Data center previsto para 2027 em Campinas promete ter 40% da atual capacidade do Brasil O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) instaurou nesta terça-feira (15) um inquérito civil para apurar impactos e a regularidade do projeto para construção de data center de Inteligência Artificial (IA) às margens da Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP-340), em Campinas (SP). O campus promete ter 40% da atual capacidade de Tecnologia de Informação (TI) comissionada do Brasil, que, segundo a Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), atualmente é de 1 gigawatt (GW). No entanto, o projeto, até o momento, só possui alvarás de aprovação e de execução para uma subestação de energia elétrica — a primeira fase da construção, que deverá ser concluída até dezembro de 2027. O data center ainda precisa ser aprovado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp A medida ocorre após o MP receber três denúncias contra a construção. Uma delas é do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (Comdema), que apontou possíveis irregularidades no licenciamento do data center, incluindo falta de consulta prévia, fracionamento ambiental, liberação antecipada de alvarás e riscos ligados à subestação energética. O conselho também alertou para impactos ambientais e patrimoniais, como aumento de ilhas de calor, alto consumo de água e a presença de bens históricos na área da antiga Fazenda Pau d'Alho. De acordo com o promotor Rodrigo Sanches Garcia, o objetivo do inquérito é reunir "elementos técnicos e documentais que permitam a esta Promotoria de Justiça avaliar a necessidade de adoção de medidas extrajudiciais ou judiciais aptas a prevenir e a reparar eventuais danos ao meio ambiente". Em nota, a Prefeitura de Campinas destacou que apenas a subestação de energia elétrica recebeu licença, que estabelece condições para a execução da obra, incluindo controle de resíduos, terraplenagem e drenagem. Também determina que não haja supressão de árvores ou intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) sem as devidas autorizações ambientais. "As demais etapas relacionadas ao futuro empreendimento estão em análise pelas Secretarias de Urbanismo, Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade. Os possíveis impactos das futuras obras e as respectivas medidas de mitigação também estão sendo avaliados", ponderou. O Executivo disse que não foi oficiado, mas que, quando for, irá responder aos questionamentos do MP. A Terranova, empresa responsável pelo data center, também informou que não foi notificada até esta publicação e que, quando isso ocorrer, "prestará os esclarecimentos no prazo e pela via nele indicados". "Desde o início dos processos administrativos do projeto, a companhia mantém interlocução com os órgãos competentes pelos canais formais, e segue à disposição para contribuir com o que for solicitado", completou a empresa. LEIA MAIS Data center previsto para 2027 promete ter 40% da atual capacidade do Brasil Fazenda histórica que foi de barão do café dará lugar a data center de IA Data center de IA em Campinas ainda depende de licenças ambientais Denúncias Fazenda histórica que foi de barão do café dará lugar a data center de IA em Campinas Em 31 de agosto de 2026, o Comdema aprovou uma resolução que pede a suspensão dos licenciamentos para a construção da subestação. Essa resolução foi encaminhada ao MP. Entre os argumentos utilizados estão: A Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas) e a Secretaria Municipal de Urbanismo expediram licenças e alvarás sem consultar o conselho; O empreendimento requer a construção de uma subestação por conta da alta demanda energética; As licenças para a subestação e para o data center serem expedidas em momentos diferentes configurariam "fracionamento artificial do licenciamento ambiental"; Possível rejeição térmica contínua de até 386 MW no microclima de Barão Geraldo, potencializando a formação de Ilhas de Calor Urbanas; Demanda de até 3,24 milhões de litros diários de água tratada sob regime de resfriamento evaporativo/adiabático em picos de estresse térmico; Alvarás expedidos antes da conclusão das medidas mitigatórias e compensatórias do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV); A gleba ter patrimônios históricos em seu terreno, que compõem a antiga Fazenda Pau d'Alho, o que necessitaria de precauções. Além da suspensão, o Comdema pede para que seja declarada irregularidade ambiental qualquer intervenção realizada no terreno, bem como a realização de uma reunião com representantes da Prefeitura, inclusive o prefeito Dário Saadi (Republicanos), para explicar a obra. As outras denúncias também apontaram atropelo e contradições dos licenciamentos, problemas de segurança hídrica regional, pressão energética e subestimação das projeções de consumo de água. Apuração Por conta das denúncias, o MP instaurou um inquérito para apurar impactos e a regularidade do projeto para construção do data center. O órgão estadual quer esclarecer: Eventual licenciamento ambiental fracionado — da subestação e do data center —, com análise isolada de “obra de infraestrutura” e consequente ausência de adequado Estudo Prévio de Impacto Ambiental e de avaliação integrada dos impactos; Consumo de recursos hídricos do sistema de refrigeração, considerando a escassez hídrica da Bacia PCJ; Eventual utilização de sistema obsoleto de refrigeração; Alta demanda sobre a infraestrutura de energia elétrica local e regional; Intervenções em Áreas de Preservação Permanente e as supressões de vegetação autorizadas, bem como as respectivas compensações; Compatibilidade do empreendimento com a proteção histórica dos prédios da antiga Fazenda Pau d’Alho; Outros itens que surgirem no decorrer da investigação. "A evidenciar a necessidade de apuração aprofundada, por meio de inquérito civil, dos impactos ambientais decorrentes do empreendimento", justificou Rodrigo. "Notadamente quanto à regularidade do licenciamento ambiental, ao consumo e à disponibilidade de recursos hídricos, à demanda energética e demais aspectos associados à operação de centros de processamento de dados de grande porte em região já submetida a estresse hídrico", completou. Questionamentos Lançamento de pedra fundamental de data center em Campinas Isadora de Paiva/g1 O MP determinou a expedição de ofícios e notificações a diversos órgãos públicos, concessionárias e à Terranova, estabelecendo prazos específicos para a apresentação de documentos e esclarecimentos. A Prefeitura, a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) deverão apresentar em até 10 dias: Cópias das licenças e alvarás concedidos, acompanhadas de plantas e memoriais; Cópias do procedimento administrativo de autorização urbanística e do processo de licenciamento ambiental; Estudos de Impacto Ambiental, Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) ou a decisão técnica motivada que justificou a dispensa do EIV; Certidão sobre autorizações para corte de árvores isoladas e intervenção em Área de Preservação Permanente (APP); Esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o enquadramento do projeto como "obra de infraestrutura"; Informações sobre incentivos fiscais concedidos e contrapartidas assumidas pelo empreendedor; Viabilidade do abastecimento de água e coleta de esgoto, e reflexos no abastecimento público em cenários de estiagem; Mapa oficial de delimitação do Conjunto Arquitetônico da Fazenda Pau d'Alho e sua área envoltória. Já a Terranova tem até 10 dias para apresentar: Atos constitutivos, documentos dos representantes legais, matrículas dos imóveis e esclarecimentos sobre a relação contratual/societária; Detalhamento da tecnologia de resfriamento; Projeções de consumo de água e de energia; Planos de monitoramento contínuo de água/energia, análises de sensibilidade para eventos climáticos extremos e informação sobre se obras ou intervenções físicas; Esclarecimentos sobre incentivos fiscais, contrapartidas sociourbanísticas e estudos de impacto na visibilidade, ambiência e paisagem da Fazenda Pau d'Alho. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o Comitê de Bacias PCJ, a agência SP Águas e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) também serão oficiadas, mas para prestarem informações que podem ajudar nas investigações. Projeto Projeto do data center em Campinas (SP) Terranova Em 20 de agosto de 2026, foi lançada a pedra fundamental do data center, que ocupará uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados, com cerca de 115 mil metros quadrados destinados à área construída. O investimento inicial será de 500 milhões de dólares, com geração de cerca de 3 mil empregos, entre diretos e indiretos. De acordo com a Associação Brasileira de Data Centers, o país atualmente reúne, considerando todos os data centers testados e verificados ("comissionados"), 1 gigawatt (GW) destinado a processamento de dados. 🔎 A capacidade dos data centers é calculada em megawatts ou gigawatts porque a limitação física mais importante costuma ser a energia elétrica. Quanto mais a estrutura consegue fornecer de energia aos servidores e sistemas, maior é a capacidade. Já o complexo em Campinas poderá chegar a 400 megawatts (MW) de capacidade, quando todas as etapas de construção forem concluídas, em 2029, segundo Mauricio Giusti, CEO da multinacional Terranova. Ainda segundo Giusti, o data center vai ser usado por grandes empresas de tecnologia para fornecer serviços de cloud, de inteligência artificial (IA) e aplicações. A IA, inclusive, deverá ser um dos focos da estrutura. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
MP apura impactos e regularidade de projeto para construção de data center de IA em Campinas
Escrito em 17/09/2026
Data center previsto para 2027 em Campinas promete ter 40% da atual capacidade do Brasil O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) instaurou nesta terça-feira (15) um inquérito civil para apurar impactos e a regularidade do projeto para construção de data center de Inteligência Artificial (IA) às margens da Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP-340), em Campinas (SP). O campus promete ter 40% da atual capacidade de Tecnologia de Informação (TI) comissionada do Brasil, que, segundo a Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), atualmente é de 1 gigawatt (GW). No entanto, o projeto, até o momento, só possui alvarás de aprovação e de execução para uma subestação de energia elétrica — a primeira fase da construção, que deverá ser concluída até dezembro de 2027. O data center ainda precisa ser aprovado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp A medida ocorre após o MP receber três denúncias contra a construção. Uma delas é do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (Comdema), que apontou possíveis irregularidades no licenciamento do data center, incluindo falta de consulta prévia, fracionamento ambiental, liberação antecipada de alvarás e riscos ligados à subestação energética. O conselho também alertou para impactos ambientais e patrimoniais, como aumento de ilhas de calor, alto consumo de água e a presença de bens históricos na área da antiga Fazenda Pau d'Alho. De acordo com o promotor Rodrigo Sanches Garcia, o objetivo do inquérito é reunir "elementos técnicos e documentais que permitam a esta Promotoria de Justiça avaliar a necessidade de adoção de medidas extrajudiciais ou judiciais aptas a prevenir e a reparar eventuais danos ao meio ambiente". Em nota, a Prefeitura de Campinas destacou que apenas a subestação de energia elétrica recebeu licença, que estabelece condições para a execução da obra, incluindo controle de resíduos, terraplenagem e drenagem. Também determina que não haja supressão de árvores ou intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) sem as devidas autorizações ambientais. "As demais etapas relacionadas ao futuro empreendimento estão em análise pelas Secretarias de Urbanismo, Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade. Os possíveis impactos das futuras obras e as respectivas medidas de mitigação também estão sendo avaliados", ponderou. O Executivo disse que não foi oficiado, mas que, quando for, irá responder aos questionamentos do MP. A Terranova, empresa responsável pelo data center, também informou que não foi notificada até esta publicação e que, quando isso ocorrer, "prestará os esclarecimentos no prazo e pela via nele indicados". "Desde o início dos processos administrativos do projeto, a companhia mantém interlocução com os órgãos competentes pelos canais formais, e segue à disposição para contribuir com o que for solicitado", completou a empresa. LEIA MAIS Data center previsto para 2027 promete ter 40% da atual capacidade do Brasil Fazenda histórica que foi de barão do café dará lugar a data center de IA Data center de IA em Campinas ainda depende de licenças ambientais Denúncias Fazenda histórica que foi de barão do café dará lugar a data center de IA em Campinas Em 31 de agosto de 2026, o Comdema aprovou uma resolução que pede a suspensão dos licenciamentos para a construção da subestação. Essa resolução foi encaminhada ao MP. Entre os argumentos utilizados estão: A Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas) e a Secretaria Municipal de Urbanismo expediram licenças e alvarás sem consultar o conselho; O empreendimento requer a construção de uma subestação por conta da alta demanda energética; As licenças para a subestação e para o data center serem expedidas em momentos diferentes configurariam "fracionamento artificial do licenciamento ambiental"; Possível rejeição térmica contínua de até 386 MW no microclima de Barão Geraldo, potencializando a formação de Ilhas de Calor Urbanas; Demanda de até 3,24 milhões de litros diários de água tratada sob regime de resfriamento evaporativo/adiabático em picos de estresse térmico; Alvarás expedidos antes da conclusão das medidas mitigatórias e compensatórias do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV); A gleba ter patrimônios históricos em seu terreno, que compõem a antiga Fazenda Pau d'Alho, o que necessitaria de precauções. Além da suspensão, o Comdema pede para que seja declarada irregularidade ambiental qualquer intervenção realizada no terreno, bem como a realização de uma reunião com representantes da Prefeitura, inclusive o prefeito Dário Saadi (Republicanos), para explicar a obra. As outras denúncias também apontaram atropelo e contradições dos licenciamentos, problemas de segurança hídrica regional, pressão energética e subestimação das projeções de consumo de água. Apuração Por conta das denúncias, o MP instaurou um inquérito para apurar impactos e a regularidade do projeto para construção do data center. O órgão estadual quer esclarecer: Eventual licenciamento ambiental fracionado — da subestação e do data center —, com análise isolada de “obra de infraestrutura” e consequente ausência de adequado Estudo Prévio de Impacto Ambiental e de avaliação integrada dos impactos; Consumo de recursos hídricos do sistema de refrigeração, considerando a escassez hídrica da Bacia PCJ; Eventual utilização de sistema obsoleto de refrigeração; Alta demanda sobre a infraestrutura de energia elétrica local e regional; Intervenções em Áreas de Preservação Permanente e as supressões de vegetação autorizadas, bem como as respectivas compensações; Compatibilidade do empreendimento com a proteção histórica dos prédios da antiga Fazenda Pau d’Alho; Outros itens que surgirem no decorrer da investigação. "A evidenciar a necessidade de apuração aprofundada, por meio de inquérito civil, dos impactos ambientais decorrentes do empreendimento", justificou Rodrigo. "Notadamente quanto à regularidade do licenciamento ambiental, ao consumo e à disponibilidade de recursos hídricos, à demanda energética e demais aspectos associados à operação de centros de processamento de dados de grande porte em região já submetida a estresse hídrico", completou. Questionamentos Lançamento de pedra fundamental de data center em Campinas Isadora de Paiva/g1 O MP determinou a expedição de ofícios e notificações a diversos órgãos públicos, concessionárias e à Terranova, estabelecendo prazos específicos para a apresentação de documentos e esclarecimentos. A Prefeitura, a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) deverão apresentar em até 10 dias: Cópias das licenças e alvarás concedidos, acompanhadas de plantas e memoriais; Cópias do procedimento administrativo de autorização urbanística e do processo de licenciamento ambiental; Estudos de Impacto Ambiental, Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) ou a decisão técnica motivada que justificou a dispensa do EIV; Certidão sobre autorizações para corte de árvores isoladas e intervenção em Área de Preservação Permanente (APP); Esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o enquadramento do projeto como "obra de infraestrutura"; Informações sobre incentivos fiscais concedidos e contrapartidas assumidas pelo empreendedor; Viabilidade do abastecimento de água e coleta de esgoto, e reflexos no abastecimento público em cenários de estiagem; Mapa oficial de delimitação do Conjunto Arquitetônico da Fazenda Pau d'Alho e sua área envoltória. Já a Terranova tem até 10 dias para apresentar: Atos constitutivos, documentos dos representantes legais, matrículas dos imóveis e esclarecimentos sobre a relação contratual/societária; Detalhamento da tecnologia de resfriamento; Projeções de consumo de água e de energia; Planos de monitoramento contínuo de água/energia, análises de sensibilidade para eventos climáticos extremos e informação sobre se obras ou intervenções físicas; Esclarecimentos sobre incentivos fiscais, contrapartidas sociourbanísticas e estudos de impacto na visibilidade, ambiência e paisagem da Fazenda Pau d'Alho. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o Comitê de Bacias PCJ, a agência SP Águas e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) também serão oficiadas, mas para prestarem informações que podem ajudar nas investigações. Projeto Projeto do data center em Campinas (SP) Terranova Em 20 de agosto de 2026, foi lançada a pedra fundamental do data center, que ocupará uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados, com cerca de 115 mil metros quadrados destinados à área construída. O investimento inicial será de 500 milhões de dólares, com geração de cerca de 3 mil empregos, entre diretos e indiretos. De acordo com a Associação Brasileira de Data Centers, o país atualmente reúne, considerando todos os data centers testados e verificados ("comissionados"), 1 gigawatt (GW) destinado a processamento de dados. 🔎 A capacidade dos data centers é calculada em megawatts ou gigawatts porque a limitação física mais importante costuma ser a energia elétrica. Quanto mais a estrutura consegue fornecer de energia aos servidores e sistemas, maior é a capacidade. Já o complexo em Campinas poderá chegar a 400 megawatts (MW) de capacidade, quando todas as etapas de construção forem concluídas, em 2029, segundo Mauricio Giusti, CEO da multinacional Terranova. Ainda segundo Giusti, o data center vai ser usado por grandes empresas de tecnologia para fornecer serviços de cloud, de inteligência artificial (IA) e aplicações. A IA, inclusive, deverá ser um dos focos da estrutura. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

