Quem são os 15 alvos da operação que mira núcleo financeiro do Comando Vermelho em MT

Escrito em 01/08/2026


Paulo Witer Farias Paelo, O "W.T."; Katani Adorno Bocardi; Emerson Ferreira Lima, o "Gordão"; Dayane Karol Moreira da Silva; Alex Júnior Santos de Alencar, o "Soldado" e Brunno Passos da Silva, o "Bruninho" Montagem g1 Ao todo, 15 pessoas são investigadas na Operação Replay, que mira o núcleo financeiro da facção criminosa Comando Vermelho e resultou no cumprimento de mandados de prisão em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro, nessa quinta-feira (30). A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia informado quantos investigados foram presos e quantos permaneciam foragidos. O g1 apurou a identidade dos alvos da operação. Os investigados são: Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "W.T."; Emerson Ferreira Lima, o "Gordão" ou "GD"; Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como "Soldado"; Wellen de Amorim Gomes; Aldemir de Assis Campos, o "Tucão"; Giselly Breier Streck; Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima; Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de Paulo Witer Farias Paelo; Dayane Karol Moreira da Silva; Jhonatan Alves Ventura; Brunno Passos da Silva, conhecido como "Brunninho"; Paulo Vinicius Gabriel de Araújo; Wires Alves Guerra; Nagilda Cândida Ferreira Lima; Fernando Wagner Moraes Amorim. O g1 tenta localizar a defesa dos citados. A prisão mais recente foi a de Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima, conhecido como "Gordão", na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo após desembarcar de uma viagem a Paris, na França. Segundo a investigação, ela passou a ser monitorada pela Polícia Federal quando chegou em São Paulo e foi presa ao desembarcar em Mato Grosso. Esposa de investigado por esquema de lavagem de dinheiro é presa ao desembarcar em MT De acordo com o delegado Vitor Hugo Caetano, Katani exercia um papel estratégico na movimentação financeira investigada e atuava ao lado de Paulo Witer Farias Paelo, o "W.T.", apontado pela Polícia Civil como o tesoureiro da organização criminosa. O marido de Katani foi preso nessa quinta-feira. Também foram presos a advogada Dayane Karol Moreira da Silva e os jogadores de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como "Soldado", e Brunno Passos da Silva, chamado de "Brunninho". Já W.T., que está preso desde 2024, teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido. Papéis na organização Segundo a Polícia Civil, cada investigado exercia uma função específica para manter o funcionamento da estrutura financeira da facção. As investigações apontam que "W.T." continuava comandando parte das operações mesmo preso. Conforme a apuração, ele utilizava aparelhos celulares dentro da PCE para manter contato com integrantes que estavam em liberdade e repassar ordens relacionadas à movimentação de dinheiro, aquisição de bens e ocultação de patrimônio. O g1 questionou como ele mantinha os aparelhos dentro da unidade prisional, mas a Polícia Civil não informou detalhes para, segundo eles, não atrapalhar as investigações. Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "W.T." Reprodução A advogada Dayane Karol Moreira da Silva, conforme a investigação, era responsável por regularizar documentos de imóveis registrados em nome de terceiros para conferir aparência de legalidade ao patrimônio do grupo. Já Alex Júnior Santos de Alencar é apontado como um dos principais operadores de "W.T." fora da prisão, enquanto Brunno Passos da Silva mantinha contato direto com o apontado tesoureiro e auxiliava no cumprimento das determinações repassadas por ele. R$ 38 milhões bloqueados Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores ligados ao grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, foram sequestrados aproximadamente R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo, incluindo propriedades de alto padrão em Santa Catarina. Também foram bloqueados cerca de R$ 18 milhões em ativos financeiros, totalizando aproximadamente R$ 38 milhões em patrimônio indisponibilizado. A Operação Replay é resultado das investigações iniciadas nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. De acordo com a Polícia Civil, mesmo após as fases anteriores da investigação e a prisão de "W.T.", a organização criminosa conseguiu manter ativa a estrutura financeira, movimentando recursos, ocultando patrimônio e utilizando pessoas de confiança para dar continuidade às atividades ilícitas. A nova fase da operação busca desarticular justamente esse núcleo responsável por administrar e preservar o patrimônio da facção.