MP pede afastamento de 5 conselheiras tutelares em Ribeirão Preto O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu à Justiça o afastamento imediato de cinco conselheiras tutelares de Ribeirão Preto (SP) por suposta omissão no caso da morte de Sophia Emanuelly dos Santos, de 3 anos, ocorrida em fevereiro deste ano. A Promotoria também requer a cassação definitiva dos mandatos e a proibição de que elas disputem novas eleições para o cargo pelos próximos oito anos. Sophia morreu após ser vítima de sucessivas agressões. Ela chegou a ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu. Exames apontaram múltiplas lesões pelo corpo, desnutrição grave, fratura, edema cerebral e sinais compatíveis com esganadura. Os acusados pelo crime são o avô materno da criança, José dos Santos, de 42 anos, e a companheira dele, Karen Tamires Marques, de 33 anos. Em depoimento à polícia, Karen afirmou que não gostava da menina e disse que ela morreu porque "não queria comer". Os dois foram denunciados pelo Ministério Público e aguardam julgamento presos. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp José dos Santos e Karen Tamires Marques são suspeitos de envolvimento na morte da neta dele, de 3 anos, em Ribeirão Preto, SP Redes sociais Em nota, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) informou que o órgão e o Conselho Tutelar são criados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para proteger a infância, mas possuem funções e naturezas totalmente diferentes. Mas, no caso de notificações sobre irregularidades, é possível a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar pelo CMDCA. Denúncias anteriores Segundo o promotor de Justiça Moacir Tonani Júnior, a avó de Sophia, que mora em Itapetininga (SP), já havia percebido marcas no corpo da neta e acionado o Conselho Tutelar antes da morte da criança. “No dia 7 de abril de 2025, a avó procurou o Conselho Tutelar de Itapetininga, relatando que não gostando do comportamento da menina, que tinha visto machucados, estava muito magra. Após um novo contato no dia 10 de abril de 2025, ela notou que a menina tinha machucados ao longo do corpo, estava mais magra ainda e novamente levou os fatos ao Conselho Tutelar de Itapetininga. O órgão resolveu formalizar a denúncia da avó ao conselho de Ribeirão Preto”, diz o promotor. O promotor de Justiça Moacir Tonani Júnior atua em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV De acordo com o Ministério Público, um documento obtido durante as investigações mostra que o Conselho Tutelar registrou uma visita à residência onde Sophia morava com o avô, em Ribeirão Preto. Como ninguém foi encontrado no local e o telefone informado não atendia, o caso foi encerrado. "Neste endereço não encontro ninguém morando. O telefone só dá caixa-postal. Aguardar nova denúncia", consta no registro feito por uma conselheira. Para a Promotoria, a atuação foi insuficiente diante da gravidade dos indícios relatados. “Nós temos uma rede protetiva em Ribeirão. Poderia ter entrado em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, de Assistência Social, Educação. Comunicado os fatos à polícia, ao Ministério Público, ao poder judiciário, para que realizasse busca ativa dessa família, onde estariam residindo. Nada veio aos autos, o que nos leva a concluir que tão somente foi feita uma visita domiciliar no endereço apontado onde o avô residia com a criança e a companheira”, afirma Tonani Júnior. "Neste endereço não encontro ninguém morando. O telefone só dá caixa-postal. Aguardar nova denúncia", consta no registro feito por uma conselheira tutelar de Ribeirão Preto, SP Reprodução/Câmeras de segurança Pedido de afastamento Na ação, o Ministério Público sustenta que houve omissão e negligência das profissionais responsáveis pelo atendimento do caso, o que teria permitido a continuidade das agressões sofridas pela menina até sua morte. Segundo a Promotoria, as conselheiras descumpriram deveres legais, deixaram de adotar medidas necessárias para proteger a criança e demonstraram falta de preparo para o exercício da função. “O que nós queremos é mais rápido possível o afastamento imediato dessas conselheiras, porque mantê-las no cargo até o termino definitivo do processo poderá ocasionar sérios prejuízos às crianças e aos adolescentes da nossa cidade.” As cinco profissionais integram o Conselho Tutelar 3, que funciona na Rua Floriano Peixoto, na região central de Ribeirão Preto. A equipe da EPTV, afiliada da TV Globo, foi ao local para buscar um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta. A Promotoria destaca que o acolhimento de denúncias e a atuação integrada entre Conselho Tutelar, assistência social, saúde e demais órgãos públicos são essenciais para prevenir situações de violência contra crianças e adolescentes. Conselho Tutelar 3 na Rua Floriano Peixoto, em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca
MP pede afastamento de cinco conselheiras tutelares por suposta omissão em caso de menina morta após agressões em Ribeirão Preto
Escrito em 05/08/2026
MP pede afastamento de 5 conselheiras tutelares em Ribeirão Preto O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu à Justiça o afastamento imediato de cinco conselheiras tutelares de Ribeirão Preto (SP) por suposta omissão no caso da morte de Sophia Emanuelly dos Santos, de 3 anos, ocorrida em fevereiro deste ano. A Promotoria também requer a cassação definitiva dos mandatos e a proibição de que elas disputem novas eleições para o cargo pelos próximos oito anos. Sophia morreu após ser vítima de sucessivas agressões. Ela chegou a ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu. Exames apontaram múltiplas lesões pelo corpo, desnutrição grave, fratura, edema cerebral e sinais compatíveis com esganadura. Os acusados pelo crime são o avô materno da criança, José dos Santos, de 42 anos, e a companheira dele, Karen Tamires Marques, de 33 anos. Em depoimento à polícia, Karen afirmou que não gostava da menina e disse que ela morreu porque "não queria comer". Os dois foram denunciados pelo Ministério Público e aguardam julgamento presos. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp José dos Santos e Karen Tamires Marques são suspeitos de envolvimento na morte da neta dele, de 3 anos, em Ribeirão Preto, SP Redes sociais Em nota, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) informou que o órgão e o Conselho Tutelar são criados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para proteger a infância, mas possuem funções e naturezas totalmente diferentes. Mas, no caso de notificações sobre irregularidades, é possível a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar pelo CMDCA. Denúncias anteriores Segundo o promotor de Justiça Moacir Tonani Júnior, a avó de Sophia, que mora em Itapetininga (SP), já havia percebido marcas no corpo da neta e acionado o Conselho Tutelar antes da morte da criança. “No dia 7 de abril de 2025, a avó procurou o Conselho Tutelar de Itapetininga, relatando que não gostando do comportamento da menina, que tinha visto machucados, estava muito magra. Após um novo contato no dia 10 de abril de 2025, ela notou que a menina tinha machucados ao longo do corpo, estava mais magra ainda e novamente levou os fatos ao Conselho Tutelar de Itapetininga. O órgão resolveu formalizar a denúncia da avó ao conselho de Ribeirão Preto”, diz o promotor. O promotor de Justiça Moacir Tonani Júnior atua em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV De acordo com o Ministério Público, um documento obtido durante as investigações mostra que o Conselho Tutelar registrou uma visita à residência onde Sophia morava com o avô, em Ribeirão Preto. Como ninguém foi encontrado no local e o telefone informado não atendia, o caso foi encerrado. "Neste endereço não encontro ninguém morando. O telefone só dá caixa-postal. Aguardar nova denúncia", consta no registro feito por uma conselheira. Para a Promotoria, a atuação foi insuficiente diante da gravidade dos indícios relatados. “Nós temos uma rede protetiva em Ribeirão. Poderia ter entrado em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, de Assistência Social, Educação. Comunicado os fatos à polícia, ao Ministério Público, ao poder judiciário, para que realizasse busca ativa dessa família, onde estariam residindo. Nada veio aos autos, o que nos leva a concluir que tão somente foi feita uma visita domiciliar no endereço apontado onde o avô residia com a criança e a companheira”, afirma Tonani Júnior. "Neste endereço não encontro ninguém morando. O telefone só dá caixa-postal. Aguardar nova denúncia", consta no registro feito por uma conselheira tutelar de Ribeirão Preto, SP Reprodução/Câmeras de segurança Pedido de afastamento Na ação, o Ministério Público sustenta que houve omissão e negligência das profissionais responsáveis pelo atendimento do caso, o que teria permitido a continuidade das agressões sofridas pela menina até sua morte. Segundo a Promotoria, as conselheiras descumpriram deveres legais, deixaram de adotar medidas necessárias para proteger a criança e demonstraram falta de preparo para o exercício da função. “O que nós queremos é mais rápido possível o afastamento imediato dessas conselheiras, porque mantê-las no cargo até o termino definitivo do processo poderá ocasionar sérios prejuízos às crianças e aos adolescentes da nossa cidade.” As cinco profissionais integram o Conselho Tutelar 3, que funciona na Rua Floriano Peixoto, na região central de Ribeirão Preto. A equipe da EPTV, afiliada da TV Globo, foi ao local para buscar um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta. A Promotoria destaca que o acolhimento de denúncias e a atuação integrada entre Conselho Tutelar, assistência social, saúde e demais órgãos públicos são essenciais para prevenir situações de violência contra crianças e adolescentes. Conselho Tutelar 3 na Rua Floriano Peixoto, em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca

