Brasileira viaja 5 mil km para visitar hotel onde avô morou há mais de 50 anos, no México Uma brasileira viajou 5 mil quilômetros para visitar o hotel onde o avô residiu por alguns meses, na década de 1970, no México. Em entrevista ao g1, Noélli Lemes Garcia contou como tudo começou. Natural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, ela, que atualmente mora no Canadá, explicou que o avô, Sylvino Lemes, trabalhava em uma fábrica de papel na cidade e foi convidado, em 1975, a dar treinamentos em uma outra fábrica de papel na cidade de Orizaba, no México. À época, Noélli não era nem nascida. Sua mãe, filha de Sylvino, tinha apenas 6 anos. No entanto, a curiosidade em reviver a estadia do avô em terras mexicanas surgiu nos últimos anos, com fotos da época em que o avô esteve no país, além de um cartão postal de Vera Cruz. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Brasileira viaja para visitar hotel onde avô morou há mais de 50 anos, no México Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia “Eu sempre soube que o meu avô morou no México, mas eu tinha apenas 6 anos de idade quando ele faleceu, então, obviamente, eu nunca tive a oportunidade de conversar com ele sobre isso”, relembrou. As diversas fotos do avô, deixadas por uma tia que faleceu na época da Covid-19, ficaram com Noélli. Uma delas mostrava Sylvino no México, o que despertou a curiosidade. “No ano passado, quando eu decidi tirar férias, eu pensei: ‘Vou para o México’. E aí foi que eu pensei: ‘Quer saber? Eu vou tentar ver se eu consigo descobrir onde que o meu avô foi, para eu tentar fazer alguma viagem em homenagem a ele’”, contou. A partir daí, a jornada começou, na busca por tentar identificar o local exato onde o avô esteve e refazer os passos. Uma das fotos mostrava o avô em um terraço, com vista para o Pico de Orizaba. Noélli, no entanto, não sabia onde era a cidade e começou a procurar em grupos de moradores nas redes sociais. Os internautas, então, a ajudaram, indicando que era o Hotel Trueba, em Orizaba. Hotel Trueba, em Orizaba, no México Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia “Não foi tão difícil assim [encontrar o hotel], porque naquela época só existiam dois hotéis na cidade. É uma cidade muito pequena, eles chamam em espanhol de ‘pueblos’, que são como vilas. É uma cidade realmente pequena, então naquela época só tinha dois hotéis, e eu descobri que tinham duas fábricas de papel”, contou. Com a informação do hotel, Noélli começou a tirar o objetivo do papel e desembarcou no ano passado na Cidade do México, antes de seguir para Orizaba. A hospedagem estava confirmada no Hotel Trueba, mas, no primeiro dia, as condições climáticas a frustraram. “No primeiro dia eu fiquei um pouco chateada, porque estava bem nublado, não consegui ver muito, o Pico de Orizaba. É um vulcão, eu não consegui ver muito bem, e aí, no dia seguinte, o céu estava limpo e lindo, um sol maravilhoso, tirei as fotos iguaizinhas que o meu avô tirou”. Brasileira viaja para visitar hotel onde avô morou há mais de 50 anos, no México Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia O que Noélli não esperava era que a viagem ainda reservava mais emoções. Em conversa com uma das funcionárias, ela descobriu que havia fotos dos anos 1970 – e reconheceu algumas que o avô tirou. “Ele tem uma foto no quarto do hotel, é a mesma roupa de cama, eu falei: ‘Não acredito, a mesma roupa de cama de uma das fotos que a senhora tinha lá na parede do escritório dela’”, contou. Ainda na conversa, a brasileira descobriu que uma senhora, chamada Marta, trabalhou como recepcionista no hotel na época e atualmente morava perto do local. “Ela veio me conhecer no hotel e eu mostrei para elas as fotos. Ela falou que foi uma coisa que todo mundo falou na época, um grupo de brasileiros morando no hotel por vários meses e tal, e ela me falou qual a fábrica de papel, que é a Kimberly Clark. Então eu consegui ter um pouco mais de informação”, disse. “Conheci a senhora Marta, ela me confirmou que realmente o meu avô morou lá, tirei todas as fotos iguaizinhas e fui para Vera Cruz, que é uma cidade de praia, não é um turismo internacional muito famoso, mas é um turismo grande para os mexicanos, é Golfo do México, então não é Caribe, então acho que não é tão famoso assim, mas é uma cidade muito interessante para conhecer, e eu tenho certeza que o meu avô também esteve lá”. Noélli e Marta, a funcionária que trabalhava no hotel na década de 1970 Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia Após conseguir refazer os passos do avô no México, 50 anos depois, Noélli contou ao g1 que foi muito emocionante e que a ficha demorou para cair. “Quando eu cheguei no hotel, que eu acho que a minha ficha caiu, quando eu subi no terraço. Eu acho que eu só realmente senti aquela emoção quando eu estava lá e quando eu subi no terraço”, revelou. “Foi uma coisa muito interessante e foi bem emocionante para mim. [...] confesso para você que eu acho que, até o momento que cheguei lá, a minha ficha demorou para cair. Eu já tinha uma viagem planejada para o México, então eu ia ‘sim ou sim’. Eu tinha uma lista de lugares que eu queria conhecer, mas eu adaptei a minha primeira semana de viagem para eu poder conhecer lugares que o meu avô foi e eu não me arrependo”, finalizou. Brasileira viaja para visitar hotel onde avô morou há mais de 50 anos, no México Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Brasileira viaja 5 mil km até o México e recria foto do avô feita há 50 anos como homenagem: 'emocionante'
Escrito em 27/02/2026
Brasileira viaja 5 mil km para visitar hotel onde avô morou há mais de 50 anos, no México Uma brasileira viajou 5 mil quilômetros para visitar o hotel onde o avô residiu por alguns meses, na década de 1970, no México. Em entrevista ao g1, Noélli Lemes Garcia contou como tudo começou. Natural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, ela, que atualmente mora no Canadá, explicou que o avô, Sylvino Lemes, trabalhava em uma fábrica de papel na cidade e foi convidado, em 1975, a dar treinamentos em uma outra fábrica de papel na cidade de Orizaba, no México. À época, Noélli não era nem nascida. Sua mãe, filha de Sylvino, tinha apenas 6 anos. No entanto, a curiosidade em reviver a estadia do avô em terras mexicanas surgiu nos últimos anos, com fotos da época em que o avô esteve no país, além de um cartão postal de Vera Cruz. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Brasileira viaja para visitar hotel onde avô morou há mais de 50 anos, no México Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia “Eu sempre soube que o meu avô morou no México, mas eu tinha apenas 6 anos de idade quando ele faleceu, então, obviamente, eu nunca tive a oportunidade de conversar com ele sobre isso”, relembrou. As diversas fotos do avô, deixadas por uma tia que faleceu na época da Covid-19, ficaram com Noélli. Uma delas mostrava Sylvino no México, o que despertou a curiosidade. “No ano passado, quando eu decidi tirar férias, eu pensei: ‘Vou para o México’. E aí foi que eu pensei: ‘Quer saber? Eu vou tentar ver se eu consigo descobrir onde que o meu avô foi, para eu tentar fazer alguma viagem em homenagem a ele’”, contou. A partir daí, a jornada começou, na busca por tentar identificar o local exato onde o avô esteve e refazer os passos. Uma das fotos mostrava o avô em um terraço, com vista para o Pico de Orizaba. Noélli, no entanto, não sabia onde era a cidade e começou a procurar em grupos de moradores nas redes sociais. Os internautas, então, a ajudaram, indicando que era o Hotel Trueba, em Orizaba. Hotel Trueba, em Orizaba, no México Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia “Não foi tão difícil assim [encontrar o hotel], porque naquela época só existiam dois hotéis na cidade. É uma cidade muito pequena, eles chamam em espanhol de ‘pueblos’, que são como vilas. É uma cidade realmente pequena, então naquela época só tinha dois hotéis, e eu descobri que tinham duas fábricas de papel”, contou. Com a informação do hotel, Noélli começou a tirar o objetivo do papel e desembarcou no ano passado na Cidade do México, antes de seguir para Orizaba. A hospedagem estava confirmada no Hotel Trueba, mas, no primeiro dia, as condições climáticas a frustraram. “No primeiro dia eu fiquei um pouco chateada, porque estava bem nublado, não consegui ver muito, o Pico de Orizaba. É um vulcão, eu não consegui ver muito bem, e aí, no dia seguinte, o céu estava limpo e lindo, um sol maravilhoso, tirei as fotos iguaizinhas que o meu avô tirou”. Brasileira viaja para visitar hotel onde avô morou há mais de 50 anos, no México Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia O que Noélli não esperava era que a viagem ainda reservava mais emoções. Em conversa com uma das funcionárias, ela descobriu que havia fotos dos anos 1970 – e reconheceu algumas que o avô tirou. “Ele tem uma foto no quarto do hotel, é a mesma roupa de cama, eu falei: ‘Não acredito, a mesma roupa de cama de uma das fotos que a senhora tinha lá na parede do escritório dela’”, contou. Ainda na conversa, a brasileira descobriu que uma senhora, chamada Marta, trabalhou como recepcionista no hotel na época e atualmente morava perto do local. “Ela veio me conhecer no hotel e eu mostrei para elas as fotos. Ela falou que foi uma coisa que todo mundo falou na época, um grupo de brasileiros morando no hotel por vários meses e tal, e ela me falou qual a fábrica de papel, que é a Kimberly Clark. Então eu consegui ter um pouco mais de informação”, disse. “Conheci a senhora Marta, ela me confirmou que realmente o meu avô morou lá, tirei todas as fotos iguaizinhas e fui para Vera Cruz, que é uma cidade de praia, não é um turismo internacional muito famoso, mas é um turismo grande para os mexicanos, é Golfo do México, então não é Caribe, então acho que não é tão famoso assim, mas é uma cidade muito interessante para conhecer, e eu tenho certeza que o meu avô também esteve lá”. Noélli e Marta, a funcionária que trabalhava no hotel na década de 1970 Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia Após conseguir refazer os passos do avô no México, 50 anos depois, Noélli contou ao g1 que foi muito emocionante e que a ficha demorou para cair. “Quando eu cheguei no hotel, que eu acho que a minha ficha caiu, quando eu subi no terraço. Eu acho que eu só realmente senti aquela emoção quando eu estava lá e quando eu subi no terraço”, revelou. “Foi uma coisa muito interessante e foi bem emocionante para mim. [...] confesso para você que eu acho que, até o momento que cheguei lá, a minha ficha demorou para cair. Eu já tinha uma viagem planejada para o México, então eu ia ‘sim ou sim’. Eu tinha uma lista de lugares que eu queria conhecer, mas eu adaptei a minha primeira semana de viagem para eu poder conhecer lugares que o meu avô foi e eu não me arrependo”, finalizou. Brasileira viaja para visitar hotel onde avô morou há mais de 50 anos, no México Arquivo pessoal/Noélli Lemes Garcia Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

