Cidade do RS estima perdas de até R$ 7 milhões no comércio após apagão de 5 dias A volta da energia elétrica não encerrou os impactos causados pelos dias de apagão em Santa Vitória do Palmar, no Sul do Rio Grande do Sul. Agora, moradores e empresários começam a medir os efeitos financeiros da falta de luz, que atingiram desde lojas e açougues até produtores rurais e pescadores. 🔎 A interrupção no fornecimento, que atingiu as cidades de Santa Vitória do Palmar e Chuí, foi causada pela passagem de um ciclone na última quinta-feira (6). O temporal e a ventania danificaram pelo menos 26 torres de transmissão de energia na região da Lagoa Mirim. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a Associação Comercial e Industrial de Santa Vitória do Palmar, as perdas no comércio podem alcançar R$ 7 milhões. O cálculo integra o levantamento elaborado pelo município para embasar o pedido de decreto de emergência. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santa Vitória do Palmar, Marco Petruzzi, os impactos vão além das perdas imediatas no caixa. "Temos de lembrar que vamos ter uma redução de capital de giro. Vamos ter perda de clientes, cancelamento de pedidos, vamos ter um comprometimento de investimentos. Então, a cidade praticamente parou", pontua Petruzzi. Comércio sente queda Apagão durou cinco dias em Santa Vitória do Palmar Stéfane Costa/ Grupo RBS Nas áreas comerciais da cidade, empresários relatam queda nas vendas, fechamento de estabelecimentos e gastos extras para tentar manter as atividades. A empresária Vera Gonçalves Meireles conta que precisou fechar a loja durante parte do período sem energia e diz que o movimento no centro praticamente desapareceu. "Foi um fracasso. Não tinha movimento no centro. A cidade está bem triste mesmo. Sem luz, o pessoal não sai de casa", relata Vera. A insegurança em relação ao fornecimento de energia também alterou o comportamento dos consumidores. Em um açougue da cidade, o proprietário Jonatan Lucero afirma que as vendas caíram entre 70% e 80%. "O pessoal está consumindo o que tem em casa para não perder e está vindo menos comprar no açougue", comenta Jonatan. Entre os moradores, permanece a preocupação com a conservação dos produtos refrigerados. A moradora Vanessa Bastos relata que tem comprado alimentos apenas para o consumo diário, sem fazer estoque. "A gente compra a comida certinha por dia. Tenho medo que a luz não volte e não ter como manter as coisas na geladeira", confessa. Agropecuária Os prejuízos também atingem o setor agropecuário. A Emater estima perd14867363as de aproximadamente R$ 630 mil. Produtores precisaram recorrer a recursos próprios para manter as atividades. "É um custo que não está previsto. Então, quando acontecem coisas assim, atrapalha bastante", relata o produtor de leite Cristian Rueda. A pesca é outra atividade afetada. De acordo com Alexandre Ludwig dos Santos, presidente da Colônia de Pescadores Z-16, muitos trabalhadores dependem de freezers para produzir gelo e conservar o pescado. Sem energia, parte da produção acabou comprometida. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Cidade do RS estima perdas de até R$ 7 milhões no comércio após ciclone causar apagão de cinco dias
Escrito em 14/08/2026
Cidade do RS estima perdas de até R$ 7 milhões no comércio após apagão de 5 dias A volta da energia elétrica não encerrou os impactos causados pelos dias de apagão em Santa Vitória do Palmar, no Sul do Rio Grande do Sul. Agora, moradores e empresários começam a medir os efeitos financeiros da falta de luz, que atingiram desde lojas e açougues até produtores rurais e pescadores. 🔎 A interrupção no fornecimento, que atingiu as cidades de Santa Vitória do Palmar e Chuí, foi causada pela passagem de um ciclone na última quinta-feira (6). O temporal e a ventania danificaram pelo menos 26 torres de transmissão de energia na região da Lagoa Mirim. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a Associação Comercial e Industrial de Santa Vitória do Palmar, as perdas no comércio podem alcançar R$ 7 milhões. O cálculo integra o levantamento elaborado pelo município para embasar o pedido de decreto de emergência. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santa Vitória do Palmar, Marco Petruzzi, os impactos vão além das perdas imediatas no caixa. "Temos de lembrar que vamos ter uma redução de capital de giro. Vamos ter perda de clientes, cancelamento de pedidos, vamos ter um comprometimento de investimentos. Então, a cidade praticamente parou", pontua Petruzzi. Comércio sente queda Apagão durou cinco dias em Santa Vitória do Palmar Stéfane Costa/ Grupo RBS Nas áreas comerciais da cidade, empresários relatam queda nas vendas, fechamento de estabelecimentos e gastos extras para tentar manter as atividades. A empresária Vera Gonçalves Meireles conta que precisou fechar a loja durante parte do período sem energia e diz que o movimento no centro praticamente desapareceu. "Foi um fracasso. Não tinha movimento no centro. A cidade está bem triste mesmo. Sem luz, o pessoal não sai de casa", relata Vera. A insegurança em relação ao fornecimento de energia também alterou o comportamento dos consumidores. Em um açougue da cidade, o proprietário Jonatan Lucero afirma que as vendas caíram entre 70% e 80%. "O pessoal está consumindo o que tem em casa para não perder e está vindo menos comprar no açougue", comenta Jonatan. Entre os moradores, permanece a preocupação com a conservação dos produtos refrigerados. A moradora Vanessa Bastos relata que tem comprado alimentos apenas para o consumo diário, sem fazer estoque. "A gente compra a comida certinha por dia. Tenho medo que a luz não volte e não ter como manter as coisas na geladeira", confessa. Agropecuária Os prejuízos também atingem o setor agropecuário. A Emater estima perd14867363as de aproximadamente R$ 630 mil. Produtores precisaram recorrer a recursos próprios para manter as atividades. "É um custo que não está previsto. Então, quando acontecem coisas assim, atrapalha bastante", relata o produtor de leite Cristian Rueda. A pesca é outra atividade afetada. De acordo com Alexandre Ludwig dos Santos, presidente da Colônia de Pescadores Z-16, muitos trabalhadores dependem de freezers para produzir gelo e conservar o pescado. Sem energia, parte da produção acabou comprometida. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

