Defesa de Bolsonaro diz que ex-presidente não autorizou vídeo de IA A defesa de Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (29) que o ex-presidente não autorizou o uso e imagem em vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA), exibido na convenção nacional do PL neste sábado (25). O advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno, afirmou que, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está proibido de visitar pai por 90 dias, não teria como o ex-presidente autorizar o uso da imagem. "Aliás, sequer poderia fazê-lo. Conforme expressamente determinado pelo Ministro Alexandre de Moraes, na decisão de 17.07.2026, o Presidente Bolsonaro encontra-se com o direito de visitas suspenso pelo prazo de 30 (trinta) dias, enquanto seu primogênito, Senador Flávio Nantes Bolsonaro permanece impedido de visitá-lo pelo prazo de 90 (noventa) dias, circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do referido material", afirma a defesa. Na gravação, a imagem do ex-presidente afirma estar "preso e calado por uma decisão arbitrária", diz que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato à Presidência. 🔎 Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia. Na noite desta terça-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu o prazo de 48 horas para a defesa do ex-presidente explicar se o uso da imagem e voz em vídeo gerado por IA, exibido na convenção do Partido Liberal (PL) neste sábado (25). 'Bolsonaro de IA' manda mensagem para Flávio em lançamento de candidatura Em resposta ao ministro, os advogados afirmam que, mesmo antes das medidas restritivas, os filhos de Bolsonaro sempre utilizaram sua imagem pública em atividades político-partidárias. "Ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito", diz o documento. A defesa do ex-presidente argumenta que essa utilização decorre da relação de confiança entre pai e filhos e da natureza pública da imagem de Bolsonaro. O documento é assinado pelo time de advogados de Bolsonaro, incluindo o filho e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio Bolsonaro discursa; vídeo de Bolsonaro feito de IA é exibido Reuters; Reprodução/YouTube LEIA TAMBÉM: Defesa de Flávio Bolsonaro nega que vídeo por IA do pai seja pedido de voto e diz que respeitou lei eleitoral. Restrições impostas a Bolsonaro Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está sujeito a restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a proibição de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros e independentemente do meio utilizado. Antes da convenção, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu as condições da prisão domiciliar após Flávio divulgar uma carta na qual o pai o indicava como porta-voz e reafirmava apoio à candidatura do filho. Como consequência, Moraes proibiu o senador de visitar o ex-presidente por 90 dias. Além disso, Moraes determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade "político-eleitoral" até o final das Eleições 2026. O ministro do STF também suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados.
Bolsonaro não poderia autorizar uso de imagem e voz para vídeo gerado por IA por estar proibido de receber visitas, diz advogado
Escrito em 29/07/2026
Defesa de Bolsonaro diz que ex-presidente não autorizou vídeo de IA A defesa de Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (29) que o ex-presidente não autorizou o uso e imagem em vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA), exibido na convenção nacional do PL neste sábado (25). O advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno, afirmou que, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está proibido de visitar pai por 90 dias, não teria como o ex-presidente autorizar o uso da imagem. "Aliás, sequer poderia fazê-lo. Conforme expressamente determinado pelo Ministro Alexandre de Moraes, na decisão de 17.07.2026, o Presidente Bolsonaro encontra-se com o direito de visitas suspenso pelo prazo de 30 (trinta) dias, enquanto seu primogênito, Senador Flávio Nantes Bolsonaro permanece impedido de visitá-lo pelo prazo de 90 (noventa) dias, circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do referido material", afirma a defesa. Na gravação, a imagem do ex-presidente afirma estar "preso e calado por uma decisão arbitrária", diz que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato à Presidência. 🔎 Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia. Na noite desta terça-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu o prazo de 48 horas para a defesa do ex-presidente explicar se o uso da imagem e voz em vídeo gerado por IA, exibido na convenção do Partido Liberal (PL) neste sábado (25). 'Bolsonaro de IA' manda mensagem para Flávio em lançamento de candidatura Em resposta ao ministro, os advogados afirmam que, mesmo antes das medidas restritivas, os filhos de Bolsonaro sempre utilizaram sua imagem pública em atividades político-partidárias. "Ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito", diz o documento. A defesa do ex-presidente argumenta que essa utilização decorre da relação de confiança entre pai e filhos e da natureza pública da imagem de Bolsonaro. O documento é assinado pelo time de advogados de Bolsonaro, incluindo o filho e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio Bolsonaro discursa; vídeo de Bolsonaro feito de IA é exibido Reuters; Reprodução/YouTube LEIA TAMBÉM: Defesa de Flávio Bolsonaro nega que vídeo por IA do pai seja pedido de voto e diz que respeitou lei eleitoral. Restrições impostas a Bolsonaro Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está sujeito a restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a proibição de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros e independentemente do meio utilizado. Antes da convenção, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu as condições da prisão domiciliar após Flávio divulgar uma carta na qual o pai o indicava como porta-voz e reafirmava apoio à candidatura do filho. Como consequência, Moraes proibiu o senador de visitar o ex-presidente por 90 dias. Além disso, Moraes determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade "político-eleitoral" até o final das Eleições 2026. O ministro do STF também suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados.

