Associação denuncia suposto racismo religioso durante ação da PM em terreiro de Manaus

Escrito em 29/06/2026


Associação denuncia suposto racismo religioso durante ação da PM em terreiro de Manaus Reprodução/Redes Sociais A Associação Religiosa Afro-Brasileira no Amazonas (Aratrama) denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) e à Ouvidoria-Geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas uma suposta ação de racismo religioso, injúria racial e abuso de autoridade. O caso teria ocorrido durante uma ocorrência da Polícia Militar em um terreiro na Zona Norte de Manaus. Segundo a entidade, o episódio aconteceu na noite de sábado (27), durante os festejos de São João e do Turco Jatuarana, no Centro Religioso Mina Jêje-Nagô Nossa Senhora da Conceição. De acordo com a Aratrama, policiais militares invadiram o local durante a celebração religiosa. A Aratrama afirma que a ação representou um ato de intolerância religiosa contra a comunidade tradicional de matriz africana. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Após a denúncia, a Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar do Amazonas instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias da ocorrência e a atuação dos agentes envolvidos. Agora no g1 A Aratrama informou ainda que representantes das comunidades tradicionais de terreiro devem se reunir com o comando da Polícia Militar entre terça-feira (30) e quarta-feira (1º). Segundo a entidade, o encontro tem como objetivo discutir medidas de proteção às religiões de matriz africana e retomar compromissos firmados em um Termo de Ajustamento de Conduta assinado em 2014. Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que tomou conhecimento das denúncias e afirmou que não orienta nem admite ações contra manifestações religiosas realizadas dentro da legalidade. A corporação destacou que respeita a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos. A PM também confirmou a instauração do Inquérito Policial Militar e afirmou que não tolera atos de discriminação, ofensa ou violência motivados por crença ou religião. Segundo a corporação, caso sejam constatadas irregularidades, serão adotadas as medidas administrativas e legais cabíveis.