CVM começa hoje nova apuração sobre ações do Master e da Reag

Escrito em 09/02/2026


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) começa nesta segunda (9) uma nova investigação sobre as ações do Banco Master, a gestora de fundos Reag e "outras entidades conexas", ou seja, outras empresas ligadas ao caso. De acordo com a autarquia federal responsável pela regulação do mercado de capitais no Brasil, a apuração será feita por meio de um Grupo de Trabalho (GT) criado após deliberação do Comitê de Gestão de Riscos (CGR) do órgão, em decisão tomada nesta sexta-feira (6). O objetivo do Grupo de Trabalho é "consolidar e sistematizar fatos, processos e informações, com vistas ao aprimoramento do diagnóstico institucional, o acompanhamento integrado e mais próximo das ações em curso, e prestação de contas à sociedade", segundo a CVM. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A investigação da Comissão de Valores Mobiliários, de natureza administrativa, não se confunde nem tem relação com outras apurações em curso que têm como alvos o Banco Master e a Reag. No âmbito criminal, os dois grupos são investigados pela Polícia Federal e pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual de São Paulo, em diferentes frentes de apuração. O Banco Central, por sua vez, abriu sindicância interna para apurar a atuação de seus membros no processo que resultou, em novembro de 2025, na liquidação do banco de Daniel Vorcaro. Todas essas outras investigações - da PF, dos MPs e do BC - ainda não foram concluídas e os representantes do conglomerado Master e da gestora de fundos Reag não respondem a processos criminais, isto é, ainda não foram denunciados à Justiça. Todavia, as acusações sob investigação contra os controladores do Bando Master e da Reag envolvem uma série de crimes, como, por exemplo, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) CVM/Reprodução Redes Sociais Apuração durará três semanas Nesta etapa preliminar, o Comitê de Gestão de Riscos da CVM afirmou ter acessado informações relacionadas à atuação das áreas internas de supervisão, fiscalização e acusação, incluindo: abertura de procedimentos ao longo dos últimos anos; comunicações já feitas a outros órgãos públicos; andamento interno de inquéritos correlatos. A CVM afirmou ainda que poderá avaliar, quando cabível, melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional. A apuração durará até três semanas. Ao final, será elaborado relatório para apreciação e deliberação pelo Comitê de Gestão de Riscos.