EUA e Irã voltam a entrar em combate na região do Estreito de Ormuz A Guarda Revolucionária do Irã afirmou em comunicado divulgado à mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (14) que cerca de 30 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz com a permissão de Teerã desde a noite desta quarta-feira (13). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo fonte da agência de notícias iraniana Fars, o trânsito de navios da China pela rota foi retomado após um entendimento entre os dois países. O anúncio das Forças Armadas iranianas não dá detalhes sobre a nacionalidade das embarcações que tiveram sua passagem autorizada, mas ocorre em meio à visita oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua delegação a Pequim, a capital chinesa. Navios parados no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, no Irã Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA Após o primeiro encontro entre Trump e Xi, um funcionário da Casa Branca afirmou à agência Reuters que os líderes concordaram que o estreito deveria permanecer aberto e que o Irã jamais deveria obter armas nucleares. Em entrevista à CNBC nesta quinta, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse acreditar que a China, que é uma aliada próxima do Irã e sua principal compradora de petróleo, "faria o que pudesse" para ajudar a abrir o estreito, o que, segundo ele, era "de grande interesse para eles". O Irã tem permitido a passagem ocasional de navios pelo estreito, mediante acordos especiais. Nesta quarta-feira (13), já havia deixado passar um petroleiro japonês. Ataques a navios perto de Ormuz Nos últimos dias, ataques a navios foram relatados na região do entorno de Ormuz. A Índia, por exemplo, informou que um de seus navios foi atacado na costa de Omã e classificou a situação como "inaceitável". Nesta quinta, a agência britânica de segurança marítima UKMTO disse que "pessoas não autorizadas" embarcaram em um navio ancorado na costa do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e o estavam conduzindo em direção ao Irã. Na segunda-feira (11), o governo da Coreia do Sul condenou “nos termos mais fortes possíveis” um ataque contra um navio cargueiro operado por uma empresa sul-coreana e afirmou que irá responder assim que a origem do incidente for confirmada. Imagens mostram estrago em navio sul-coreano atacado no Estreito de Ormuz 🔎 O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, e essencial para o transporte global de petróleo. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o controle da passagem se tornou um dos principais pontos de tensão entre Washington e o Irã, no contexto da escalada das hostilidades na região. Em meio ao conflito, o Irã passou a restringir a circulação de embarcações como forma de pressão contra os Estados Unidos, enquanto Washington respondeu intensificando a fiscalização e bloqueando o trânsito de navios iranianos na área. Nos últimos dias, o Irã teria autorizado a passagem do navio do Catar como um gesto de boa vontade ao Catar e ao Paquistão, países que tentam ajudar nas negociações para reduzir a tensão no conflito. Ao mesmo tempo, autoridades iranianas alertaram que navios de países que apoiam as sanções dos Estados Unidos podem enfrentar dificuldades para cruzar o Estreito de Ormuz. Veja mais: Emirados Árabes fizeram ataques secretos contra o Irã, diz jornal Trump chama proposta do Irã de estúpida e lixo e diz que cessar-fogo está por um fio Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1 Passageiros americanos evacuados de navio com surto de hantavírus chegam aos EUA VÍDEOS: mais assistidos do g1
Irã diz que permitiu travessia de cerca de 30 embarcações pelo Estreito de Ormuz
Escrito em 14/05/2026
EUA e Irã voltam a entrar em combate na região do Estreito de Ormuz A Guarda Revolucionária do Irã afirmou em comunicado divulgado à mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (14) que cerca de 30 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz com a permissão de Teerã desde a noite desta quarta-feira (13). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo fonte da agência de notícias iraniana Fars, o trânsito de navios da China pela rota foi retomado após um entendimento entre os dois países. O anúncio das Forças Armadas iranianas não dá detalhes sobre a nacionalidade das embarcações que tiveram sua passagem autorizada, mas ocorre em meio à visita oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua delegação a Pequim, a capital chinesa. Navios parados no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, no Irã Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA Após o primeiro encontro entre Trump e Xi, um funcionário da Casa Branca afirmou à agência Reuters que os líderes concordaram que o estreito deveria permanecer aberto e que o Irã jamais deveria obter armas nucleares. Em entrevista à CNBC nesta quinta, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse acreditar que a China, que é uma aliada próxima do Irã e sua principal compradora de petróleo, "faria o que pudesse" para ajudar a abrir o estreito, o que, segundo ele, era "de grande interesse para eles". O Irã tem permitido a passagem ocasional de navios pelo estreito, mediante acordos especiais. Nesta quarta-feira (13), já havia deixado passar um petroleiro japonês. Ataques a navios perto de Ormuz Nos últimos dias, ataques a navios foram relatados na região do entorno de Ormuz. A Índia, por exemplo, informou que um de seus navios foi atacado na costa de Omã e classificou a situação como "inaceitável". Nesta quinta, a agência britânica de segurança marítima UKMTO disse que "pessoas não autorizadas" embarcaram em um navio ancorado na costa do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e o estavam conduzindo em direção ao Irã. Na segunda-feira (11), o governo da Coreia do Sul condenou “nos termos mais fortes possíveis” um ataque contra um navio cargueiro operado por uma empresa sul-coreana e afirmou que irá responder assim que a origem do incidente for confirmada. Imagens mostram estrago em navio sul-coreano atacado no Estreito de Ormuz 🔎 O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, e essencial para o transporte global de petróleo. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o controle da passagem se tornou um dos principais pontos de tensão entre Washington e o Irã, no contexto da escalada das hostilidades na região. Em meio ao conflito, o Irã passou a restringir a circulação de embarcações como forma de pressão contra os Estados Unidos, enquanto Washington respondeu intensificando a fiscalização e bloqueando o trânsito de navios iranianos na área. Nos últimos dias, o Irã teria autorizado a passagem do navio do Catar como um gesto de boa vontade ao Catar e ao Paquistão, países que tentam ajudar nas negociações para reduzir a tensão no conflito. Ao mesmo tempo, autoridades iranianas alertaram que navios de países que apoiam as sanções dos Estados Unidos podem enfrentar dificuldades para cruzar o Estreito de Ormuz. Veja mais: Emirados Árabes fizeram ataques secretos contra o Irã, diz jornal Trump chama proposta do Irã de estúpida e lixo e diz que cessar-fogo está por um fio Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1 Passageiros americanos evacuados de navio com surto de hantavírus chegam aos EUA VÍDEOS: mais assistidos do g1

