Levino da Costa de Jesus viveu por 19 anos na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Cidade Ozanan, em Pará de Minas Marisa Melo/Divulgação Funcionários, moradores e voluntários da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Cidade Ozanan se despediram, no domingo (19), de Levino da Costa de Jesus. Ele morreu aos 119 anos, em Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Agricultor durante grande parte da vida, Levino atravessou mais de um século guiado pela fé e pela simplicidade. Ele costumava repetir a filosofia que marcou sua trajetória: "O mal não convém não, só o bem". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Conhecido como senhor Levino, ele vivia na instituição desde os 100 anos. Ao longo dos últimos 19 anos, tornou-se uma das pessoas mais queridas do local. Segundo a instituição, o idoso continuava se alimentando sozinho, fazia questão de conversar com todos e mantinha um sorriso que alegrava a rotina do lar. Idoso completa 118 anos com lucidez, fé e lições de paz em Pará de Minas Para quem conviveu com senhor Levino durante quase duas décadas na Cidade Ozanan, o maior legado não foi a longevidade, mas a forma como ele escolheu viver. Em uma homenagem publicada nas redes sociais, a psicóloga Regina Oliveira, que acompanhou o idoso na instituição, lembrou que ele fez amigos, participava das celebrações religiosas, cantava no coral e encontrava motivos para agradecer todos os dias. Segundo Regina, senhor Levino demonstrava alegria nas pequenas coisas e ensinava, pelo exemplo, que a felicidade estava na simplicidade da vida. Ao lembrar os últimos momentos de convivência, Regina destacou uma frase que, para ela, resume o legado deixado pelo idoso: "A vida boa requer paz, amizade; briga, não." A psicóloga afirmou que, após 119 anos de vida, senhor Levino deixou como legado valores que considerava essenciais, como a paz, a amizade e o amor. Antes de responder a uma pergunta, senhor Levino costumava pedir licença. Ao entrar na capela, ajeitava cuidadosamente a boina em sinal de respeito. A lucidez já alternava entre momentos de maior e menor clareza, mas a ternura permanecia intacta. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, senhor Levino participava das celebrações religiosas, gostava de cantar no coral da instituição e fazia amigos com facilidade. Todos os dias, encontrava um motivo para agradecer. Uma vida inteira no campo Levino da Costa de Jesus morreu aos 119 anos em Pará de Minas Cidasde Ozanan/Divulgação Nascido em 6 de maio de 1907, na comunidade de Ascensão, em Pará de Minas, Levino da Costa de Jesus trabalhou como agricultor e construiu a vida na zona rural. Ele era o último sobrevivente entre os quatro irmãos. Aos 100 anos, Levino passou a morar na Cidade Ozanan, depois que uma vizinha, responsável por ajudá-lo nos cuidados diários, não conseguiu mais prestar assistência. Desde então, encontrou na instituição um novo lar. Mesmo usando cadeira de rodas nos últimos anos, Levino preservava parte da independência nas atividades do dia a dia e fazia questão de conviver com os demais moradores. LEIA TAMBÉM: Senador Cleitinho e gêmeo doaram medula para tentar salvar irmão com leucemia Lula lamenta morte de Matheus Azevedo, irmão do senador Cleitinho Conheça o instituto público-privado destaque na ONU Uma história que chamou atenção Em maio de 2025, quando completou 118 anos, o g1 contou a história de senhor Levino. Embora documentos, como a certidão de nascimento, indicassem que ele nasceu em 1907, a idade dele nunca foi oficialmente validada por organizações internacionais especializadas no reconhecimento de supercentenários. Sem essa certificação, Levino não aparecia nos rankings mundiais de longevidade. Para quem convivia diariamente com ele, porém, os números nunca foram o mais importante. Mais do que pela idade, senhor Levino será lembrado pela forma como escolheu viver. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
Idoso centenário que levava a vida com fé e simplicidade morre em asilo aos 119 anos em MG
Escrito em 21/07/2026
Levino da Costa de Jesus viveu por 19 anos na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Cidade Ozanan, em Pará de Minas Marisa Melo/Divulgação Funcionários, moradores e voluntários da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Cidade Ozanan se despediram, no domingo (19), de Levino da Costa de Jesus. Ele morreu aos 119 anos, em Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Agricultor durante grande parte da vida, Levino atravessou mais de um século guiado pela fé e pela simplicidade. Ele costumava repetir a filosofia que marcou sua trajetória: "O mal não convém não, só o bem". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Conhecido como senhor Levino, ele vivia na instituição desde os 100 anos. Ao longo dos últimos 19 anos, tornou-se uma das pessoas mais queridas do local. Segundo a instituição, o idoso continuava se alimentando sozinho, fazia questão de conversar com todos e mantinha um sorriso que alegrava a rotina do lar. Idoso completa 118 anos com lucidez, fé e lições de paz em Pará de Minas Para quem conviveu com senhor Levino durante quase duas décadas na Cidade Ozanan, o maior legado não foi a longevidade, mas a forma como ele escolheu viver. Em uma homenagem publicada nas redes sociais, a psicóloga Regina Oliveira, que acompanhou o idoso na instituição, lembrou que ele fez amigos, participava das celebrações religiosas, cantava no coral e encontrava motivos para agradecer todos os dias. Segundo Regina, senhor Levino demonstrava alegria nas pequenas coisas e ensinava, pelo exemplo, que a felicidade estava na simplicidade da vida. Ao lembrar os últimos momentos de convivência, Regina destacou uma frase que, para ela, resume o legado deixado pelo idoso: "A vida boa requer paz, amizade; briga, não." A psicóloga afirmou que, após 119 anos de vida, senhor Levino deixou como legado valores que considerava essenciais, como a paz, a amizade e o amor. Antes de responder a uma pergunta, senhor Levino costumava pedir licença. Ao entrar na capela, ajeitava cuidadosamente a boina em sinal de respeito. A lucidez já alternava entre momentos de maior e menor clareza, mas a ternura permanecia intacta. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, senhor Levino participava das celebrações religiosas, gostava de cantar no coral da instituição e fazia amigos com facilidade. Todos os dias, encontrava um motivo para agradecer. Uma vida inteira no campo Levino da Costa de Jesus morreu aos 119 anos em Pará de Minas Cidasde Ozanan/Divulgação Nascido em 6 de maio de 1907, na comunidade de Ascensão, em Pará de Minas, Levino da Costa de Jesus trabalhou como agricultor e construiu a vida na zona rural. Ele era o último sobrevivente entre os quatro irmãos. Aos 100 anos, Levino passou a morar na Cidade Ozanan, depois que uma vizinha, responsável por ajudá-lo nos cuidados diários, não conseguiu mais prestar assistência. Desde então, encontrou na instituição um novo lar. Mesmo usando cadeira de rodas nos últimos anos, Levino preservava parte da independência nas atividades do dia a dia e fazia questão de conviver com os demais moradores. LEIA TAMBÉM: Senador Cleitinho e gêmeo doaram medula para tentar salvar irmão com leucemia Lula lamenta morte de Matheus Azevedo, irmão do senador Cleitinho Conheça o instituto público-privado destaque na ONU Uma história que chamou atenção Em maio de 2025, quando completou 118 anos, o g1 contou a história de senhor Levino. Embora documentos, como a certidão de nascimento, indicassem que ele nasceu em 1907, a idade dele nunca foi oficialmente validada por organizações internacionais especializadas no reconhecimento de supercentenários. Sem essa certificação, Levino não aparecia nos rankings mundiais de longevidade. Para quem convivia diariamente com ele, porém, os números nunca foram o mais importante. Mais do que pela idade, senhor Levino será lembrado pela forma como escolheu viver. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

