PF vai investigar morte de mulher em canil do Senado A Polícia Federal assumiu a investigação da morte da veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, atacada por um cão de serviço no Senado. A Polícia Legislativa do Senado também investiga o caso. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu que o inquérito que investiga as circunstâncias da história deveria ser transferido para a Justiça Federal. E as investigações devem seguir sob responsabilidade da PF após a manifestação do Ministério Público. Agora, a PF tentará descobrir quando Vitória Vale foi atacada pelo cão no dia 18 de agosto. A Polícia Legislativa do Senado também apura o caso. O que se sabe até agora é que Vitória foi dar ração a um pastor belga quando foi atacada. Ela teve uma parada cardio-respiratória após sofrer uma lesão grave na artéria do pescoço, além de ter uma fratura exposta. A veterinária ficou alguns minutos sozinha, machucada, até que um policial legislativo a encontrou deitada e sangrando. O policial realizou os primeiros socorros e chamou uma ambulância. A veterinária de 36 anos foi levada ao Hospital de Base, de Brasília, onde ficou internada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no sábado (22). O canil fica em um terreno perto do Senado. No local são treinados os cachorros que atuam em situações específicas de segurança do Congresso como farejadores. O cão que atacou Vitória já foi retirado do local. Os outros cachorros serão devolvidos aos doadores. O Senado informou que vai reavaliar procedimentos e diretrizes do serviço no canil. Vitória Valle, de 36 anos, que foi atacada por cão do Senado em Brasília Arquivo pessoal/Reprodução O Conselho Regional de Medicina Veterinária do DF informou que o Senado não tem médicos veterinário contratados e nem registro de veterinário responsável pelo canil. Embora fosse formada em Medicina Veterinária, Vitória era contratada por uma empresa terceirizada como tratadora de animais. Segundo o presidente do conselho, um veterinário responsável pelo canil deveria analisar e planejar a eventual necessidade do profissional não estar sozinho com o animal para evitar riscos. "É muito provável que num estabelecimento de um procedimento operacional padrão, o protocolo não fosse, jamais, de estar sozinho, manejando os animais. Ela se daria em conjunto com o tratador de animal ou até mesmo com um agente da polícia do Senado", disse Rodrigo Montezuma, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, do DF.
Morte de mulher em canil do Senado será investigada pela PF; veja o que se sabe e o que falta saber
Escrito em 30/08/2026
PF vai investigar morte de mulher em canil do Senado A Polícia Federal assumiu a investigação da morte da veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, atacada por um cão de serviço no Senado. A Polícia Legislativa do Senado também investiga o caso. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu que o inquérito que investiga as circunstâncias da história deveria ser transferido para a Justiça Federal. E as investigações devem seguir sob responsabilidade da PF após a manifestação do Ministério Público. Agora, a PF tentará descobrir quando Vitória Vale foi atacada pelo cão no dia 18 de agosto. A Polícia Legislativa do Senado também apura o caso. O que se sabe até agora é que Vitória foi dar ração a um pastor belga quando foi atacada. Ela teve uma parada cardio-respiratória após sofrer uma lesão grave na artéria do pescoço, além de ter uma fratura exposta. A veterinária ficou alguns minutos sozinha, machucada, até que um policial legislativo a encontrou deitada e sangrando. O policial realizou os primeiros socorros e chamou uma ambulância. A veterinária de 36 anos foi levada ao Hospital de Base, de Brasília, onde ficou internada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no sábado (22). O canil fica em um terreno perto do Senado. No local são treinados os cachorros que atuam em situações específicas de segurança do Congresso como farejadores. O cão que atacou Vitória já foi retirado do local. Os outros cachorros serão devolvidos aos doadores. O Senado informou que vai reavaliar procedimentos e diretrizes do serviço no canil. Vitória Valle, de 36 anos, que foi atacada por cão do Senado em Brasília Arquivo pessoal/Reprodução O Conselho Regional de Medicina Veterinária do DF informou que o Senado não tem médicos veterinário contratados e nem registro de veterinário responsável pelo canil. Embora fosse formada em Medicina Veterinária, Vitória era contratada por uma empresa terceirizada como tratadora de animais. Segundo o presidente do conselho, um veterinário responsável pelo canil deveria analisar e planejar a eventual necessidade do profissional não estar sozinho com o animal para evitar riscos. "É muito provável que num estabelecimento de um procedimento operacional padrão, o protocolo não fosse, jamais, de estar sozinho, manejando os animais. Ela se daria em conjunto com o tratador de animal ou até mesmo com um agente da polícia do Senado", disse Rodrigo Montezuma, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, do DF.

