Carnaval sem assédio: Bloco das Bárbaras celebra 10 anos com lema 'Não é não e respeito à diversidade'

Escrito em 17/02/2026


Bloco das Bárbaras celebra 10 anos com protagonisco feminino em Santa Bárbara d'Oeste Reprodução/EPTV Considerado o maior bloco carnavalesco de Santa Bárbara d'Oeste (SP), o Bloco das Bárbaras, se reuniu na praça Dona Carolina, na região central da cidade, nesta segunda-feira (16) de folia. Segundo a prefeitura, cerca de 30 mil pessoas participam do evento. Criado em 2016, o bloco que completa dez anos e tornou-se referência regional no protagonismo feminino no carnaval. Em 2026, desfilou com o tema “Carnaval sem Assédio. Não é Não e com respeito à Diversidade”, destacou a organização na divulgação do bloco. “É um bloco que surgiu com a idealização de um grupo feminino e a gente prega e continua caminhando”, afirma a organizadora Vivian Ignácio. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Bloco das Bárbaras celebra 10 anos com protagonisco feminino em Santa Bárbara d'Oeste Reprodução/EPTV Entre os participantes, muitos estavam fantasiados. “Carnaval representa o povo brasileiro, é curtição e liberdade. É uma forma de expressão e todo mundo está confortável. Não tem problema a idade, o importante é estar aqui se divertindo”, diz um dos foliões. Bloco das Bárbaras celebra 10 anos com protagonisco feminino em Santa Bárbara d'Oeste Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste/Reprodução Memória afetiva O bloco reuniu foliões de todas as idades, alguns deles, habituados com as festividades do carnaval desde a infância, como o filmmaker Renato Santos. “Depois que eu criei uma memória afetiva sobre isso, sempre que eu consigo vir eu vendo e me divirto muito. Todo mundo se une e fica muito feliz e muito animado, fica um astral lá em cima”, diz Santos. Bloco das Bárbaras celebra 10 anos com protagonisco feminino em Santa Bárbara d'Oeste Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste FOTOS: foliões agitam carnaval na região de Piracicaba; veja programação de terça Trajeto Após a concentração, o Bloco das Bárbaras realizou o tradicional cortejo pela avenida Monte Castelo, em direção à praça central do município. O trajeto de 1,5 km não foi um problema para quem estava aproveitando a festa. “Vai rapidinho, é só curtir”, conclui uma foliã. LEIA TAMBÉM Do 'beijo roubado’ a puxões: saiba o que é importunação sexual, tema de coletivo de Carnaval Como identificar o assédio no meio da folia? As mulheres do Coletivo de Blocos de Rua em Piracicaba (SP), em parceria com movimentos Mulheres Livres de Piracicaba, Um Salve das Minas e a Delegacia da Mulher, fazem campanha de combate ao assédio no Carnaval de Rua e orienta sobre como agir em situações de violência. "Com a chegada do Carnaval, período marcado pela alegria, cultura popular e ocupação democrática dos espaços públicos, torna-se fundamental reforçar uma mensagem essencial: não é não. A campanha de combate ao assédio no Carnaval de Rua surge para conscientizar foliões sobre respeito, consentimento e responsabilidade coletiva", aponta a organização. 'Não é Não': tatuagens temporárias sobre campanha contra o assédio no Carnaval Qu4rto Studio/Divulgação De que forma o assédio acontece? O assédio pode acontecer de forma verbal, física, gestual ou virtual. " Nenhuma delas deve ser naturalizada. Comentários invasivos, toques sem consentimento, perseguições, intimidações ou qualquer abordagem que cause constrangimento configuram violência e devem ser denunciados", ressalta a campanha. Medidas que a mulher pode tomar em caso de assédio: Procure imediatamente apoio: Dirija-se à organização do bloco, equipe de segurança, brigadistas ou pontos de apoio identificados no evento Peça ajuda a outras mulheres e pessoas próximas: A rede de apoio entre foliãs é fundamental. Afaste-se do agressor e vá para um local seguro Registre a ocorrência: O assédio é crime. A importunação sexual é prevista no Código Penal Brasileiro Acione a Polícia Militar pelo 190, se necessário Ligue 180 para a Central de Atendimento à Mulher, que oferece orientação gratuita e funciona 24 horas Registre boletim de ocorrência em uma Delegacia de Defesa da Mulher Carnaval é festa, mas também é respeito A campanh reforça que a responsabilidade, em caso de ocorrência de assédio, nunca é da vítima. "Roupa, horário, local ou comportamento não justificam qualquer tipo de violência. Carnaval é festa, mas também é respeito", reforça. "Assédio não é brincadeira. Não é paquera. É violência. E tem consequência", esclarece. "Promover um Carnaval seguro é um compromisso coletivo. Blocos, organizadores, poder público e sociedade civil precisam atuar juntos para garantir que as ruas sejam espaços de celebração, cultura e liberdade — nunca de medo", finaliza. No batuque e no rock: veja programação de carnaval na região de Piracicaba VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba