Há um ano, filho procura por mãe desaparecida em Juiz de Fora: 'Não sei mais o que fazer'

Escrito em 06/08/2026


Marlene da Silva Santos está desaparecida em Juiz de Fora Arquivo Pessoal Há um ano, os cartazes com o rosto de Marlene da Silva Santos continuam espalhados por pontos de ônibus e comércios de Juiz de Fora. Para o filho, Marlon César da Silva Costa, de 27 anos, o tempo não diminuiu a angústia. Todos os dias, a esperança permanece a mesma: encontrar a mãe e entender o que aconteceu. A idosa, de 78 anos, desapareceu no dia 6 de agosto de 2025. Segundo o filho, ela saiu de casa para jogar o lixo e não voltou mais. Na ocasião, estava sem dinheiro e documentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp De acordo com a família, Dona Marlene, como é conhecida, não tinha histórico de confusão mental e foi vista pela última vez no bairro Vitorino Braga. "Nunca aconteceu algo parecido, foi só aquela vez. Minha vida parou. Fiquei um tempo sem trabalhar para procurar por ela", contou o filho. 'Não sei mais o que fazer' Um ano depois, Marlon afirma que ainda não recebeu novas informações sobre o caso. Conforme o filho, a Polícia Civil esteve na casa da família e informou apenas que as investigações seguem em andamento. O g1 entrou em contato com a corporação para mais informações, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Mesmo após um ano sem respostas, ele diz que não perdeu a esperança. Sempre que pode, distribui cartazes e compartilha fotos da mãe nas redes sociais na expectativa de que alguma informação possa ajudar a localizar Dona Marlene. "Não sei mais o que fazer. Já fiz tudo o que podia", desabafou. O caso de Dona Marlene é um exemplo de uma realidade que atinge milhares de famílias. Dados do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos de Minas Gerais (PLID/MG) mostram que Juiz de Fora registrou quase 500 desaparecimentos entre janeiro de 2025 e julho de 2026. Família segue à espera Enquanto as investigações continuam, a vida de Marlon permanece marcada pela ausência da mãe. "Eu só quero saber onde ela está. Ter uma resposta. Enquanto isso não acontece, a gente continua procurando", disse. Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro de Marlene pode entrar em contato com a Polícia Militar pelo telefone 190, com a Polícia Civil pelo Disque Denúncia 181 ou procurar a delegacia mais próxima. O que fazer em caso de desaparecimento Ao contrário do que muita gente acredita, não é necessário esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. Assim que houver indícios de que a pessoa está desaparecida, familiares ou responsáveis devem procurar uma delegacia da Polícia Civil ou uma unidade da Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência. LEIA TAMBÉM: Quase metade dos desaparecidos em Juiz de Fora em 2026 são adolescentes Uma pessoa desaparece por dia, em média, em Juiz de Fora, aponta balanço É importante levar uma fotografia recente e fornecer o máximo possível de informações, como: Características físicas; Roupas usadas no momento do desaparecimento; Locais frequentados pela pessoa; Contatos de amigos e familiares; Informações sobre problemas de saúde ou uso de medicamentos. ASSISTA: Família reencontra irmão desaparecido há 30 anos Família reencontra irmão desaparecido há 30 anos VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes