Pai agradece empenho dos médicos após morte de gêmeas unidas pela cabeça em cirurgia: 'mais vitórias que derrotas'

Escrito em 20/08/2026


Pai das gêmeas unidas pela cabeça que morreram em cirurgia agradece empenho dos médicos Amarildo Batista da Silva, pai das gêmeas unidas pela cabeça que morreram em cirurgia no último final de semana, agradeceu o empenho dos médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Em vídeo divulgado pelo hospital, ele se despediu da cidade, onde permaneceu por conta do acompanhamento das filhas, e disse estar voltando para São José dos Campos (SP). "Eu tenho certeza que vocês têm muito mais vitórias do que derrotas. Isso não se torna derrota. Fique forte e continue com fé em Deus", disse Amarildo, sobre os médicos que participaram da cirurgia. 📱 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O procedimento em Heloísa e Helena, de 2 anos e sete meses, envolveu mais de 50 profissionais da saúde e de apoio e era esperado desde 2024, quando começou o planejamento do hospital. Depois de quatro etapas bem sucedidas, as gêmeas passaram pela separação definitiva, mas não resistiram. A equipe médica responsável disse que as gêmeas tiveram instabilidade hemodinâmica e instabilidade da pressão arterial durante o procedimento. 🔎Instabilidade hemodinâmica é quando o sistema cardiovascular é incapaz de manter o fluxo sanguíneo adequado e a pressão arterial nos órgãos vitais. A instabilidade da pressão arterial é o principal sinal desta condição e pode levar à falência múltipla dos órgãos. O pai das pacientes destacou o esforço dos profissionais, apesar do resultado. "Só tenho a agradecer. Quero que os doutores da cirurgia e da pediatria, inclusive o pessoal de serviços gerais, que sempre conversaram com a gente. Eu queria que vocês continuassem na força", disse Amarildo. Amarildo Batista da Silva agradece empenho dos médicos do HC de Ribeirão Preto (SP) após perder as filhas em cirurgia de separação da cabeça Divulgação/Hospital das Clínicas LEIA MAIS Gêmeas que nasceram unidas pela cabeça morrem em cirurgia final de separação Gêmeas siamesas apresentaram falha no sistema cardiovascular antes de morrerem, diz HC Heloísa e Helena, de 2 anos, são gêmeas que nasceram unidas pela cabeça em São José dos Campos (SP) e estão em acompanhamento no HC de Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Cirurgia em etapas As gêmeas morreram um ano após o início do processo. Desde agosto de 2025, elas passaram por quatro operações bem sucedidas, em Ribeirão Preto. A equipe médica optou por dividir a separação em etapas, para reduzir os riscos e preparar as estruturas compartilhadas pelas meninas. A primeira cirurgia, em 23 de agosto de 2025, concluiu cerca de 25% da separação planejada. A segunda, em novembro, durou cerca de dez horas. Na terceira, em 28 de fevereiro deste ano, os médicos informaram ter alcançado aproximadamente 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos compartilhados. A quarta etapa, em 21 de março, teve outro objetivo. Os médicos instalaram bolsas expansoras para aumentar a quantidade de pele disponível na cabeça das duas, necessária para fechar os crânios depois da separação definitiva. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca