O CEO global da Stellantis, o executivo italiano Antonio Filosa, fez nesta quarta-feira (22) uma brincadeira após o microfone que utilizava falhar durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin, e ministros do governo no Palácio do Planalto. Filosa apresentava ao presidente Lula e aos demais integrantes do governo os investimentos que a multinacional do setor automotivo tem feito no Brasil e os números de profissionais contratados diretamente pela empresa em território brasileiro quando o microfone falhou. Ele então, brincou: "Deve ser de origem asiática a bateria [do microfone]", afirmou o italiano. A piada provocou risos do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas Lula não esboçou nenhuma reação diante do comentário de Filosa. 🔎A Stellantis é uma das maiores montadoras automotivas do mundo, criada em janeiro de 2021 a partir da fusão de 50% entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o Groupe PSA (Peugeot-Citroën), reunindo marcas icônicas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, RAM, Alfa Romeo e Maserati. Juridicamente, a multinacional está sediada em Hoofddorp, nos Países Baixos. Apesar da brincadeira de Filosa, a Stellantis mantém, com uma montadora chinesa, parceria voltada ao desenvolvimento de carros elétricos e à cooperação tecnológica. O presidente Lula durante reunião com representantes da Stellantis, no Palácio do Planalto Reprodução/YouTube Lula Neste terceiro mandato, Lula tem se aproximado de montadoras asiáticas que fabricam carros elétricos e híbridos, em uma estratégia de reindustrialização sustentável e transição energética. O petista lançou o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e tem buscado atrair aportes para a produção de veículos movidos a eletricidade. A chinesa BYD tem feito investimentos em Camaçari (BA) e a GWM, também da China, em Iracemápolis (SP). A Hyundai também anunciou planos para o Brasil. Esses movimentos têm sido acompanhados de perto pelo presidente Lula, que busca geração de empregos no setor automotivo e transferência tecnológica. Lula quer ampliar vendas para África Após ouvir os planos de investimento da Stellantis no Brasil, o presidente Lula destacou medidas adotadas pelo governo para estimular o setor automotivo e ampliar o consumo no país, como a oferta de crédito para a renovação da frota de táxis e de motoristas de aplicativos. Além de investimentos no mercado interno, Lula defendeu a ampliação das exportações de carros e sugeriu que o governo e a Stellantis atuem em conjunto para abrir novos mercados na América Latina e na África. "É uma cesta de oportunidade para a indústria crescer. E acho que essa parceria traz como resultado o crescimento do Brasil. Uma coisa que vamos ter q trabalhar agora é aumentar a capacidade de exportação para América Latina e África, mercados promissores, importantes e temos condições de termos participação mais efetiva e numerosa" declarou o presidente. Com a entrada em vigor de um novo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, Lula tem buscado diversificar os parceiros comerciais, para reduzir impactos das ações norte-americanas sobre a economia nacional.
CEO italiano da Stellantis brinca após microfone falhar em reunião com Lula: 'Deve ser de origem asiática a bateria'
Escrito em 22/07/2026
O CEO global da Stellantis, o executivo italiano Antonio Filosa, fez nesta quarta-feira (22) uma brincadeira após o microfone que utilizava falhar durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin, e ministros do governo no Palácio do Planalto. Filosa apresentava ao presidente Lula e aos demais integrantes do governo os investimentos que a multinacional do setor automotivo tem feito no Brasil e os números de profissionais contratados diretamente pela empresa em território brasileiro quando o microfone falhou. Ele então, brincou: "Deve ser de origem asiática a bateria [do microfone]", afirmou o italiano. A piada provocou risos do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas Lula não esboçou nenhuma reação diante do comentário de Filosa. 🔎A Stellantis é uma das maiores montadoras automotivas do mundo, criada em janeiro de 2021 a partir da fusão de 50% entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o Groupe PSA (Peugeot-Citroën), reunindo marcas icônicas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, RAM, Alfa Romeo e Maserati. Juridicamente, a multinacional está sediada em Hoofddorp, nos Países Baixos. Apesar da brincadeira de Filosa, a Stellantis mantém, com uma montadora chinesa, parceria voltada ao desenvolvimento de carros elétricos e à cooperação tecnológica. O presidente Lula durante reunião com representantes da Stellantis, no Palácio do Planalto Reprodução/YouTube Lula Neste terceiro mandato, Lula tem se aproximado de montadoras asiáticas que fabricam carros elétricos e híbridos, em uma estratégia de reindustrialização sustentável e transição energética. O petista lançou o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e tem buscado atrair aportes para a produção de veículos movidos a eletricidade. A chinesa BYD tem feito investimentos em Camaçari (BA) e a GWM, também da China, em Iracemápolis (SP). A Hyundai também anunciou planos para o Brasil. Esses movimentos têm sido acompanhados de perto pelo presidente Lula, que busca geração de empregos no setor automotivo e transferência tecnológica. Lula quer ampliar vendas para África Após ouvir os planos de investimento da Stellantis no Brasil, o presidente Lula destacou medidas adotadas pelo governo para estimular o setor automotivo e ampliar o consumo no país, como a oferta de crédito para a renovação da frota de táxis e de motoristas de aplicativos. Além de investimentos no mercado interno, Lula defendeu a ampliação das exportações de carros e sugeriu que o governo e a Stellantis atuem em conjunto para abrir novos mercados na América Latina e na África. "É uma cesta de oportunidade para a indústria crescer. E acho que essa parceria traz como resultado o crescimento do Brasil. Uma coisa que vamos ter q trabalhar agora é aumentar a capacidade de exportação para América Latina e África, mercados promissores, importantes e temos condições de termos participação mais efetiva e numerosa" declarou o presidente. Com a entrada em vigor de um novo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, Lula tem buscado diversificar os parceiros comerciais, para reduzir impactos das ações norte-americanas sobre a economia nacional.

