Crime da Berrini: Justiça reduz em 105 dias pena de viúva presa em Tremembé após estudo

Escrito em 11/03/2026


Imagem de arquivo - Luiz Eduardo de Almeida Barreto e a mulher Eliana Freitas Areco Barreto Reprodução/Arquivo pessoal A Justiça de São Paulo deu decisão favorável ao pedido da defesa de Eliana Freitas Areco Barreto, condenada no caso conhecido como "Crime da Berrini", para reduzir a pena dela em 105 dias. Atualmente ela cumpre pena no regime semiaberto na P1 Feminina, em Tremembé, no interior do Estado. O pedido havia sido feito pela defesa em janeiro deste ano. Na ocasião, a advogada Isadora Amêndola pontuou que Eliana possui autorização judicial para estudar fora do presídio e concluiu dois semestres da graduação em Enfermagem no ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp. Acusada de matar marido em SP diz que não planejou o crime Além disso, a advogada também anexou ao processo certificados de atividades complementares vinculadas ao curso de Eliana. Segundo a defesa, foram comprovadas 480 horas de aulas regulares cursadas nos dois primeiros semestres de 2025 e outras 780 horas de atividades complementares no mesmo período. Novo pedido Após a decisão favorável à redução de 105 dias da pena, a defesa protocolou um novo pedido na terça-feira (10) para uma nova remição. Desta vez, Eliana solicitou uma redução de 42 dias por trabalho na prisão e pela leitura de três livros. O documento apontou que Eliana trabalhou por um total de 91 dias na prisão, entre agosto e dezembro do ano passado. Além disso, foram três livros lidos: A Virgem na Jaula; O Ano de 1993; e Rio Acima. O novo pedido ainda não tem prazo para ser apreciado pela Justiça. A advogada foi procurada pelo e preferiu não se manifestar sobre o caso. Imagem de arquivo - P1 Feminina em Tremembé Laurene Santos/TV Vanguarda Condenação Inicialmente, a professora Eliana foi condenada a 24 anos de prisão, por homicídio doloso triplamente qualificado: pagar pelo crime, motivo torpe e dissimulação. Além disso, foi considerado o agravante de o crime ter sido cometido contra o marido. O julgamento aconteceu em dezembro de 2020. Em 2022, porém, a Justiça acatou um pedido da defesa da professora e reduziu a pena para 21 anos, 4 meses e 15 dias de prisão. Imagem de arquivo - Corpo de homem assassinado ao voltar do almoço na região da Avenida Luís Carlos Berrini Glauco Araújo/g1 O crime O Ministério Público (MP) acusou Eliana e o amante dela, o inspetor de segurança Marcos Fábio Zeitunsian, de contratarem o pistoleiro Eliezer Aragão da Silva por R$ 5 mil para simular um assalto e matar Luiz Eduardo. A vítima foi morta a tiros na tarde do dia 1º de junho de 2015, quando voltava do almoço com um colega de trabalho, na rua James Watt, uma travessa da Avenida Luis Carlos Berrini, no Brooklin, área nobre da Zona Sul. O caso ficou conhecido como "crime da Berrini" numa referência à avenida. De acordo com a Promotoria, o casal de amantes Eliana e Marcos decidiu mandar matar Luiz Eduardo porque a mulher queria se separar do empresário. Os dois planejavam se casar, morar juntos e ficar com o dinheiro da herança da vítima para abrir um negócio para o inspetor, segundo a acusação. A professora e o empresário moravam em Aparecida, no Vale do Paraíba, mas ele trabalhava na capital. O casal teve dois filhos. Após o crime, a vítima foi enterrada em Guaratinguetá. Confira aqui a condenação do amante de Eliana e do homem contratado para executar o crime Gerente de empresa é executado durante um assalto na zona sul da capital Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina