Mônica Maria da Silva está desaparecida em Barcelona desde o dia 4 de julho. Arquivo Pessoal/Cristina Silva A cabeleireira paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, está desaparecida há mais de 40 dias em Barcelona, na Espanha. Ela foi morar pela primeira vez no país europeu em 2021, retornou ao Brasil algum tempo depois e voltou em 2024, conforme informou a irmã dela, Cristina Silva, ao g1, nesta terça-feira (18). Mônica tem uma filha de seis anos que vive no Brasil. A criança mora em Pedras de Fogo, na Paraíba, com Cristina Silva. Em seu perfil profissional no Instagram, a paraibana se apresenta como especialista em alisamento capilar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a irmã de Mônica, o último contato com a família ocorreu no dia 4 de julho, por meio de uma chamada de vídeo. Após alguns dias sem notícias, Cristina procurou amigas da irmã que estão na Espanha por meio das redes sociais. Durante as conversas, ela descobriu que o relacionamento de Mônica era conturbado. "Passaram-se 15 dias, a gente ficou aguardando, ela não retornou mais ligação e a gente ficou aguardando. Aí a menina [a filha] pediu para mandar uma mensagem quando a Espanha ganhou a Copa e eu observei que a mensagem não chegou. Aí comecei a perguntar às amigas se alguém sabia de alguma coisa, foi quando começaram a aparecer coisinhas, como que ela não ia bem no relacionamento, que ele já havia batido nela, ele já cortou a cabeça dela, esse tipo de situação”, disse a irmã. A família não sabe o nome do homem com quem Mônica tem um relacionamento. As únicas informações que os familiares da paraibana possuem são que o homem é da República Dominicana, também é imigrante na Espanha e tem dois filhos. Ao g1, o Itamaraty informou que tem conhecimento do caso e está em contato com a família, a quem tem prestado a assistência consular. O órgão não informou, até a publicação desta reportagem, se há alguma investigação em andamento pelas autoridades espanholas, nem deu detalhes sobre o paradeiro de Mônica. A irmã cobra informações das autoridades. Segundo ela, Polícia Civil e Polícia Federal já foram procuradas. Inclusive, um boletim de ocorrência chegou a ser registrado. "(O consulado) disse que não tem o poder de investigação e que eu tenho que alcançar a Interpol, que é o que eu estou tentando fazer. Eu estou vendo que está muito difícil de conseguir isso. É muito difícil. Uma polícia joga você para um lado, outra para o outro, sabe? E a gente não tem o contato. A gente não consegue resolver isso sem eles", desabafou Cristina. Cristina afirmou ainda que recebeu do Consulado do Brasil na Espanha a informação de que a polícia espanhola teria dito que Mônica estava bem e que a família poderia ficar tranquila. Segundo o relato, a paraibana teria sido vista durante uma abordagem policial há cerca de 20 dias, mas a família afirma que não teve acesso a nenhum registro oficial que confirme a abordagem ou a informação de que Mônica estaria bem. O desaparecimento e relatos de possíveis agressões Paraibana pediu para que cliente guardasse as provas das agressões sofridas Arquivo Pessoal/Cristina Silva Segundo a irmã de Mônica, ela teria ido para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de passar um período no Brasil, retornou ao país europeu em 2024. Em outubro daquele ano, segundo a irmã, ela esteve novamente no Brasil, acompanhada da filha, que tinha quatro anos na época. A criança ficou com a avó, e Mônica retornou à Espanha. A família conseguiu identificar o endereço onde Mônica morava, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet. Durante as tentativas de localizar Mônica, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com a família. Segundo Cristina, a mulher afirmou ter conversado com Mônica e enviou fotos, vídeos e mensagens que havia recebido dela. De acordo com a irmã, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica teria pedido à cliente que guardasse o material porque temia ficar sem o celular. A família não soube informar o motivo pelo qual Mônica teria manifestado esse receio. Cristina afirma que, em algumas das imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família e que seria um possível namorado. A irmã também relata ter recebido fotos nas quais Mônica aparece com as unhas machucadas ou arrancadas, além de informações de que ela teria sido agredida pelo homem. A família também recebeu a informação de que Mônica teria procurado, em algum momento, o SARA (Servicio de Atención, Recuperación y Acogida), serviço de atendimento e acolhimento para mulheres em situação de violência na Catalunha. Além disso, as amigas de Mônica informaram à família que não falavam com ela desde o dia 15 de junho. As informações sobre as supostas agressões foram apresentadas à família por terceiros e, até o momento, não foram confirmadas pelas autoridades espanholas. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
Quem é a brasileira desaparecida há mais de 40 dias na Espanha
Escrito em 18/08/2026
Mônica Maria da Silva está desaparecida em Barcelona desde o dia 4 de julho. Arquivo Pessoal/Cristina Silva A cabeleireira paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, está desaparecida há mais de 40 dias em Barcelona, na Espanha. Ela foi morar pela primeira vez no país europeu em 2021, retornou ao Brasil algum tempo depois e voltou em 2024, conforme informou a irmã dela, Cristina Silva, ao g1, nesta terça-feira (18). Mônica tem uma filha de seis anos que vive no Brasil. A criança mora em Pedras de Fogo, na Paraíba, com Cristina Silva. Em seu perfil profissional no Instagram, a paraibana se apresenta como especialista em alisamento capilar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a irmã de Mônica, o último contato com a família ocorreu no dia 4 de julho, por meio de uma chamada de vídeo. Após alguns dias sem notícias, Cristina procurou amigas da irmã que estão na Espanha por meio das redes sociais. Durante as conversas, ela descobriu que o relacionamento de Mônica era conturbado. "Passaram-se 15 dias, a gente ficou aguardando, ela não retornou mais ligação e a gente ficou aguardando. Aí a menina [a filha] pediu para mandar uma mensagem quando a Espanha ganhou a Copa e eu observei que a mensagem não chegou. Aí comecei a perguntar às amigas se alguém sabia de alguma coisa, foi quando começaram a aparecer coisinhas, como que ela não ia bem no relacionamento, que ele já havia batido nela, ele já cortou a cabeça dela, esse tipo de situação”, disse a irmã. A família não sabe o nome do homem com quem Mônica tem um relacionamento. As únicas informações que os familiares da paraibana possuem são que o homem é da República Dominicana, também é imigrante na Espanha e tem dois filhos. Ao g1, o Itamaraty informou que tem conhecimento do caso e está em contato com a família, a quem tem prestado a assistência consular. O órgão não informou, até a publicação desta reportagem, se há alguma investigação em andamento pelas autoridades espanholas, nem deu detalhes sobre o paradeiro de Mônica. A irmã cobra informações das autoridades. Segundo ela, Polícia Civil e Polícia Federal já foram procuradas. Inclusive, um boletim de ocorrência chegou a ser registrado. "(O consulado) disse que não tem o poder de investigação e que eu tenho que alcançar a Interpol, que é o que eu estou tentando fazer. Eu estou vendo que está muito difícil de conseguir isso. É muito difícil. Uma polícia joga você para um lado, outra para o outro, sabe? E a gente não tem o contato. A gente não consegue resolver isso sem eles", desabafou Cristina. Cristina afirmou ainda que recebeu do Consulado do Brasil na Espanha a informação de que a polícia espanhola teria dito que Mônica estava bem e que a família poderia ficar tranquila. Segundo o relato, a paraibana teria sido vista durante uma abordagem policial há cerca de 20 dias, mas a família afirma que não teve acesso a nenhum registro oficial que confirme a abordagem ou a informação de que Mônica estaria bem. O desaparecimento e relatos de possíveis agressões Paraibana pediu para que cliente guardasse as provas das agressões sofridas Arquivo Pessoal/Cristina Silva Segundo a irmã de Mônica, ela teria ido para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de passar um período no Brasil, retornou ao país europeu em 2024. Em outubro daquele ano, segundo a irmã, ela esteve novamente no Brasil, acompanhada da filha, que tinha quatro anos na época. A criança ficou com a avó, e Mônica retornou à Espanha. A família conseguiu identificar o endereço onde Mônica morava, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet. Durante as tentativas de localizar Mônica, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com a família. Segundo Cristina, a mulher afirmou ter conversado com Mônica e enviou fotos, vídeos e mensagens que havia recebido dela. De acordo com a irmã, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica teria pedido à cliente que guardasse o material porque temia ficar sem o celular. A família não soube informar o motivo pelo qual Mônica teria manifestado esse receio. Cristina afirma que, em algumas das imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família e que seria um possível namorado. A irmã também relata ter recebido fotos nas quais Mônica aparece com as unhas machucadas ou arrancadas, além de informações de que ela teria sido agredida pelo homem. A família também recebeu a informação de que Mônica teria procurado, em algum momento, o SARA (Servicio de Atención, Recuperación y Acogida), serviço de atendimento e acolhimento para mulheres em situação de violência na Catalunha. Além disso, as amigas de Mônica informaram à família que não falavam com ela desde o dia 15 de junho. As informações sobre as supostas agressões foram apresentadas à família por terceiros e, até o momento, não foram confirmadas pelas autoridades espanholas. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

