Jovem que sobreviveu a açaí envenenado escreveu carta para defender inocência da namorada O jovem que sobreviveu a uma ingestão de açaí envenenado em Ribeirão Preto (SP) apresentou uma carta escrita à mão às autoridades para reforçar que acredita na inocência da namorada, Larissa de Souza, atualmente investigada como suspeita de ter tentado matá-lo com chumbinho. O documento foi entregue pela advogada de Adenilson Ferreira Parente no fim de março, antes da nova fase de investigações determinada pelo Ministério Público para esclarecer os fatos. "Reafirmo tudo o que disse para a polícia quando estava no hospital. Acredito muito que minha esposa não tentou me envenenar e jamais quero vê-la processada ou presa", registrou na carta, anexada ao processo do caso. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em fevereiro, Adenilson precisou ser internado na UTI após comer açaí com a namorada em uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona leste da cidade, mas sobreviveu e passa bem. Carta escrita por Adenilson Parente afirmando acreditar na inocência da namorada em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Larissa, que não está presa, chegou a ser indiciada por tentativa de homicídio após análises confirmarem a presença de chumbinho no açaí consumido pelo jovem, mas o Ministério Público pediu mais investigações à Polícia Civil. Na terça-feira (7), Adenilson foi uma das pessoas ouvidas e reafirmou acreditar na inocência da namorada, bem como que o copo de açaí que comeu estava lacrado. Também houve depoimentos de uma irmã dele e da funcionária da loja que vendeu o produto. Para a Promotoria, que quer mais informações sobre como o açaí foi envenenado, existe uma suspeita de que a namorada tenha tentado matar Adenilson para ficar com R$ 20 mil que ele havia conseguido com a venda de um carro. LEIA TAMBÉM Jovem envenenado com chumbinho no açaí diz ainda acreditar que namorada é inocente após indiciamento dela Polícia apura se jovem envenenou açaí do namorado para ficar com R$ 20 mil em dinheiro vivo dele Suspeita de envenenar açaí falou para namorado ir à UPA para fazer 'limpeza estomacal' quando ele começou a passar mal Açaí envenenado: celular de suspeita foi resetado um dia após ela saber que estava sendo investigada, diz polícia Leite condensado em copo de açaí pode ajudar polícia no caso de envenenamento Jovem que passou mal após comer açaí com chumbinho acredita na inocência da namorada Açaí com chumbinho: o que se sabe sobre caso de envenenamento em Ribeirão Preto 'Açaí estava lacrado' Na carta entregue à polícia, Adenilson também disse que, no dia dos fatos, não ocorreu nada suspeito para acreditar que o copo tenha sido violado. "Quando eu fui comer meu açaí ele estava lacrado da forma que pegamos na loja. Já comi açaí e sei verificar quando ele está mexido. Acredito que Larissa não tenha tentado adulterar meu açaí." Substância encontrada em copo de açaí consumido por jovem que passou mal em Ribeirão Preto, SP, é terbufós Reprodução/g1 Por fim, ele ainda relatava que queria que tudo terminasse logo. "Essa situação tem causado muito transtorno e tristeza a mim e minha esposa. Buscamos ficar em harmonia e paz", finalizou. Na entrevista concedida esta semana, Adenilson afirmou que não foi forçado por ninguém a produzir a carta. Carta não impacta investigação, mas pode influenciar no futuro, diz MP Responsável pelo pedido de novas investigações do caso, o promotor de Justiça Eliseu Berardo avalia que, para a apuração do crime, neste momento, a carta não tem peso nem interfere nas diligências, que ocorrem independentemente da vontade da vítima. "Não é um crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima. Então, se a vítima quer ou não quer, não tem qualquer influência", analisa. Adenilson Ferreira Parente prestou depoimento à Polícia Civil após tomar açaí envenenado em Ribeirão Preto (SP). Aurélio Sal/EPTV Por outro lado, Berardo ressalta que, em uma eventual situação de o caso ser levado a um júri popular, esse elemento pode influenciar a decisão dos participantes. "Esse posicionamento dele poderá sim ter influência perante um conselho de sentença, se esse caso for levado o julgamento pelo tribunal popular, porque aí nós estaremos diante daquela situação, os jurados vão conhecer os fatos e vão saber: 'se nem a vítima quer a condenação dela, por que nós, jurados, colocando-nos na posição deles, iríamos condená-lo?.' Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
Jovem que sobreviveu a açaí envenenado escreveu carta para defender inocência da namorada: 'Jamais quero vê-la processada'
Escrito em 08/04/2026
Jovem que sobreviveu a açaí envenenado escreveu carta para defender inocência da namorada O jovem que sobreviveu a uma ingestão de açaí envenenado em Ribeirão Preto (SP) apresentou uma carta escrita à mão às autoridades para reforçar que acredita na inocência da namorada, Larissa de Souza, atualmente investigada como suspeita de ter tentado matá-lo com chumbinho. O documento foi entregue pela advogada de Adenilson Ferreira Parente no fim de março, antes da nova fase de investigações determinada pelo Ministério Público para esclarecer os fatos. "Reafirmo tudo o que disse para a polícia quando estava no hospital. Acredito muito que minha esposa não tentou me envenenar e jamais quero vê-la processada ou presa", registrou na carta, anexada ao processo do caso. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em fevereiro, Adenilson precisou ser internado na UTI após comer açaí com a namorada em uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona leste da cidade, mas sobreviveu e passa bem. Carta escrita por Adenilson Parente afirmando acreditar na inocência da namorada em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Larissa, que não está presa, chegou a ser indiciada por tentativa de homicídio após análises confirmarem a presença de chumbinho no açaí consumido pelo jovem, mas o Ministério Público pediu mais investigações à Polícia Civil. Na terça-feira (7), Adenilson foi uma das pessoas ouvidas e reafirmou acreditar na inocência da namorada, bem como que o copo de açaí que comeu estava lacrado. Também houve depoimentos de uma irmã dele e da funcionária da loja que vendeu o produto. Para a Promotoria, que quer mais informações sobre como o açaí foi envenenado, existe uma suspeita de que a namorada tenha tentado matar Adenilson para ficar com R$ 20 mil que ele havia conseguido com a venda de um carro. LEIA TAMBÉM Jovem envenenado com chumbinho no açaí diz ainda acreditar que namorada é inocente após indiciamento dela Polícia apura se jovem envenenou açaí do namorado para ficar com R$ 20 mil em dinheiro vivo dele Suspeita de envenenar açaí falou para namorado ir à UPA para fazer 'limpeza estomacal' quando ele começou a passar mal Açaí envenenado: celular de suspeita foi resetado um dia após ela saber que estava sendo investigada, diz polícia Leite condensado em copo de açaí pode ajudar polícia no caso de envenenamento Jovem que passou mal após comer açaí com chumbinho acredita na inocência da namorada Açaí com chumbinho: o que se sabe sobre caso de envenenamento em Ribeirão Preto 'Açaí estava lacrado' Na carta entregue à polícia, Adenilson também disse que, no dia dos fatos, não ocorreu nada suspeito para acreditar que o copo tenha sido violado. "Quando eu fui comer meu açaí ele estava lacrado da forma que pegamos na loja. Já comi açaí e sei verificar quando ele está mexido. Acredito que Larissa não tenha tentado adulterar meu açaí." Substância encontrada em copo de açaí consumido por jovem que passou mal em Ribeirão Preto, SP, é terbufós Reprodução/g1 Por fim, ele ainda relatava que queria que tudo terminasse logo. "Essa situação tem causado muito transtorno e tristeza a mim e minha esposa. Buscamos ficar em harmonia e paz", finalizou. Na entrevista concedida esta semana, Adenilson afirmou que não foi forçado por ninguém a produzir a carta. Carta não impacta investigação, mas pode influenciar no futuro, diz MP Responsável pelo pedido de novas investigações do caso, o promotor de Justiça Eliseu Berardo avalia que, para a apuração do crime, neste momento, a carta não tem peso nem interfere nas diligências, que ocorrem independentemente da vontade da vítima. "Não é um crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima. Então, se a vítima quer ou não quer, não tem qualquer influência", analisa. Adenilson Ferreira Parente prestou depoimento à Polícia Civil após tomar açaí envenenado em Ribeirão Preto (SP). Aurélio Sal/EPTV Por outro lado, Berardo ressalta que, em uma eventual situação de o caso ser levado a um júri popular, esse elemento pode influenciar a decisão dos participantes. "Esse posicionamento dele poderá sim ter influência perante um conselho de sentença, se esse caso for levado o julgamento pelo tribunal popular, porque aí nós estaremos diante daquela situação, os jurados vão conhecer os fatos e vão saber: 'se nem a vítima quer a condenação dela, por que nós, jurados, colocando-nos na posição deles, iríamos condená-lo?.' Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

