Refugiados do Sudão são atendidos em acampamento do Chade Amr Abdallah Dalsh/Reuters Confrontos entre grupos étnicos rivais em disputa pelo acesso à água no centro do Chade deixaram ao menos 25 mortos e 22 feridos nos últimos dias, informou o governo neste domingo (1º). Considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) um dos países africanos mais vulneráveis às mudanças climáticas, o Chade registra regularmente conflitos intercomunitários relacionados ao acesso à água, à terra e ao gado. A violência começou na sexta-feira, após uma discussão entre um pastor da comunidade kreda, que havia levado seu rebanho para beber em uma lagoa, e um integrante da comunidade kuka, explicou à AFP um deputado local. "Após a discussão, o kreda sacou sua arma e atirou no pé do kuka. Isso desencadeou uma troca de tiros entre as duas comunidades. Em seguida, 22 feridos foram levados ao hospital de Ngoura", capital do departamento, acrescentou o parlamentar. As forças de segurança conseguiram, posteriormente, controlar em grande parte a situação, informou à AFP outra autoridade local. O Ministério da Administração Territorial declarou neste domingo que os confrontos deixaram 25 mortos e 22 feridos em uma área situada na fronteira entre as províncias de Hadjer-Lamis e Bahr el Ghazal. Segundo a ONU, menos de 10% das residências do Chade tinham acesso confiável à água potável encanada em 2024. Em abril, uma disputa por um poço de água no leste do país deixou 44 mortos e dez feridos. Agora no g1
Confrontos por acesso a água deixam ao menos 25 mortos no Chade
Escrito em 01/11/2026
Refugiados do Sudão são atendidos em acampamento do Chade Amr Abdallah Dalsh/Reuters Confrontos entre grupos étnicos rivais em disputa pelo acesso à água no centro do Chade deixaram ao menos 25 mortos e 22 feridos nos últimos dias, informou o governo neste domingo (1º). Considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) um dos países africanos mais vulneráveis às mudanças climáticas, o Chade registra regularmente conflitos intercomunitários relacionados ao acesso à água, à terra e ao gado. A violência começou na sexta-feira, após uma discussão entre um pastor da comunidade kreda, que havia levado seu rebanho para beber em uma lagoa, e um integrante da comunidade kuka, explicou à AFP um deputado local. "Após a discussão, o kreda sacou sua arma e atirou no pé do kuka. Isso desencadeou uma troca de tiros entre as duas comunidades. Em seguida, 22 feridos foram levados ao hospital de Ngoura", capital do departamento, acrescentou o parlamentar. As forças de segurança conseguiram, posteriormente, controlar em grande parte a situação, informou à AFP outra autoridade local. O Ministério da Administração Territorial declarou neste domingo que os confrontos deixaram 25 mortos e 22 feridos em uma área situada na fronteira entre as províncias de Hadjer-Lamis e Bahr el Ghazal. Segundo a ONU, menos de 10% das residências do Chade tinham acesso confiável à água potável encanada em 2024. Em abril, uma disputa por um poço de água no leste do país deixou 44 mortos e dez feridos. Agora no g1

