Cidade do interior de SP fica sem coleta de lixo após empresa cancelar contrato com a prefeitura

Escrito em 22/01/2026


Serviço de coleta de lixo é suspenso em Porto Ferreira Moradores de Porto Ferreira (SP) relatam transtornos com a coleta de lixo na cidade após a empresa responsável pelo serviço, Encom Serviços Urbanos, rescindir o contrato com a Prefeitura. As lixeiras estão cheias e o acúmulo de resíduos já preocupa a população. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram No bairro Águas Claras, onde a coleta deveria ocorrer às segundas, quartas e sextas-feiras, moradores afirmam que o caminhão passou apenas na última segunda-feira (19), e não retornou nos dias seguintes. A dona de casa Maria Antônia Hilário, que visitava familiares, contou que percebeu a ausência do serviço. “Minha sobrinha comentou que ela estava achando estranho o lixeiro não passar. Vai dar mau cheiro, vai criar insetos”, relatou. Lixo se acumula nas ruas de Porto Ferreira, SP Reprodução/EPTV Mais notícias da região: ATAQUE: VÍDEO: menino tem couro cabeludo arrancado em ataque de cães pit bull e fica em estado grave OFENSAS: Após pedido de casamento em shopping, casal gay sofre ataques homofóbicos e registra B.O EPTV NAS FÉRIAS: Sítio arqueológico e cachoeira em um único passeio: conheça a Gruta do Índio, em Analândia Prefeitura anuncia licitação emergencial O prefeito de Porto Ferreira, André Braga (PL), informou que a Encom Serviços Urbanos protocolou pedido de rescisão no dia 9 de janeiro, mas o jurídico da Prefeitura negou. Segundo ele, a empresa abandonou o serviço, deixou de pagar benefícios aos funcionários e causou prejuízos ao município. “Estamos fazendo uma licitação emergencial e também uma definitiva e duradoura para resolver a situação de vez", disse. Até lá, o serviço será realizado provisoriamente por funcionários da prefeitura. "Pedimos paciência à população e acreditamos que até a semana que vem está resolvido o problema da coleta de lixo”, afirmou. O que diz a Encom Em nota, a Encom Serviços Urbanos disse que a rescisão foi o último recurso após a prefeitura ignorar pedidos de revisão contratual feitos no ano passado. A empresa alegou que o valor mensal pago não cobria os custos trabalhistas e que vinha arcando com prejuízos e dívidas para manter o serviço. A Encom acrescentou que a situação se agravou porque, neste ano, ainda não recebeu nenhum repasse da Prefeitura. VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara