios por publicidade de medicamentos para obesidade
Escrito em 04/05/2026
França aplica multa milionária a laboratórios por publicidade de medicamentos para obesidade Crédito: Divulgação As autoridades francesas anunciaram nesta segunda-feira (4) a aplicação de uma multa de € 2 milhões (US$ 2,34 milhões ou R$11,6 milhões) contra os laboratórios farmacêuticos Novo Nordisk e Eli Lilly após a divulgação de publicidade sobre a obesidade. A Agência Nacional para a Segurança de Medicamentos (ANSM), organismo público responsável por avaliar os riscos e a eficácia dos produtos farmacêuticos na França, centrou sua decisão na publicidade veiculada ao grande público nas redes sociais, em outdoors e na imprensa, entre outros meios. As campanhas podem "induzir a opinião pública ao erro em um contexto marcado por forte midiatização e uso indevido crescente dos análogos do GLP-1 (aGLP-1), em particular com fins de perda de peso por motivos estéticos", ressaltou a agência. A autoridade de saúde determinou uma multa de € 1,78 milhão ao laboratório Novo Nordisk France devido aos anúncios sobre seus medicamentos Saxenda e Wegovy, usados no tratamento da obesidade. A ANSM também multou a Eli Lilly France em € 108.766 por uma campanha publicitária de seu medicamento contra a obesidade, Mounjaro. A legislação francesa proíbe a publicidade de medicamentos que exigem receita médica obrigatória, recordou o organismo. A Novo Nordisk France indicou à AFP que "rejeita de modo veemente" a decisão do organismo e que estuda a possibilidade de apresentar recurso. A Eli Lilly France disse que tomou conhecimento da decisão e considerou que sua campanha de conscientização veiculada em abril de 2025 estava "de acordo com a norma aplicável às comunicações relativas à saúde humana". Vídeos em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Obesidade: por que o tratamento com as canetas emagrecedoras precisa ser contínuo A caneta emagrecedora 'pirata' que brasileiros se arriscam comprando no Paraguai: 'Tenho mais medo da gordura' Patente da semaglutida cai, mas Brasil ainda não tem alternativa nacional; novas canetas podem chegar até junho

