Golpista presa por se passar por adolescente ficou em abrigo para menores em situação de vulnerabilidade no RS

Escrito em 05/06/2026


Mulher de 37 anos finge ter 12 e é presa por estelionato 1 ano após ser adotada em SC Amanda Maria Souza de Oliveira, 37, a mulher que foi presa após viver 14 meses como filha adotiva de uma família em Santa Catarina dizendo ter 12 anos, teria cometido uma série de crimes semelhantes no Rio Grande do Sul, segundo a Polícia Civil do estado. Há registros envolvendo o nome dela em ao menos cinco cidades gaúchas. Em 2021, em Porto Alegre, ela teria enganado as autoridades e ficado em um abrigo para menores em situação de vulnerabilidade. A farda sobre a idade só foi descoberta, à época, após uma perícia ser realizada e descobrir a real idade da mulher. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Também em 2021, uma investigação da 2ª delegacia Polícia Civil de Cachoeirinha prendeu Amanda preventivamente por estelionato consumado. Ela ficou seis meses presa pelo crime e saiu em junho de 2022 da cadeia. No caso, ela dizia ser Gabriele, de 11 anos. Já em Pinto Bandeira, na Serra, Amanda teria ido para um hospital contando que era vítima de uma rede de exploração sexual de adolescentes. O Conselho Tutelar da cidade desconfiou da aparência e chamou a Brigada Militar. Ela foi autuada em flagrante por uso de documento falso, mas não ficou presa. Modus operandi Para o delegado Mocciaro, a suspeita desenvolveu um modo de agir para enganar vítimas e autoridades. Segundo ele, Amanda "usa o sistema a favor do intuito criminoso", ao forjar situações em que aparece como vítima. De acordo com o delegado, ela registrava ocorrências dizendo ter sido vítima de crimes sexuais ou até mesmo de desaparecimento. Ao se apresentar como menor de idade, buscava atendimento em serviços de saúde e acolhimento em abrigos, o que permitia obter documentos oficiais. O delegado afirma que, para reforçar a narrativa, a mulher também alegava ter problemas de saúde. A combinação dessas versões com a aparência física favorecia o convencimento. O que diz a defesa Fui nomeado defensor dativo da investigada, uma vez que a Defensoria Pública não atua perante o Juízo de Garantias da Comarca de Joinville. Após a análise dos autos e entrevista com a custodiada, a defesa identificou elementos que justificaram o pedido de realização de exame de sanidade mental. O requerimento foi acolhido pelo Juízo, que determinou a realização de perícia oficial para avaliação de sua condição psíquica. Neste momento, a investigada permanece à disposição da Justiça em razão da decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e da necessidade de realização do exame pericial já determinado. A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica, que poderá contribuir para o adequado esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso e para a adoção das medidas processuais cabíveis. Infográfico - Falsa adolescente Arte/g1 Mulher de 37 anos 'adotada' após fingir ter 12 anos (Foto: Polícia Civil/Reprodução) VÍDEOS: Tudo sobre o RS